sexta-feira, 4 de maio de 2012

Imóveis: proprietários poderão ser proibidos de cobrar aluguel em dobro

Os proprietários de imóveis serão proibidos de cobrar mais de 12 prestações de aluguel por ano, de cobrar aluguel em dobro ou de qualquer outro valor que aumente a taxa mensal de locação estabelecida no contrato, com a aprovação do substitutivo do projeto de lei 63/07 que será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, nesta quarta-feira (02). Pelo projeto apenas será autorizado o índice anual de reajuste negociado entre o inquilino e o dono do imóvel. Segundo a Agência Senado, o projeto tramita em conjunto com quatro projetos de lei, todos rejeitados pelo relator por questões regimentais, mas que tiveram seu conteúdo parcialmente aproveitado em uma proposta substitutiva. Fiador O projeto também determina que o locador informe aos fiadores, por meio de carta registrada com aviso de recebimento, a ocorrência de qualquer violação dos encargos da locação até o décimo dia útil do mês seguinte. De acordo com Benedito Lira, relator do projeto, a comunicação da inadimplência tem o objetivo de evitar aumento da dívida pela incidência de juros e multas, caso o fiador providencie o pagamento dos débitos em aberto do inquilino, e a inclusão de seu nome no serviço de proteção ao crédito, além da abertura de ação de execução na Justiça. O locador também não poderá recusar a contratação do seguro-fiança como garantia da locação, se esta for a modalidade escolhida pelo inquilino. Desocupação No que diz respeito à desocupação do imóvel, o projeto prevê a diminuição do prazo de seis meses para três meses nas ações por descumprimento do previsto no contrato para o término da locação. A proposta concede ao locador liminar em ação para desocupação do imóvel, o que obrigará o locatário a sair no prazo de 15 dias, como ocorre nas ações de despejo. Tramitação Por haver mudança no texto aprovado na Câmara, o projeto voltará para lá após análise do Plenário do Senado. (Infomoney)

Expectativa é que crédito imobiliário fique mais barato

Com a mudança nas cadernetas, o governo espera que os financiamentos da casa própria fiquem mais baratos. "Os bancos vão poder liberar empréstimos a custos menores", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Essa é a tendência." Esse movimento vai ocorrer porque os recursos depositados em cadernetas de poupança são utilizados para financiar a compra da casa própria. Como a caderneta pagará rendimentos menores a partir das mudanças anunciadas ontem, a fonte de financiamento de bancos e construtoras ficará mais barata. Hoje elas pagam algo como 7,5% ao ano. Com a nova regra, se a taxa Selic for a 8%, por exemplo, ficará em 5,6% ao ano. Esse ganho, acredita o governo, será repassado aos mutuários. "É um movimento natural (que o custo mais baixo seja repassado para o cliente)", afirmou o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Octavio de Lazari Júnior. Ele ressaltou que ainda é prematuro afirmar que isso realmente ocorrerá. "Mas o risco, aliás, um bom risco, é esse." Mantega, por sua vez, avaliou que os bancos vão diminuir os juros porque existe uma forte concorrência no segmento de crédito habitacional. As taxas menores, porém, só seriam oferecidas aos empréstimos novos. Os antigos, em tese, continuam atrelados às regras do contrato. Mas, informou o ministro, o governo estuda formas de facilitar que os mutuários antigos quitem suas dívidas e contraiam financiamento habitacional novo a taxas menores. É a chamada portabilidade. "Estamos estudando", disse ele, sem entrar em detalhes. "Ainda não temos posição." Essa hipótese de troca de contrato foi levantada também por Lazari. Com uma Selic a 6%, por exemplo, o custo do funding vai para 4,2% ao ano. Para quem financiou um imóvel com taxa de 10% ao ano mais variação da TR, abre-se uma janela de oportunidade para renegociação com o banco. Em tese, as próprias instituições financeiras podem oferecer taxas mais baixas para 'roubar' clientes dos concorrentes. "A competição é boa, sempre bem-vinda", disse Lazari. Mantega avaliou que o volume de recursos disponíveis para o setor não vai diminuir. Hoje, são R$ 431 bilhões depositados em caderneta. "Esse poupador é um felizardo, porque tem garantida uma boa remuneração por tempo indeterminado", disse. (O Estado de São Paulo)

