quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Abecip: “As construtoras pisaram no freio de arrumação”

Apesar de notícias ruins sobre atraso de obras e problemas nas principais construtoras, logo depois de um boom de abertura de capital de gigantes brasileiras, a construção civil vive um momento de maturidade e abre perspectivas promissoras para o crédito imobiliário em 2013. - As construtoras pisaram no freio de arrumação -, afirma o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Junior. O esfriamento, justo na hora em que a economia precisava tanto da pujança do setor, se deveu mais à gestão do que ao fantasma da inadimplência que apareceu com a crise mundial. - Houve uma compra exagerada de terrenos, como o setor tem um ciclo longo, agora tem que ajustar o caixa. Não pode errar em 1% que seja. As empresas apostaram em patamares altos de crescimento – de 65%, 42% ao ano, como em 2010 e 2011. - Agora estão colocando a casa em ordem. A expectativa de crescimento do crédito este ano é de 20%, dentro do ritmo considerado normal para o setor, de 15% a 25%. Talvez este processo de amadurecimento seja benéfico para o setor. E ensine uma lição: se por um lado os IPOs melhoram a governança e o financiamento, por outro também provocam a tentação de um inchaço nos balanços por meio do estoque de terrenos, sobretudo nas empresas onde impera a remuneração por bônus. (Fonte: IG Economia).

Custo da construção em SP sobe 0,14%, diz Sinduscon

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção no Estado de São Paulo registrou leve alta, de 0,14%, em agosto ante julho. Calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para a utilização nos reajustes dos contratos de obras. Em agosto, os custos das construtoras com materiais subiram 0,33% sobre julho, enquanto os custos com mão de obra e administrativos (salários dos engenheiros) ficaram estáveis na mesma base de comparação. A média ponderada entre os três itens resultou na variação de 0,14% do CUB representativo da construção paulista (RN-8), que neste mês ficou em R$ 1.019,77 por metro quadrado. No acumulado de 2012, o CUB registra alta de 6,77%, com elevação de 9,67% nos custos com mão de obra, avanço de 3,00% nos custos com materiais e acréscimo de 7,68% nos custos administrativos. Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, a variação do CUB é de 7,06%. No mês passado, dois dos 41 insumos da construção pesquisados aumentaram acima do IGP-M do mês, que registrou alta de 1,43%. Entre os que tiveram os maiores reajustes no mês estão disjuntor tripolar 70 A (1,60%); placa de gesso para forro sem colocação (1,56%); granito polido para piso 40×40 cm (1,37%); óleo diesel (0,95%); aço CA-50 10 mm (0,94%); brita 2 (0,78%) e fio cobre anti-chama isol. 750 V 2,5 mm? (0,45%). (Fonte: Agência Estado).

