sábado, 24 de setembro de 2011

'Hoje, os bairros crescem ao redor dos shoppings'

Primeiro engenheiro em uma família de médicos, o empresário Adolpho Lindenberg - da construtora fundada há 50 anos que leva o mesmo nome, e hoje faz parte do grupo LDI - ajudou a definir o conceito de edifícios de luxo na capital paulista, nos anos 60 e 70. Apartamentos espaçosos, a maior parte construída na região nobre dos Jardins, surgiram para substituir casas luxuosas que não ofereciam mais a segurança que as famílias procuravam. "Nossa ideia era fazer 15 residências, e não um prédio de apartamentos", diz Lindenberg, que foi homenageado ontem na edição 2011 do Prêmio Master Imobiliário.
Embora a empresa tenha ficado conhecida por seus condomínios de alto padrão, atualmente a LDI - que tem o fundador como presidente do Conselho - se adapta às necessidades de mercado e à ascensão da classe C pensando em projetos que agreguem serviços, comodidade de transporte e segurança aos moradores.
Entre as tendências apontadas pelo empresário de 87 anos estão projetos que agreguem residências, escritórios e comércio. "A tendência é agregar, evitar deslocamentos. Temos um empreendimento nesse estilo em Ribeirão Preto, que será entregue em maio de 2013", explica o empresário. "O shopping sempre traz possibilidades de desenvolvimento imobiliário em seu entorno", ressalta.
Confira os principais trechos da entrevista de Lindenberg ao Estado:
O sr. ficou conhecido por definir o que é luxo no mercado imobiliário de São Paulo. Como surgiu a ideia dos edifícios de alto padrão?
Foi uma necessidade. Comecei nos anos 1950, construindo casas, com um escritório individual de engenharia. Nos anos 60, a sociedade passou por um momento de evolução: as famílias já vinham diminuindo, com um menor número de filhos do que antes, e as pessoas começaram a migrar das residências para os prédios de apartamentos já em razão da segurança. Como tinham suas casas particulares, trouxemos o conceito de apartamentos personalizados, para facilitar essa transição. A ideia era evitar uma padronização excessiva.
O mercado hoje é completamente diferente? Está focado na classe 'emergente'?
Acho ótima a elevação do padrão de vida da população. É um ganho em cascata, que afeta todas as classes sociais. Quem antes morava na favela, agora pode ter um apartamento. Quem morava em um apartamento de dois quartos pode ir para um de três - e assim por diante. Até cerca de dez anos atrás, nosso mercado estava mais focado nos apartamentos de luxo. Hoje, já trabalhamos em projetos que atendem às classes B e C, fazemos muita obra no interior. ABC Paulista, Osasco, Piracicaba, Campinas e Ribeirão Preto são mercados que cresceram muito. No interior, há espaço hoje para a construção de apartamento de bom nível, em razão da renda do agronegócio.
A Lindenberg tem investido muito em escritórios. É um mercado interessante, por conta da alta do valor do metro quadrado?
Se continuar o crescimento do País, as empresas que virão para cá precisarão de espaço para seu progresso, é uma necessidade. Essa evolução não se dá só no mercado de escritórios. Também apostamos nos shoppings de médio porte, com cerca de 50 a 100 lojas. Já fizemos um, no Largo 13, em Santo Amaro (região Sul de São Paulo), e temos outros planejados. Com esse tamanho, é possível ter mais de um empreendimento em um só município de médio porte. O shopping center sempre traz possibilidades de desenvolvimento imobiliário em seu entorno. Agora mesmo estamos desenvolvendo um condomínio ao redor de um shopping, em São Caetano.
Há construtoras com uma atuação mais nacional. No seu caso, a ideia é investir no Estado de São Paulo?
Já construímos o Hotel Tropical, em Manaus, o Hotel Santarém, no Pará. Fizemos outras obras na Bahia e em Minas Gerais. Mas realmente o forte da nossa atividade é o Estado de São Paulo.
A comunicação da Lindenberg ainda tem um caráter personalizado, com códigos do mercado de luxo. Dá para manter essa personalização hoje?
Sim. Acho que trazemos ainda essa herança de manter um relacionamento pessoal com os nossos compradores, ainda que hoje façamos prédios de 200, 300 apartamentos, e não mais de 15 unidades. Queremos dar um tom personalizado à venda e ao pós-venda. Por isso, nossa revista traz o valor de venda atualizado dos apartamentos, para que o dono esteja sempre informado da valorização.
Em termos de tendências, além dos shoppings e escritórios, o que mais está surgindo no Brasil?
Os condomínios de casas vão continuar a ser tendência, porque resolvem a preocupação dos moradores, que é a segurança. E isso é uma solução que atinge todas as classes, desde o mais rico até a classe D. Os condomínios passam hoje por uma diversificação muito acentuada. E um projeto pode levar ao outro. O mercado imobiliário é muito dinâmico e sensível às transformações econômicas e sociais. Os bairros integrados são uma tendência nos Estados Unidos. As pessoas querem evitar os deslocamentos entre as áreas comerciais e residenciais, economizando tempo no trânsito e beneficiando o meio ambiente. Em Ribeirão Preto, temos um empreendimento que une residências, escritórios e, embaixo, um pequeno shopping center, tudo integrado no mesmo projeto. (O empreendimento está em construção, e a previsão da LDI é que a entrega seja feita em março de 2013).
Com os terrenos cada vez mais escassos nos Jardins e em outros bairros em que a Lindenberg se notabilizou, para onde deverá crescer o mercado imobiliário de São Paulo?
A construção de edifícios em bairros mais tradicionais, como Jardins, Pinheiros, Itaim e Vila Mariana, é coisa mais do passado. Os terrenos atualmente são difíceis de achar, além de muito caros. A tendência é que a expansão ocorra em bairros mais periféricos, nas cidades-satélites e também no interior. Um dos fatores que definirão quais serão os principais eixos de crescimento é o transporte. A possibilidade de locomoção é o que domina as escolhas do consumidor.
Hoje, ainda há espaço para apartamentos de luxo? Está mais fácil ou difícil fazer apartamentos realmente personalizados?
Acho que está mais fácil, por conta da abertura da economia e de uma variedade de produtos que podem ser importados para a criação de um apartamento realmente diferenciado. Há mais elementos que ajudam a fugir dessa uniformização. (O Estado de São Paulo)

