sábado, 1 de outubro de 2011

História da profissão

1937 - O primeiro Sindicato de Corretores de Imóveis a ser reconhecido foi o do Rio de Janeiro, em janeiro. Muito contribuiu para a história do sindicalismo brasileiro.
1938 - Surge no Largo do Café, perto do marco zero na cidade de São Paulo, a Associação Profissional dos Corretores de Imóveis. A Carta Patente do Ministério do Trabalho veio em 1942.
1940 - A profissão já era organizada e reconhecida pela sociedade. Os corretores eram segurados no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários, pagando seguro anual obrigatório. E o poder público já reconhecia como oficial as avaliações feitas pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis.
1941 - Já existia um informativo da Associação Profissional de Corretores de Imóveis. Nessa época, foi conquistada uma negociação especial para o preço dos anúncios nos classificados dos jornais O Estado de S. Paulo, O Diário de São Paulo e Folha da Manhã. O benefício era válido somente aos corretores sindicalizados.
1942 - Os Sindicatos de Corretores de Imóveis de São Paulo e do Rio de Janeiro lançam o decálogo do corretor, que descreve como deveria ser o espírito e a conduta dos profissionais.
1942 - Já havia uma disciplina para pagamento de comissão ao corretor.
1942 - Foi criada a "Opção de Venda", e nenhum corretor deveria oferecer um imóvel sem estar devidamente autorizado pelo cliente.
1942 - Para ser reconhecida como profissão, a atividade dos corretores de imóveis ainda precisava ser regulamentada e era necessário que se criassem cursos técnicos.
1942 - A Associação de Corretores de Imóveis só aceitava novos associados se exercessem a profissão há, no mínimo, dois anos.
1942 - É expedida a Carta Sindical que reconhece o Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo - Sciesp, depois da quarta diretoria da Associação Profissional dos Corretores de Imóveis. O primeiro presidente (1943-1952) foi José Floriano de Toledo.
1944 - É fundada a Associação Profissional de Corretores de Imóveis de Porto Alegre. A Carta Sindical e o reconhecimento público é do ano seguinte, 1945.
1948 - Foi fundado o Sindicato de Corretores de Imóveis de Goiás.
1950 - É de junho deste ano a Carta Patente reconhecendo o Sindicato das Empresas. Surgiu nos primórdios do sindicalismo patronal e era formado por loteadores, então chamados de terrenistas. A partir de 1965, passaram a ingressar no Sindicato os incorporadores e construtores.
1950 - O corretor de imóveis passou a ser visto como um consultor de família, atuando com o bem mais precioso, que é a casa própria.
1953 - É fundada a Associação dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais. Cerca de dez anos mais tarde, passa para a categoria de Sindicato.
1956 - O Sindicato dos Corretores de Imóveis apresenta uma proposta para formação de curso técnico.
1956 - Foi fundado o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais.
1957 - Acontece o I Congresso Nacional de Corretores de Imóveis, no auditório da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Nessa época, foi elaborado o primeiro projeto de lei para regulamentar a profissão de corretor de imóveis.

Corretor de imóveis: um profissional bem qualificado

Perfil do corretor

Corretor de imóveis: um profissional bem qualificado

Comprar, vender, alugar e permutar imóveis não são transações simples de serem realizadas. Apesar da pretensa facilidade de se colocar em contato, por exemplo, pessoas que querem vender e outras que têm intenção de adquirir imóveis residenciais, comerciais ou mesmo rurais, a responsabilidade do corretor vai bem além do fato de mostrar ao cliente a propriedade na qual este estiver interessado.

Segundo a Lei n° 6.530, que disciplina o exercício da profissão, “compete ao corretor exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária”.

Graças ao bom desempenho dos corretores de imóveis, muitas são as pessoas que já realizaram o sonho de aquisição da casa própria ou do seu estabelecimento comercial.


Formação

Hoje reconhecida com o nome de Técnico em Transações Imobiliárias, a profissão de corretor de imóveis tem, na verdade, uma história bastante antiga. No seu princípio, aqui no Brasil, esses profissionais eram conhecidos como “agentes do comércio”. Em 1942, o Ministério do Trabalho, em sua Carta Sindical, designou-os como “corretores de imóveis”.

Em 1962, foi a vez de o Congresso Nacional reconhecer e regulamentar a profissão, por intermédio da Lei n° 4.116/62. Com o passar do tempo e os novos rumos do mercado, houve a necessidade de se criar um diploma legal. Favorecendo um patamar mais elitizado à categoria, novamente o Congresso Nacional interveio e, revogando a lei anterior, promulgou a de n° 6.530/78, consolidando a profissão e concedendo a seus integrantes o título de Técnico em Transações Imobiliárias.