Imóveis comerciais tiveram rendimento de 4,35% no primeiro trimestre

A taxa de retorno total dos imóveis comerciais no primeiro trimestre deste ano foi 4,35%, em relação ao trimestre anterior, de acordo com os números do Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial (IGMI-C), divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na composição do índice, a taxa de retorno de renda referente ao período foi 2,74% e a de capital atingiu 1,61%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, o IGMI-C registrou uma taxa anual de retorno de 17,38%. A de retorno de renda ficou em 11,51% e a de capital, em 5,41%. De acordo com a pesquisa da FGV, os resultados do primeiro trimestre de 2012 mostram estabilidade do retorno de renda e uma recuperação do retorno do capital, se comparados à desaceleração do crescimento observada nos primeiros três meses de 2011. Calculado a partir de uma amostra com informações referentes a 301 imóveis, o IGMI-C é um índice trimestral de rentabilidade do mercado brasileiro de imóveis comerciais. O objetivo do indicador é retratar da forma mais abrangente a evolução da valorização dos preços e dos rendimentos desse segmento em todo o Brasil. Todos os estados do país estão representados na pesquisa, mas com maior concentração em São Paulo (37%) e no Rio de Janeiro (26%). As informações são da Agência Brasil. (Redação - Agência IN)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Mudança na poupança pode reduzir crédito imobiliário, dizem consultores

A mudança na correção da poupança, anunciada nesta quinta-feira (3) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, pode reduzir os recursos disponíveis para financiamentos imobiliários com base na poupança, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Isso pode ocorrer porque os recursos da poupança, junto com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é uma das principais fontes de recursos para o financiamento da compra de imóveis, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). E, desde 2010, o crescimento dos pedidos de financiamentos é maior que o do dinheiro disponível, segundo o Instituto Brasileiro de Estudos Imobiliários (Ibei). Nesta quinta, o governo anunciou que a remumeração da caderneta de poupança passará a ser atrelada aos juros básicos da economia brasileira. A decisão foi de que a poupança passe a render 70% da taxa Selic, que é fixada a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, mais a variação da Taxa Referencial (TR). A regra vale a partir desta sexta-feira (4), mas será aplicada somente quando os juros básicos recuarem para 8,5% ao ano, ou abaixo disso. A aplicação continuará isenta do Imposto de Renda (IR). Migração Com a mudança no rendimento da poupança, os recursos da caderneta podem migrar para outras aplicações e reduzir a oferta de crédito para financiar imóveis. O resultado pode ser a elevação dos custos ou a dificuldade para se obter financimentos. "Uma saída de recursos da poupança pode agravar ainda mais a capacidade de ela atender a demanda crescente por crédito imobiliário devido a ausência de recursos disponíveis para futuros financiamentos imobiliários através do SFH", diz o presidente do Ibei, Fernando Augusto Cardoso de Magalhães. "Esperamos uma migração dos investimentos da poupança para fundos de investimento, ainda mais com a redução da Selic que é esperada para os próximos meses, é isso que o governo quer com a mduança na poupança e com isso deve haver menos recursos disponíveis para o financiamento habitacional", afirma a técnica da Proteste, Veronia Tostes. "Hoje 65% dos recursos da caderneta da poupança são destinados para o mercado imobiliário e vai continuar assim", disse Mantega no anúncio da medida. "Os bancos querem atrair clientes e para isso eles têm de reduzir as taxas." Outras formas de financiamento Com a redução do dinheiro disponível, as instituições vêm buscando outras formas de captar recursos para os financiamentos para responder à demanda acima da capacidade da popuçanda e do FGTS. O presidente do Ibei destaca os títulos de securitização como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI), os fundos de investimento imobiliário (FII) e as cédulas de crédito imobiliário. Para o gerente geral do Instituto Nacional de Investidores, Mauro Calil, o impacto será pequeno por conta dessa busca de alternativas por parte das instituições. "Outras forma de captação estão tomando o lugar da caderneta como fonte de crédito", afirma. Sem impacto na correção Não se utiliza o índice da poupança para correção de saldo devedor ou prestações. A correção dos financiamentos imobiliários é com base nos juros definidos em cada contrato, que varia de acordo os bancos. Fonte:G1

sexta-feira, 27 de abril de 2012

IGP-M avança em abril

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou em abril variação de 0,85%. No mês anterior, o índice variou 0,43%, divulgou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com isso, em 12 meses, o IGP-M elevou-se 3,65%. A taxa acumulada no ano é de 1,47%. Vale lembrar que o IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. (MR – Agência IN)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Em 4 anos, número de corretores sobe 54%