Aumento do consumo altera mercado imobiliário em Brasília

Nos últimos anos, o Brasil tem experimentado uma inédita mobilidade social. Além do fenômeno da nova classe média, que representa mais de 100 milhões de brasileiros; as classes A e B cresceram 12,8% nos últimos dois anos. Os dados são de uma pesquisa divulgada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no fim do primeiro semestre.
A construção civil é um dos setores da economia mais beneficiados por esse cenário. A crescente procura por imóveis para morar, ou mesmo investir, ajuda a explicar o bom momento vivido por construtoras e incorporadoras. Só o Distrito Federal, segundo maior mercado imobiliário do Brasil, movimentou mais de R$ 7 bilhões no último ano, segundo o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Secovi-DF). São mais de 100 construtoras instaladas que atendem aos mais diversos públicos.
Umas das mais tradicionais empresas do ramo em Brasília, a Emplavi tem acompanhado de perto essa mudança. Wilson Charles, gerente comercial da empresa, acredita que o mercado deve continuar aquecido.
“Brasília ainda possui uma grande demanda reprimida, principalmente, de unidades residenciais” explica. Com 29 anos de mercado, a empresa já entregou mais de 26 mil unidades no Distrito Federal.
Atualmente, os produtos da Emplavi são voltados para os públicos A e B. “Por isso o investimento no Noroeste, primeiro bairro ecológico do País”, explica Wilson Charles. Os empreendimentos da empresa na região contam com projetos diferenciados que primam pelo excelente acabamento com granito e pele de vidro nas fachadas. O consumidor pode optar pelas unidades de dois e três quartos ou ainda, as coberturas coletivas duplex nos últimos pavimentos.
O residencial “Jardins Planalto” é o mais novo empreendimento da Emplavi no Noroeste. Com vista para o Parque Burle Marx, o empreendimento é formado por 96 unidades. Os apartamentos possuem dois quartos e duas vagas na garagem. Os interessados ainda têm à disposição as coberturas privativas e coletivas, com vista livre para a área verde. “O Jardins Planalto foi pensado para proporcionar conforto e qualidade de vida para os nossos clientes”, explica o gerente comercial da Emplavi.
O primeiro bairro ecológico do País contará com ruas largas, o que proporciona o tráfego sem congestionamentos, quadras com amplos espaços arborizados, ciclovias com ligação entre as quadras e vias de acesso ao Parque Burle Marx e calçadões para a prática de atividades físicas. “Além das opções de lazer do empreendimento, os moradores poderão desfrutar de espaços arborizados, gramados e jardins do bairro”, afirma Wilson Charles.