Com o advento dos cursos de nível superior nas áreas das Ciências e Gestão de Negócios Imobiliários, o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) admitiu também a inscrição nos CRECIs dos formandos que se diplomarem nessa graduação.


Responsabilidade

O profissional que deseja desempenhar de forma competente suas funções necessita de conhecimentos envolvendo Direito Imobiliário, Matemática Financeira, Engenharia, Arquitetura, Topografia, Informática, dentre outras disciplinas. Se essas noções sempre auxiliaram o corretor a prestar boa assessoria a seus clientes nas intermediações imobiliárias, mais que necessárias se fazem atualmente, após a entrada em vigência do novo Código Civil, em janeiro de 2003.

De acordo com o art. 723 do Código, “O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios; deve, ainda, sob pena de responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência”.


Atividades principais

A fim de bem desempenhar sua profissão, deve o corretor de imóveis adotar alguns procedimentos, dentre os quais:
1) manter-se atualizado com relação ao perfil do mercado imobiliário;
2) reunir informações detalhadas sobre aquisição, venda, locação, avaliação, preço, financiamentos etc.;
3) firmar contrato relativo a sua prestação de serviço;
4) combinar preço e condições da transação;
5) examinar a documentação do imóvel, dando ciência a inquilinos e/ou compradores;
6) agendar visitas ao imóvel, mostrando-o ao cliente;
7) orientar todo cliente que queria investir em imóveis.


Código de Ética

Em relação aos clientes, cumpre ao corretor de imóveis, dentre outros deveres:

1) inteirar-se de todas as circunstâncias do negócio, antes de oferecê-lo;
2) apresentar, ao oferecer um negócio, dados rigorosamente certos, nunca omitindo detalhes que o depreciem, informando o cliente dos riscos e demais circunstâncias que possam comprometer o negócio;
3) recusar transação que saiba ilegal, injusta ou imoral;
4) comunicar, imediatamente, ao cliente o recebimento de valores ou documentos a ele destinados;
5) zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica do negócio, reservando ao cliente a decisão do que lhe interessar pessoalmente.

É vedado ao corretor de acordo com a ética profissional, dentre outros atos considerados antiéticos, receber comissões em desacordo com a Tabela aprovada pelo Plenário do CRECI, ou vantagens que não correspondam a serviços efetiva e licitamente prestados. Ou, ainda, praticar quaisquer atos de concorrência desleal aos colegas, além de reter em suas mãos negócio quando não tiver probabilidade de realizá-lo.

Compete ao CRECI, sob cuja jurisdição se ache inscrito o corretor de imóveis, a apuração de faltas que o profissional vier a cometer contra o Código de Ética da profissão, aplicando as penalidades previstas pela legislação em vigor.


Remuneração

A cobrança da corretagem imobiliária deve obedecer à Tabela aprovada pelo Plenário do CRECI, estando atualmente em vigor a que foi sancionada em 30 de novembro de 2002.

Deve o profissional receber, somente de uma única parte, comissões ou compensações pelo mesmo serviço prestado, salvo se, para proceder de modo diverso, tiver havido consentimento de todos os interessados, ou for praxe usual na jurisdição.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Teto de imóveis comprados com FGTS pode chegar a R$ 750 mil

Segundo reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" publicada nesta segunda-feira, os bancos estariam negociando com o governo federal a ampliação do uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) do trabalhador na compra da casa própria. Atualmente, o dinheiro do fundo só pode ser utilizado na compra de imóveis de até R$ 500 mil, o que estaria restringindo o alcance dos negócios para a classe média. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) não quis confirmar a proposta, mas a meta seria estender o limite a R$ 750 mil.
O valor está congelado desde março de 2009, antes do recente boom imobiliário, quando foi ampliado o limite anterior de R$ 350 mil.
Os saques de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra da casa própria registraram aumento acumulado de 57,2% até julho deste ano, ns comparação com igual período em 2008. Entre as razões, estão o aquecimento do mercado imobiliário e o programa "Minha casa, minha vida", de acordo com o superintendente nacional do FGTS, José Maria Oliveira Leão.
Se comparado ao mesmo período no ano passado, o aumento chega a 13%, segundo a Caixa Econômica Federal, agente operadora do fundo. Na média, levando em conta todas as formas de saque autorizadas, os acréscimos foram de 23,4% e 11,0%, respectivamente, durante esses períodos.
Uso do FGTS
O FGTS pode ser usado como entrada no financiamento da casa própria por quem recebe o benefício há pelo menos três anos, consecutivos ou não, de uma ou mais empresas.
Abatimento
O mutuário pode abater prestações do financiamento da casa própria com os recursos dos fundo. O valor debitado do FGTS pode ser de até 80% do valor total da parcela. O financiamento pode ter até três prestações em atraso.
Amortização
O FGTS também pode ser usado para quitar as parcelas de um financiamento. Mas, para isso, é preciso que o pagamento esteja em dia.
Não pode
O fundo não pode ser utilizado se o imóvel negociado tiver sido financiado via FGTS nos últimos três anos. (Extra)

