sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Crédito para veículos recua e para habitação sobe

O estoque de operações de crédito para a compra de veículos por pessoa física caiu 0,6% de setembro para outubro, segundo o Banco Central. Com isso, o total de recursos para a aquisição de automóveis está em R$ 202,327 bilhões. No acumulado do ano, ainda é verificada uma expansão do crédito para esse fim de 0,7%. Em 12 meses até outubro, a alta é de 1,6%. O BC tem revelado que esse estoque está se reduzindo nos últimos meses. As operações de leasing voltaram a registrar forte queda de setembro para outubro (-4,2%), com destaque para o recuo para pessoas físicas. No ano, até outubro, a queda das operações desse tipo de transação já é de 30% e, em 12 meses, de 36,2%. Os financiamentos feitos por meio de crédito direto ao consumidor ficaram estáveis em outubro na comparação com setembro. No ano, até o mês passado, ainda apresentam alta de 7,6%, assim como em 12 meses, que é de 10,5%. Habitação As operações de financiamento para habitação cresceram 2,7% em outubro ante setembro, totalizando R$ 263,213 bilhões. Na comparação com outubro do ano passado, a alta é de 38,8%. No crédito direcionado para habitação, a expansão foi de 2,7% em outubro ante setembro e de 37,8% na comparação anual, somando R$ 244,073 bilhões. Já no crédito livre para aquisição de imóvel, o crescimento foi de 2,1% ante setembro e de 52,7% ante outubro de 2011, para R$ 19,140 bilhões. (Fonte: Agência Estado).

Construção civil no Brasil deve crescer de 3,5% a 4% em 2013

A construção civil no Brasil deve consolidar no próximo ano a tendência de crescimento moderado, próximo de 4% ao ano, que começou a ser desenhada ao longo de 2012 e afastou o setor do avanço robusto visto há dois anos. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve crescer entre 3,5 e 4% em 2013, projetou nesta quarta-feira o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP), praticamente o mesmo nível de alta esperado para este ano. "Vemos à frente um cenário de estabilização da construção civil, uma normalização do nível da atividade e do número de empregados", afirmou a jornalistas o vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan. Segundo especialistas do setor, fatores como maior investimento em infraestrutura, retomada dos lançamentos e recuperação da cena macroeconômica como um todo devem contribuir para que o mercado imobiliário mantenha o ritmo de crescimento. O Sinduscon previa crescimento de 5,2% para 2012, mas, ao longo do ano, fatores como redução de investimentos pelas empresas, menores investimentos públicos em infraestrutura e morosidade na concessão de licenciamentos imobiliários levaram a uma redução da expectativa para alta de 4%. "Acreditava-se que em 2012 teríamos um cenário melhor, mas nem tudo foi como esperado", disse a economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Ana Maria Castelo. Em 2010, ano de forte aceleração do setor, o crescimento foi de 15,2%, recuando para 4,8% em 2011. O mercado imobiliário brasileiro começou a sinalizar uma mudança de patamar já no final de 2011, com as empresas reduzindo lançamentos de novos projetos em prol de vendas de estoques e geração de caixa para retornar à rentabilidade. "Mas estamos longe de dizer que 2012 teve um cenário ruim", disse Ana Maria, destacando, entre os pontos positivos deste ano "os preços (de imóveis) que subiram menos, as vendas que mantiveram o ritmo de 2011 e o programa do governo voltado a infraestrutura, cujos efeitos devem ser percebidos mais fortemente apenas no final do próximo ano". O governo federal anunciou em agosto um pacote de concessões de ferrovias e rodovias, que prevê investimentos de 133 bilhões de reais em 25 anos. Após sofrer certa estagnação, o nível de lançamentos deve acelerar já a partir do atual trimestre, principalmente na capital paulista, onde a dificuldade de se obter licenças para novos projetos foi mais crítica, segundo Zaidan. "O município de São Paulo teve um represamento de projetos até setembro. Vamos ver, de agora até o primeiro trimestre de 2013, um acúmulo de lançamentos decorrente disso", disse ele. "Estamos otimistas com o número de lançamentos". Já os custos devem permanecer elevados "em 2013 pelo menos". "Preço de terrenos bem localizado e com potencial não cai, assim como preço de imóvel para de subir, mas não cai", afirmou Zaidan. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumula alta de 6,93% em 2012 até novembro, e alta de 7,30% nos últimos 12 meses. Nesse sentido, a mão de obra, que neste ano teve a principal contribuição para a elevação de custos do setor, deve se manter como a maior preocupação para as empresas, com forte demanda por pessoal qualificado, segundo Ana Maria. O nível de emprego na construção civil no país acumula crescimento de 6,57 por cento neste ano até outubro, quando o setor empregava 3,415 milhões de trabalhadores, mas apenas 859 mil com carteira assinada. (Fonte: Reuters).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Especialistas divergem sobre bolha imobiliária