Brasil entra no grupo das 50 economias mais competitivas do mundo

O Brasil subiu cinco posições neste ano no ranking de competitividade elaborado pelo Fórum Econômico Mundial e entrou pela primeira vez no grupo das 50 economias mais competitivas do mundo. O Brasil figura agora na 48ª posição num ranking com 144 países. Este é o segundo ano seguido de melhora na classificação brasileira. Em 2011 o Brasil também havia subido cinco posições. O Relatório Global de Competitividade, que será divulgado nesta quarta-feira, identifica avanços no quadro macroeconômico; no ambiente de negócios associado à expansão do mercado interno; e no acesso ao crédito, entre outros pontos que ajudaram na melhor classificação brasileira. Suíça e Cingapura se mantêm como primeiro e segundo colocados. Os Estados Unidos perderam dois postos e estão agora em sétimo lugar. O relatório é baseado em estatísticas dos países avaliados e também de instituições internacionais e ainda em pesquisa de opinião feita com executivos. No Brasil, a Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, é a instituição responsável pela análise e coleta de dados. Carlos Arruda, coordenador do núcleo de inovação da fundação e responsável pela análise dos dados brasileiros do ranking, diz que a melhora brasileira no pilar “Ambiente Macroeconômico”, no qual o país saiu da 115ª posição no ano passado para a 62ª neste ano, se deve em parte a uma mudança metodológica do relatório. A macroeconomia é um dos 12 pilares avaliados no ranking. Neste ano o Fórum Econômico Mundial não usou em sua avaliação o indicador sobre spread bancário, que vinha sendo uma variável que influenciava negativamente o índice de competitividade do Brasil. Segundo Arruda, fazia anos que a organização do ranking questionava o uso dessa variável, dadas as diferenças de cálculo de país para país. No ano passado, nesse critério, o Brasil ficou em 137º lugar num ranking com 144 economias. O relatório, diz Arruda, subtraiu outras três ou quatro variáveis na edição deste ano. Para ele as medidas que o governo vem tomando nos últimos meses para incentivar o crescimento econômico, entre elas as desonerações de setores da economia e a sequência de reduções da taxa básica de juros, que se refletem parcialmente nos juros cobrados pelos bancos, não seriam capazes por si só de empurrarem o Brasil cinco posições neste ano. No entanto, o avanço do Brasil no ranking não se limita à questão de nova metodologia. “Na nossa análise, mesmo se a metodologia não tivesse sido alterada e se o Brasil tivesse se mantido na 137ª posição na variável do spread, o país iria ganhar ao menos uma posição na colocação geral do ranking”, diz Arruda. “A percepção da comunidade empresarial é positiva em relação às medidas que o governo vem tomando”, continua Arruda. A questão é como preservar esse movimento de melhora na competitividade. Para ele, o caminho é o aumento dos investimentos públicos prioritariamente em infraestrutura, atraindo consigo capital privado, e uma simplificação do marco regulatório e tributário, tornando ações pontuais de desoneração fiscal para alguns setores em políticas de longo prazo. Na edição deste ano do Ranking da Competitividade o Brasil foi mais bem avaliado e ganhou posições em áreas importantes, uma delas a da eficiência do mercado de trabalho, que trata dos custos de demissão e contratação, por exemplo. Nesse quesito, o Brasil saltou 14 posições. Outra melhora se deu no campo chamado de eficiência do mercado de bens, que reúne informações e impressões sobre a burocracia para se abrir uma empresa e também sobre benefícios, como as desonerações, a alguns setores. Nesse indicador, o Brasil ganhou nove posições. Entre as áreas nas quais houve recuo está a da inovação, um dos pilares do ranking. O Brasil perdeu cinco posições, caindo do 44º para o 49º lugar. Esse resultado foi puxado principalmente pelo indicador que mede a disponibilidade de engenheiros e cientistas no país. Nesse critério especificamente o Brasil perdeu 22 posições — em 2011, já tinha caído 23. No item educação superior e formação técnica houve também uma piora e a perda de nove posições no ranking. Outros gargalos antigos da economia brasileira continuam aparecendo como obstáculos para a competitividade do Brasil em relação a outros países. Entre esses problemas está a qualidade da educação de modo geral – indicador no qual o Brasil aparece na parte inferior do ranking na 116ª posição. Outra variável cujo desempenho brasileiro é avaliado como muito ruim é o do volume de impostos como limitador ao trabalho e aos investimentos. Entre 144 países do ranking o Brasil é o último nesse critério. Na comparação com os países dos chamados Brics, grupo de países emergentes com grandes populações, o Brasil foi o único que subiu no ranking de competitividade neste ano. A China, segunda maior economia do mundo, perdeu três posições, ficando em 29º lugar. Os demais estão todos atrás do Brasil. A Rússia desceu um degrau, ficando na 66ª posição; a Índia desceu três, ficando na 59ª; e a África do Sul desceu dois, ficando em 52º lugar. (Fonte: Valor Online).

sábado, 1 de setembro de 2012

Preço dos imóveis usados sobe para R$ 450 mil em São Paulo

O valor médio das casas e apartamentos usados comercializados nos principais bairros do centro expandido de São Paulo sofreu leve alta entre janeiro e julho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor passou de R$ 400 mil, em 2011, para R$ 450 mil, em 2012. Já nos sete primeiros meses de 2010, o valor médio era de R$ 350 mil. Os dados, informados pela imobiliária Lello, também registraram acréscimo de 53,6% nas vendas de imóveis residenciais usados, no período analisado. A diretora comercial da empresa, Roseli Hernandes, avaliou que o desempenho do mercado de imóveis prontos para morar surpreendeu até mesmo os otimistas. “Houve quem apostasse em retração, mas os dados apontam em direção contrária. O imóvel é, hoje, e mais do que nunca, uma grande alternativa de investimento”, afirmou. As unidades mais procuradas foram os apartamentos de dois e três dormitórios com vaga na garagem, em condomínios dotados de área de lazer, segurança e próximos, preferencialmente, a estações de metrô. Das vendas realizadas entre janeiro e julho de 2012, 60% foram de apartamentos. Dos imóveis vendidos, ainda no período analisado, 45% foram por intermédio de financiamentos concedidos pelos bancos, mesmo porcentual registrado em 2011. No entanto, há sete anos, os financiamentos de imóveis usados representavam somente 15% do total vendido na cidade. (Fonte: InfoMoney).