Áreas em Diadema e Mauá valorizam 50%

Com oferta de terrenos para construção e preços considerados competitivos pelas incorporadoras, Diadema e Mauá começam a despontar nos lançamentos imobiliários. Em apenas dois anos, a valorização média nessas cidades chegou a 50%, com o metro quadrado construído vendido por cerca de R$ 3.800.
As inaugurações do Shopping Praça da Moça e do Corredor ABD, que tornou mais rápida a viagem de ônibus entre a Capital e Diadema, atraiu o investimento das incorporadoras. O diretor comercial e de marketing da MZM Construtora, Hélio Korehisa, afirma que em 2009 o metro quadrado custava R$ 2.500, mas agora os lançamentos custam R$ 1.300 a mais, em média.
"O município tinha terrenos que mal eram explorados pelas empresas. O número de lançamentos está crescendo, principalmente com incorporadoras vindo de São Paulo, como a Tecnisa, Elbor e Living", pontua Korehisa. Ele destaca que a infraestrutura nessas cidades melhorou bastante nos últimos anos, o que contribuiu para atrair investimentos.
MAUÁ - A cidade, que até pouco tempo era território esquecido pelas incorporadoras, também é considerada a bola da vez. Segundo o executio, a ascensão social para as classes C e B salta aos olhos das companhias focadas na chamada nova classe média. É o exemplo da concorrente MRV Engenharia, que apostou no lançamento de 3.000 unidades no município.
O metro quadrado do imóvel em fase de lançamento custa em média R$ 3.500. Mas, há dois anos, os compradores pagavam 40% a menos, R$ 2.500. "O Rodoanel é o atual vetor de crescimento da cidade, tanto que o valor do metro quadrado para a construção de galpões industriais ou de logística saltou de R$ 40 para R$ 400." A própria MZM tem três projetos para desenvolver na cidade. O primeiro deles tem valor geral de vendas estimado em R$ 100 milhões.
A Caixa Econômica Federal divulgou recentemente que a demanda por financiamentos imobiliários para residências em Diadema e Mauá cresceu vigorosamente em relação aos demais municípios. O acesso facilitado para a Capital eleva a intenção de compra da casa própria nessas cidades.
Cidades têm metro quadrado mais caro do que Guarulhos
Grandes redes de varejo, campus da Universidade Federal de São Paulo e proximidade às rodovias Anchieta e Imigrantes, cortadas pelo Trecho Sul do Rodoanel, tornam Diadema e Mauá mais valorizados do que Guarulhos, também na região metropolitana de São Paulo, que abriga um aeroporto internacional.
Para o executivo Hélio Korehisa, a infraestrutura de mobilidade urbana e saneamento básico das cidades localizadas no Grande ABC são tão evoluídas quanto as desse município, garante ele.
O valor do metro quadrado para imóvel novo em Guarulhos sai por média de R$ 3.000. Enquanto isso, em Diadema, paga-se em média R$ 3.800 e, em Mauá, R$ 3.500.
MAIS BARATO - O executivo da MZM destaca que os imóveis na região custam menos que em bairros paulistanos vizinhos como Vila Prudente ou Sacomã, cujos metros quadrados são vendidos por R$ 7.500. Em São Caetano, que tem a metragem mais valorizada da região, o valor médio é de R$ 6.000. Em Santo André, R$ 4.500, e São Bernardo, R$ 4.200.
Segundo a Caixa Econômica Federal, 949 famílias paulistanas migraram para o Grande ABC até a primeira quinzena de agosto com imóveis financiados pelo projeto Minha Casa, Minha Vida 2. Entretanto, esses contratos são remanescentes da primeira fase do plano. (Diário do Grande ABC)