O Brasil está passando ou não por uma bolha imobiliária? Não há unanimidade dos especialistas sobre isso. Para alguns, o país está distante de um cenário como esse, pois não apresenta a “receita” completa para que ele se concretize. Para outros a bolha existe e pode estourar depois que o Banco Central voltar a elevar os juros. Uma das análises que apontam para o risco da bolha foi publicada por dois economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal. Os pesquisadores Mário Jorge Mendonça e Adolfo Schsida escrevem que o problema ficará claro quando a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 7,5% ao ano, aumentar para segurar a inflação. O efeito, afirmam os economistas no texto divulgado em agosto, será a alta do custo do financiamento de imóveis e do saldo devedor. Assim, ficaria mais difícil arcar com os empréstimos, prejudicando os brasileiros que se endividaram nos últimos anos, em decorrência das políticas de estímulo ao crédito. Mesmo que a alteração na taxa de juros ocorra a curto, médio ou longo prazo é possível que em algum momento o comprador seja afetado, avaliam os pesquisadores, já que o período de financiamento pode chegar a 30 anos. Com a dificuldade de receber, os bancos, por sua vez, liberariam menos crédito, reduzindo o volume de financiamento e, portanto, a compra de imóveis. Com demanda menor, os preços cairiam. Por outro lado, Ricardo Amorim, economista, comentarista do programa Manhattan Connection (Globonews) e presidente da Ricam Consultoria, avalia que faltam ¿ingredientes¿ básicos, presentes em bolhas imobiliárias que já ocorreram em outros países. Nos exemplos internacionais, um dos fatores ligados à bolha imobiliária foi a forte atividade no mercado de construção. “Para tornar os dados de construção comparáveis entre diferentes países e períodos, analisei o consumo anual de cimento per capita, em cada país no ano em que a bolha estourou. Não encontrei nenhum estouro de bolha com consumo anual de cimento inferior a 400 quilos per capita. Na Espanha, passou de 1.200 quilos e há casos, como na China atual, de consumo ainda superior, 1.600 quilos, sem estouro de bolha. No Brasil, minha estimativa é de que hoje estamos em 349 quilos”, diz Amorim. Para o economista, outro fator que caracteriza a bolha imobiliária são os preços muito altos em relação à capacidade de pagamento do consumidor. Amorim alega que nenhuma cidade brasileira está hoje entre as 20 mais caras do mundo, embora Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Balneário Camboriú estejam entre as 100 mais caras ¿Brasília, a mais cara do país, ainda é bem mais barata do que Rabat, no Marrocos, a mais cara do mundo.¿ Amorim avalia ainda que qualquer bolha, imobiliária ou não, cresce por conta da vasta oferta de crédito. Segundo a análise do economista, todas as bolhas imobiliárias estouraram quando o total do crédito imobiliário superava 50% do Produto Interno Bruto (PIB), como nos EUA, que em 2006 chegou a ser 79%. No Brasil, apesar de todo crescimento dos últimos anos, este número é hoje de 5%. Para ele, pelo menos em breve, não há risco, já que crédito imobiliário está em expansão e o seu custo em queda. E, no longo prazo, o que vai garantir que a bolha não estoure é a redução de preços. Já o economista Samy Dana, da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), declara que “os preços estão inflados”. É preciso avaliar se o imóvel vale mesmo o preço que está sendo cobrado. Ainda assim, alerta: “Não é hora de comprar um imóvel. Os índices já apontam queda nos preços e maiores descontos.” Para ele, a mesma tendência predomina no aluguel: os preços estão altos, não há espaço para subirem mais. Em breve, isso vai acarretar numa queda natural do valor. (Fonte: Terra).

Investimento estrangeiro é de US$ 55 bi até outubro, o 2º melhor da história

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, informou nesta quinta-feira (22) que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 7,7 bilhões em outubro deste ano. Na parcial dos dez primeiros meses de 2012, o ingresso somou US$ 55 bilhões - o que configura o segundo melhor resultado da série histórica do BC, que tem início em 1947. Segundo a autoridade monetária, o melhor resultado para os investimentos estrangeiros diretos ainda permanece sendo o ano passado, quando foi registrado o ingresso de US$ 66,6 bilhões na economia brasileira. Para todo este ano, a expectativa do Banco Central é de que os investimentos totalizem US$ 60 bilhões. "Continua entrando dinheiro. Os estrangeiros continuam acreditando no potencial da economia brasileira. Somos a quarta região do mundo que mais atrai recursos, atrás da Europa, da China e Hong Kong e dos Estados Unidos. Isso é uma clara demonstração da confiança dos investidores no potencial da economia brasileira", declarou Tombini, durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento. (Fonte: G1).