Bancos reduzem taxas e elevam prazos do crédito imobiliário

Os bancos cortaram os juros do financiamento imobiliário e ampliaram o prazo de pagamento, em um movimento para alavancar o segmento que apresenta as maiores taxas de crescimento no crédito brasileiro. Os juros da modalidade nas principais instituições do país variam de 7,7% a 11% ao ano mais Taxa Referencial para a compra de imóveis de até R$ 500 mil. Com isso, a maioria dos novos contratos é fechada com taxa de 9% ao ano, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário). Há um ano, essas operações eram contratadas, em grande parte dos casos, por 10,5% ao ano. Para os próximos meses, no entanto, não há previsão de cortes significativos. "Os bancos chegaram no limite do que se pode trabalhar", diz Octavio de Lazari Junior, presidente da entidade. As reduções agora deverão ocorrer de acordo com o relacionamento do cliente com o banco. A última modificação de juros foi anunciada pelo Santander neste mês. Em maio e junho, Banco do Brasil e Caixa também melhoraram as condições. As demais instituições ainda não anunciaram oficialmente alterações. O economista José Pereira Gonçalves, especialista em mercado imobiliário, concorda que não há mais espaço para grandes mudanças. "Existe um custo de captação dos recursos pelo banco, não há como diminuir ainda mais essa margem", diz. A maioria das operações vem de recursos da poupança. Desde maio, os novos depósitos tiveram a rentabilidade reduzida, atrelada a um percentual da taxa básica de juros, a Selic. Com a queda, os bancos tiveram esse custo de captação reduzido. "Por mais que tenha caído, essa redução é momentânea, atrelada à Selic. Como as operações de financiamento são de longo prazo [até 35 anos], os bancos precisam estabelecer um parâmetro; assim, não têm como cortar mais." Em relação ao prazo, Caixa e Santander ampliaram o teto de 30 para 35 anos. No anúncio, em junho, a Caixa disse que a vantagem é o aumento da capacidade de compra do mutuário, que pode financiar um imóvel mais caro. A prestação deve ser de até 30% da renda. As instituições consideram a modalidade uma das mais importantes do sistema financeiro atualmente. O professor de finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração) Ricardo Rocha diz que o interesse vem da possibilidade de a instituição manter relação de longo prazo com os mutuários. Além disso, a análise de crédito para a concessão é rigorosa e a retomada do bem ocorre rapidamente no caso de inadimplência. "São as operações de crédito mais seguras", afirma Gonçalves. O crédito imobiliário tem a menor inadimplência do mercado. Em maio, o percentual estava em 2%, enquanto o índice do crédito pessoal, por exemplo, era de 5,7%. Os bancos têm feito esforços para reduzir a burocracia nessas operações, que ainda estão entre as mais complicadas do sistema financeiro. As instituições discutem, por exemplo, o registro eletrônico e a padronização dos contratos. A ideia é transmitir, por um sistema, o contrato para o cartório, que o devolve da mesma forma. (Fonte: Agência de Notícias Jornal Floripa).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Em sessão comemorativa, corretores de imóveis pedem carros sem IPI

Em sessão especial do Senado pelo Dia do Corretor de Imóveis, realizada nesta segunda-feira (27), a categoria comemorou as conquistas de 50 anos da regulamentação de sua atividade, mas também apresentou reivindicações, em especial a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis adquiridos pelos corretores. Aplaudido por representantes de entidades nacionais e regionais da categoria, Joaquim Antônio de Mendonça Ribeiro, vice-presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (Fenaci), apresentou em discurso a proposta de isenção. O senador Gim Argello (PTB-DF), que presidiu a sessão e disse ter “orgulho de ser corretor de imóveis”, concordou que os carros constituem ferramenta de trabalho, e espera que os corretores possam convencer seus representantes no Congresso a apoiar a proposta. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) salientou a importância da moradia entre as aspirações dos brasileiros, alertando para a necessidade de segurança na realização do “sonho da casa própria”. - É fundamental que a intermediação seja feita por uma pessoa correta, que dê tranquilidade e segurança jurídica. A regulamentação é da maior importância para que o brasileiro possa realizar o seu sonho – frisou o parlamentar. Também se pronunciaram, entre outros, João Teodoro da Silva, presidente do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci); o ex-senador Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal; e Luiz Carlos Attié, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) da 8ª Região. Fonte: Agência Senado