Aluguel em SP sobe o dobro da inflação em agosto

O preço dos aluguéis na cidade de São Paulo teve aumentos de preços maiores do que a inflação de um ano para cá. Em agosto, os contratos ficaram 17% mais caros do que o visto um ano antes, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Secovi-SP (sindicato da habitação).
Como comparação, o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), nos 12 meses entre setembro do ano passado e agosto, os preços subiram 8%. Esse indicador é usado para reajustar 3 em cada 4 contratos na cidade.
Pelo IGP-M, o contrato de aluguel que valia R$ 1.000 no oitavo mês de 2010, agora seria reajustado para R$ 1.080. Pelo índice verificado pelo Secovi, o mesmo contrato valeria R$ 1.170.
Entre julho e agosto, os preços subiram 0,4%. Esse percentual é o menor visto no ano na comparação entre um mês e outro.
Os tipos de imóveis que mais aumentaram de preços foram as casas e apartamentos de três quartos, que tiveram acréscimos médios da ordem de 1,5% em agosto relativamente a julho.
Os valores das casas de um dormitório ficaram com seus valores estabilizados e os de dois quartos tiveram pequena alta (0,2%).
O fiador foi a modalidade que garantiu a maior parte dos contratos (48,5%) de aluguel. Outro tipo muito utilizado foi o depósito de até três meses, usado em 31% dos casos. O seguro-fiança foi o tipo de garantia utilizado em 20,5% dos contratos.
Os tipos de imóveis que foram locados mais rapidamente foram as casas e os sobrados. Essas moradias vagas foram alugadas dentro de um período médio de 13 e 29 dias. Os apartamentos demoraram entre 19 e 39 dias.
Os bairros com os maiores preços de imóveis são os da zona sul, principalmente na região de Moema e dos Jardins. A zona oeste, que engloba as áreas de Pinheiros e Pompeia, por exemplo, aparecem em seguida no ranking dos maiores preços. Depois vêm os bairros do centro.
Os mais baratos são os bairros da periferia, tanto no extremo da zona sul quanto da zona leste. (R7)

Imóveis novos no ABC custam 40% menos que em São Paulo

Depois de uma fase de aquecimento, o mercado imobiliário paulistano mostra sinais de desaceleração. No primeiro semestre deste ano, as venda de imóveis novos em São Paulo caíram 31,3%, já no Grande ABC, a queda foi de 28%. Apesar disso, o preço do metro quadrado em imóveis novos em São Paulo subiu 8,6% em média. Assim, as cidades do ABC ainda são uma boa oportunidade para quem pretende comprar a casa própria, já que os imóveis na região custam em média 40% abaixo que na capital.
Enquanto em São Paulo o metro quadrado custa entre R$ 2.466 e R$ 8.519, na região do ABC esse número varia entre R$ 2.100 e R$ 4.500. Além de vantajoso para pessoa física, a região aflora como estratégica para investimentos, frente ao pleno desenvolvimento econômico que as sete cidades estão atravessando.
Consumidor
Os números revelados pela MZM construtora mostram que o perfil do consumidor da Grande São Paulo tem sido transportado para a região.
"Um dos diferenciais do ABC é, sem dúvida, a qualidade de vida. As cidades da região oferecem alta qualidade de serviços públicos, como saúde e educação, e conseguem reverter casos negativos como o de Diadema. A cidade, antes vista como violenta, conseguiu mudar sua imagem e tem atraído cada vez mais investimentos, que devem aumentar graças ao trecho sul do Rodoanel e aos recursos do pré-sal", afirma Francisco Diogo Magnani, presidente e fundador da MZM Construtora.
Ponto estratégico
Entre os destaques positivos para a região, Milton Bigucci, presidente da Mbigucci e da associação de construtoras do Grande ABC (Acigabc) ressalta Diadema. "Perto de duas grandes rodovias, com uma força política de olho na qualidade de vida e a proximidade com São Paulo, Diadema é um dos mercados que mais crescem na região", afirmou o executivo.
De acordo com Bigucci, São Bernardo ainda lidera as vendas da região, com 1982 unidades vendidas e R$ 666 milhões movimentados, mas esse número ainda será mais balanceado. "Há uma tendência de equilíbrio de potencial da região, que cresce junta", argumentou.
Entre os principais players do mercado imobiliário da região, estão nomes como PDG, MZM, Even, Ezetec e Gafisa. "As construtoras já perceberam que o ABC caracteriza como um bom lugar para se construir", e exemplifica, "Há mais ofertas de terrenos, prefeituras interessadas em novos negócios e muito potencial de crescimento ", finaliza Bigucci.
O único gargalo encontrado nas cidades do ABC, de acordo com o executivo, ainda é mão de obra qualificada. "Mas isso não é um problema do ABC, especificamente, é um desafio em qualquer região em que a construção civil vai esteja ganhando força", disse.
Cenário
Para Rogério Merselles, professor de economia da Universidade Paulista (Unip), o momento de alta nos imóveis paulistanos é uma oportunidade também para a economia local.
"As prefeituras deveriam incentivar ainda mais a construção, e não apenas de imóveis básicos, mas para todas as classes, já que há demanda de compradores afugentados dos altos preços da cidade de São Paulo", explicou.
O acadêmico lembrou ainda que são necessárias mais obras de infraestrutura na região.
"Para acompanhar esse crescimento será necessário que as prefeituras ampliem aportes em obras viárias, além de saneamento básico", avalia Rogério Merselles, que completa: "o varejo já está acompanhando essa demanda de apartamentos, abrindo lojas no ABC e ampliando os aportes na região, o que é um sinal de potencial". (DCI)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Imóveis já superam R$ 20.000 o metro quadrado no Itaim