Nos últimos cinco anos, mais de 4 mil profissionais passaram a fazer parte do time de corretores no Paraná, de acordo com o Conselho Re­­gional dos Corretores de Imó­­veis no Paraná (Creci-PR). O aumento, de 54%, é explicado pela aceleração da construção civil e dos processos de compra e venda de imóveis, em maior número depois de medidas que facilita­­ram o crédito imobiliário. “O profissional é responsável pela transação e responde civilmente, tem responsabilidade pela compra”, comenta Márcio Souza, diretor de marketing da imobiliária Trend Brokers. Ele comenta que, com o bom momento da construção civil e do mercado imobiliário, há muita gente que procura a profissão de corretor com a expectativa de enriquecimento rápido. “As empresas e os profissionais que elas contratam ainda tratam o cliente como apenas a próxima comissão. Mas o mer­­ca­­do tem de mudar, porque as pessoas não podem comprar por pressão. É a aquisição do bem da vida delas, e a negociação tem de ser baseada na razão”, continua. Para Souza, o sonho de ganhar dinheiro com a corretagem em pouco tempo não faz sentido. “Não é em pouco tempo que você vai conhecer e acompanhar o mercado. É preciso de um tempo na função, para entender o que acontece e saber explicar ao cliente”, comenta. Com a estabilização do mer­­cado, os lançamentos ficam todos muito parecidos, com poucos destaques. “Por isso o corretor tem de entender bem do que está vendendo e não tratar o trabalho como uma ocupação passageira”, reclama. O cliente está mais crítico, mais bem informado e não vai aceitar explicações pela metade, de acordo com diretor de marketing. Além de ser transparente, o corretor precisa alinhar a vontade de vendedor e a do comprador. “Não adianta fechar um negócio que não se­­ja interessante para quem vai comprar. A responsabili­­da­­de do corretor é grande, por­­que comprar um imóvel, para a maioria das pessoas, é a realização de um sonho”, argumenta. Presenciar a realização de sonhos é a principal motivação da corretora Neuza das Graças Conrado, da Jamaica Imóveis, que há 25 anos angaria e vende as unidades. “A gente precisa saber sobre o mercado, um pouco de conhecimento técnico e também temos de ter na ponta da língua o código civil, pois temos responsabilidade na negociação”, conta. Para ela, o comprador procura uma imobiliária ou corretor, faz isso porque precisa de um auxílio de confiança. “Quem nos procura sempre imagina que o corretor é a pessoa que vai assessorá-lo da melhor forma”, diz. Foco Para Márcio, com o aumen­­to da oferta de produtos com características parecidas e da informação que os compradores possuem antes de fechar negócio, será preciso especializar os corretores. “As construtoras e incorporadoras terão de investir na formação dos profissionais, de forma mais intensa. Quando o comprador perguntar sobre bolha ou outros assuntos, o corretor terá de estar preparado para responder”, afirma. (Gazeta do Povo)

Kassab libera mais prédios na Faria Lima

A já adensada região da avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim, na zona sul, deve crescer ainda mais nos próximos anos. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) regulamentou a lei que libera a construção de mais prédios na via, uma das áreas mais valorizadas da cidade. Hoje, o metro quadrado na avenida custa cerca de R$ 10 mil. Com a medida, Kassab quer levar mais moradores e empresas para a região. Para isso, o prefeito pode negociar títulos públicos com o setor imobiliário dentro da Operação Urbana Faria Lima. Criada em 1994 pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP) e atualizada em 2004 por Marta Suplicy (PT), ela prevê captar recursos junto à iniciativa privada e investir na região. Os Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) são vendidos em troca da autorização para a construção de edificações acima dos limites previstos pela lei de zoneamento. Com os empreendimentos, o governo deve arrecadar R$ 2 bilhões. No último leilão da Operação Urbana Faria Lima, em 25 de maio de 2010, cada Cepac foi comercializado por R$ 4 mil. A administração municipal irá oferecer 452 mil m² ao mercado imobiliário. Os títulos ofertados são suficientes para construir 24 arranha-céus iguais ao Edifício Altino Arantes, o prédio do Banespa, no centro. Entre as regiões que podem receber mais prédios estão o reurbanizado largo da Batata, os perímetros das avenidas Faria Lima, Pedroso de Morais, Eusébio Matoso e Frederico Herman Jr., além das avenidas Hélio Pellegrino, Santo Amaro e Bandeirantes. A autorização para a prefeitura liberar mais prédios na região foi aprovada em dezembro do ano passado na Câmara Municipal. A medida deve afetar ainda mais o trânsito no Itaim. Em 2010, o bairro ganhou 17 mil novos veículos. Para-choque a para-choque, são 69 km de carros. (Metro)