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Momento é favorável para a compra da casa própria, afirmam especialistas

É um bom momento para comprar a casa própria aproveitando os financiamentos com juros mais baixos. Além disso, segundo especialistas, os preços dos imóveis estão estáveis e, em alguns, bairros até menores. Para completar, construtoras e imobiliárias oferecem vantagens para fechamento de bom negócio. Assim como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil baixaram os juros do financiamento habitacional, o setor privado também mexeu nas taxas e reduziu os valores cobrados. No Santander, por exemplo, ela pode chegar a 8,8% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de pagamento foi alterado, de 30 para 35 anos. “A queda da taxa de juros é importante para o mercado imobiliário, pois oferece melhores condições para a compra da casa própria. Com o financiamento mais acessível e o crescimento da economia, a demanda do mercado imobiliário continuará aquecida. É uma redução significativa e que aponta tendência, já seguida por outros bancos”, diz Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel e vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ). Segundo o diretor de Negócios Imobiliários do Santander, José Roberto Machado, quanto mais relacionamento com a instituição, melhores condições o correntista terá de conseguir taxa menor. O cliente conta com toda a assessoria especializada durante o financiamento. “As condições são favoráveis. O déficit habitacional é grande. O alongamento de prazos, queda da taxa de juros e aumento da renda da população vão manter a procura”, acredita Machado. Os construtores apoiam as medidas adotadas para reduzir ainda mais as taxas de juros dos financiamentos da compra da casa própria. “A iniciativa é positiva. Apesar de o nosso sistema financeiro ser bastante rígido quanto à liberação deste tipo de crédito, o aumento da escala de empréstimos é que será no futuro o grande resultado dos bancos”, diz Carlos Eduardo Penna, diretor da Efer. Para o diretor do Grupo CPS Bruno Vaz, a competitividade entre os bancos é sempre vantajosa para todos os envolvidos no negócio. Hoje as empresas conseguem atingir um nicho de mercado maior em função das facilidades na concessão de credito. “Havia clientes que com o prazo de 30 anos não conseguiam financiar um imóvel e, hoje, com a ampliação para 35 anos, este mesmo cliente já se adequa ao perfil deste imóvel”, lembra Vaz. Os bancos passaram a levar em consideração ainda mais o relacionamento que o cliente mantém com a instituição financeira. A estratégia está presente no Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Os clientes que optam por ter conta salário com o banco, por exemplo, também são beneficiados com melhores condições. A parceria da Brasil Brokers com o HSBC garante ainda mais vantagens para quem vai comprar um imóvel ofertado pelas 26 imobiliárias do grupo espalhadas pelo País. Segundo o diretor da empresa Josué Madeira, os juros são ainda mais competitivos e os prazos para assinatura do contrato menores. “Os nossos clientes contam com uma estrutura exclusiva para a concessão do financiamento imobiliário. O contrato poderá ser assinado no local que o cliente preferir evitando a ida em uma das agências do banco”, explica Josué Madeira. A Caixa Econômica Federal oferece juros de 7,8% a 8,85% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O percentual varia de acordo com o relacionamento que o correntista possui com a instituição. As taxas valem para imóveis de até R$ 500 mil. O prazo de pagamento chega a 35 anos. o Banco do Brasil, os percentuais variam de 7,9% a 8,9% ao ano mais TR, além do relacionamento que o correntista tem com o banco. O prazo de pagamento máximo é de 30 anos, conforme o percentual de financiamento, que pode chegar a 80% do valor do imóvel. O Bradesco trabalha com juros entre 8,9% e 10,5% ao ano mais TR, conforme o valor do imóvel no SFH, ou seja, avaliados em até R$500 mil. (Fonte: O Dia).