Os custos da construção continuam em alta na cidade de São Paulo e em breve as incorporadoras terão de testar o mercado com novos patamares de preço, segundo Vitorio Panicucci, sócio da Clavi Incorporações. Na região do Itaim, a mais valorizada da cidade, muitos lançamentos que estão sendo planejados hoje só se tornarão financeiramente viáveis com preços de 18.000 a 20.000 reais o metro quadrado, diz ele.
Chegar aos 20.000 reais já não é algo tão distante do que se pratica hoje no mercado. Lançado em agosto no Itaim, o Horizonte JK é um prédio enorme de 39 andares que reúnes escritórios comerciais e apartamentos. Segundo corretores, uma unidade residencial no local não sai por menos de 13.500 reais o metro quadrado enquanto as salas duplex de escritórios já custam até 24.000 reais o metro.
Incorporadora diz que, com os atuais custos de construção de prédios no bairro, não será possível fazer lançamentos de alto padrão bem abaixo desse patamar
A localização é o grande atrativo. O empreendimento será construído na própria Avenida Juscelino Kubitschek, próximo ao parque do Povo, e foi lançado pelas incorporadoras AAM, Toledo Ferrari e Emoções. Essa última tem o cantor Roberto Carlos entre os sócios.
Segundo Panicucci, um forte sinal da pressão sobre os custos da construção dever ser dado no leilão de certificados de potencial construtivo (Cepacs) que o prefeito Gilberto Kassab planeja realizar até o fim deste ano. Na região da Avenida Faria Lima, sempre que uma incorporadora planeja a construção de um prédio com área útil bem superior à do terreno, precisa comprar Cepacs. Em tese, o dinheiro serve para a prefeitura realizar obras que minimizem os impactos sobre o trânsito ou a população local devido ao adensamento urbanístico.
Kassab quer vender 500.000 Cepacs, que seriam suficientes para a construção de 452.000 metros quadrados além do permitido na lei de zoneamento. Vitorio Panicucci espera que cada Cepac custe às incorporadoras cerca de 6.000 reais. No leilão anterior, o preço mínimo era de 2.800 reais, mas cada Cepac saiu por 4.000 reais.
Além das autorizações de construção com preços salgados, os terrenos na região do Itaim já estão muito mais caros que a média do mercado. Terrenos costumam representar cerca de 20% do valor de um empreendimento imobiliário. Na Avenida Faria Lima, entretanto, a compra da área onde será erguido o prédio já consome entre 30% e 40% do desembolso total. "Comprar um terreno hoje para fazer um lançamento com esses preços daqui a um ano me parece muito arriscado tanto para o incorporador quanto para um investidor", diz.
Para fugir dos custos altos de bairros como o Itaim, a Vila Olímpia, os Jardins e o Campo Belo, a Clavi Incorporações decidiu priorizar regiões mais afastadas do centro financeiro da cidade. A empresa acaba de lançar um empreendimento comercial em Alphaville por cerca de 7.500 reais o metro quadrado. O prédio de salas comerciais será o maior da região, com 40 pavimentos. Em Alphaville, além dos preços mais atrativos para a aquisição dos terrenos, as leis de zoneamento também são muito mais generosas. É possível construir até oito vezes a área do terreno – em São Paulo, o máximo é quatro, e, ainda assim, é necessário pagar por Cepacs ou pela outorga onerosa. “É muito mais fácil fazer um lançamento a preços atrativos em Alphaville do que nos bairros nobres de São Paulo.”
Alphaville se consolidou nos últimos anos como uma importante área de atração de empresas e escritórios. Os incentivos tributários concedidos pela Prefeitura de Barueri e os aluguéis de escritórios mais baratos têm atraído para a região muitas companhias que hoje estão instaladas em São Paulo. Outras áreas em que Vitorio Panicucci planeja realizar lançamentos em breve são Osasco, Guarulhos e no Centro de São Paulo. (Exame)