Entre os 10 bairros mais procurados para alugar ou comprar em SP, quatro ficam na ZS

O ZAP Imóveis, portal de anúncios de imóveis para venda e aluguel, divulgou nesta quarta-feira uma pesquisa do perfil de quem busca imóveis em São Paulo, e dos bairros mais procurados. O bairro paulistano mais buscado para compra e locação foi a Vila Mariana, na Zona Sul, com 15% do total de buscas feitas no site. Veja a lista completa abaixo: De acordo com José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado) que fez os comentários sobre a pesquisa para o ZAP Imóveis, a Vila Mariana é popular por ser perto do Centro, com boas avenidas, em um local repleto de equipamentos sociais. Além disso, a grande população aumenta a incidência de transações imobiliárias. Sobre as regiões de Perdizes e Saúde, também bastante buscadas, o presidente do Creci-SP comenta que são bairros voltados para a classe média, com empreendimentos com dois ou três dormitórios, prédios sem muita sofisticação e apartamentos de 45 a 90 metros quadrados. Entre os dez bairros mais procurados para se alugar ou comprar um imóvel, quatro ficam na Zona Sul, outros quatro na Zona Oeste e dois no Centro. Para Viana Neto, a baixa procura em bairros das zonas leste e norte se deve mais ao perfil do público que costuma buscar imóveis pela internet. Segundo o comentário feito por ele ao ZAP, quem busca imóveis nestas regiões prefere fazer a busca pessoalmente. O estudo foi realizado com mais de três milhões de visitantes mensais no portal do ZAP Imóveis. Os imóveis mais procurados são apartamentos, com 72% das buscas, seguidos por casas, que correspondem a 21%. Mais de um terço das buscas (36%) são de pessoas que buscam um imóvel para alugar. Os imóveis mais procurados têm dois quartos (45% das buscas), seguidos dos de três quartos (34%) e os de um quarto (13%). O grupo que mais usa o site para buscar imóveis são os jovens: 29% têm idade entre 25 e 34 anos; 23% são jovens de até 17 anos e 20% são pessoas de 35 a 44 anos. (Fonte: Exame.com).

Dez bairros concentram 48% do estoque de imóveis em SP

Se você está buscando um apartamento novo em bairros como Vila Andrade, Tatuapé, Mooca, Itaim Bibi, Saúde, Raposo Tavares, Santo Amaro, Santana, Vila Formosa e Vila Sônia, está com sorte. Esses são os dez distritos com o maior número de apartamentos em estoque (unidades não vendidas na época do lançamento) e onde, portanto, pode haver mais chances de negociar descontos. Levantamento feito pela empresa de pesquisas Geoimovel mostra que esses bairros possuem, ao todo, 8.202 apartamentos não vendidos - o equivalente a 48% de todo o estoque da cidade. O estudo considera apenas empreendimentos residenciais, lançados entre janeiro de 2006 e outubro deste ano. Dois fatores principais, de acordo com Celso Amaral, diretor da Geoimovel, levam à concentração de estoques em um determinado bairro. "Excesso de lançamentos e preços muito elevados para a demanda da região", afirma. O líder no ranking, por exemplo, é a Vila Andrade, distrito que teve o maior número de lançamentos nos últimos cinco anos. O segundo colocado é o Tatuapé, onde Amaral acredita que os preços não estão de acordo com a renda dos moradores. "Estoques podem ser um problema, pois quando o empreendimento está pronto, a incorporadora tem de ter recursos para fazer um novo lançamento", diz João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de Real Estate da Poli-USP (Universidade de São Paulo). "Pode ser mais conveniente [para a incorporadora] vender o estoque por um preço convidativo", diz, destacando que hoje o número de unidades em estoque está "acima do normal", o que pode representar boas ofertas para o comprador. Segundo o Secovi (sindicato da habitação), em setembro deste ano, havia 17.039 apartamentos não vendidos na capital. Em dezembro de 2010, eram 12.011 unidades e, no ano passado, 19.731. "Não estamos com estoque alto, mas sim voltando aos níveis normais", afirma Ricardo Yazbek, vice-presidente de legislação urbana do Secovi-SP. (Fonte: Folha de S. Paulo).

Prefeitura de São Paulo acelera análise de projetos

A aprovação de projetos de construção e de reformas começa a ficar mais rápida em São Paulo. Acaba de ser concluída a primeira etapa da já anunciada informatização do processo de análises de plantas paulistanas. "A perspectiva é diminuir o tempo de análise em 30%", diz o diretor do Departamento de Aprovação das Edificações (Aprov), Alfonso Orlandi Neto. Anteriormente, um projeto podia levar até dois anos para ser aprovado na Prefeitura de São Paulo. Em outras cidades, como Londres, a administração dá seu parecer em até cinco meses. A implementação do novo sistema começou no fim de setembro, depois de uma série de denúncias. E foi necessária a criação de uma espécie de help desk, uma central de atendimento para tirar dúvidas e ajudar os usuários. Na próxima quinta-feira (22), a Prefeitura, em parceria com a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), ainda realiza um seminário no Maksoud Plaza, para explicar melhor o sistema aos profissionais ligados à área da construção civil. Mas o novo sistema já está funcionando. Até agora foram protocolados 1.313 processos e 404 estão sob análise. Falta, porém, informatizar outras secretarias envolvidas no processo, como a do Verde e do Meio Ambiente, a de Transporte e a de Infraestrutura Urbana e Obras. (Fonte: O Estado de São Paulo).