Nova portaria deve elevar preços do "Minha Casa"

Para viabilizar a contratação de cerca de 80 mil unidades habitacionais em análise na Caixa Econômica Federal, o Ministério das Cidades deve publicar até o fim da semana que vem portaria aumentando o preço teto do Minha Casa, Minha Vida das moradias para mais baixa renda - até R$ 1,6 mil - que devem ser contratadas até dezembro sob um critério transitório entre a primeira e a segunda fase do programa.
Uma portaria regulamentando o Minha Casa 2 foi publicada em julho deste ano, estabelecendo um preço intermediário - que não chega ao valor total do reajuste dado aos novos projetos - para os empreendimentos ainda em análise na Caixa, para que pudessem se adaptar parcialmente às novas regras. O valor, porém, não se provou suficiente. "Estamos reformulando", diz a secretária federal de Habitação, Inês Magalhães.
Segundo ela, o governo está preocupado em viabilizar os empreendimentos que estavam prontos mas que não puderam ser contratados durante a primeira fase. "A ideia é que não se perca essa carteira de projetos."
Outra mudança que essa nova portaria deve trazer é aumentar o preço teto das moradias para renda até R$ 1,6 mil em 29 municípios considerados capitais regionais (com mais de 250 mil habitantes), equiparando-os com os valores estabelecidos para as regiões metropolitanas. "Em alguns Estados havia o mesmo preço para todas as cidades, mas existiam situações muito diferentes de condições de investimentos", explica Inês.
Com exceção deste caso, porém, a secretária diz que não haverá mudanças nos reajuste para os novos projetos. "Encerramos a discussão." Empresários reclamam que, mesmo reajustados em cerca de 31%, os valores não viabilizam o investimento em grandes cidades como São Paulo. "Infelizmente São Paulo não foi contemplada e sem um novo reajuste não vamos conseguir novamente atingir a cota esperada para a cidade", diz Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP, entidade que representa as construtoras.
Para Inês, porém, a solução está no barateamento da produção e na participação dos governos locais na busca por terrenos com custo acessível. "Algumas cidades precisam resolver a falta de terrenos para habitação de interesse social. Não é possível aumentar os subsídios porque senão vamos entrar num movimento crescente de custo insustentável para esse tipo de programa", defende a secretária. (Valor Econômico)

Pão de Açúcar estreia no mercado de imóveis em parceria com construtoras

O Grupo Pão de Açúcar lança esta semana seu primeiro empreendimento imobiliário em parceria com incorporadoras, o Thera. A construção será de responsabilidade da Cyrela, em um terreno da varejista, no bairro Butantã, em São Paulo. Segundo o vice-presidente de relações corporativas do Pão de Açúcar, Hugo Bethlem, será uma torre com apartamentos residenciais, escritórios e um hotel, com uma loja de proximidade e uma drogaria da bandeira Extra na parte inferior do empreendimento. "Isso é uma estratégia para trazer um maior retorno ao ativo", disse o executivo, após participar de evento sobre comunicação empresarial no varejo realizado pelo Centro de Excelência em Varejo da FGV.
Segundo ele, a rentabilidade mínima do empreendimento será de 20% para a companhia, obtida por meio da venda dos imóveis. "É uma permuta. O empreendedor constrói as unidades, no terreno do Pão de Açúcar, e nós recebemos o equivalente a 20% do empreendimento e vendemos", explicou.
Outros dois negócios estão em planejamento para a venda ainda este ano em São Paulo. Um será em Guarulhos, em parceria com a Helbor, em um terreno com um hipermercado Extra. Outro será em Santo André, num terreno com um supermercado Pão de Açúcar, em sociedade com a RFM.
A empresa já conta com um empreendimento piloto, com seis torres na região do Jaguaré, em São Paulo, feito em parceria com a Halna Empreendimentos Imobiliários. Nele foram erguidas seis torres residenciais. "Todos esses projetos levam ao caminho de alavancar mais as vendas dos hipermercados", disse Bethlem. Segundo ele, outra vantagem é a divisão dos custos de construção. "Além de ampliar o retorno sobre o capital empregado, temos os moradores dos prédios como potenciais clientes."
A área de desenvolvimento imobiliário do Pão de Açúcar é de responsabilidade da subsidiária GPA Malls & Properties, que conta com aproximadamente 1 milhão de metros quadrados de área com potencial construtivo.
Expansão. Bethlem informou também ontem que, dentro do planejamento estratégico de expansão orgânica, o grupo prevê, para os anos de 2012 a 2014, a abertura de 300 lojas do modelo de proximidade chamado Extra Fácil. Atualmente, o grupo conta com 70 lojas do modelo Extra Fácil. A rede também projeta a expansão de 30 unidades do modelo hipermercados e outros 30 supermercados.
O executivo destacou que a expansão de seu modelo de hipermercado, que passa por estudos de reposicionamento de produtos, será focada, sobretudo, nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do País. (O Estado de São Paulo)

Pesquisa constata: sociedade acredita no trabalho dos corretores de imóveis

Arte: Marian Castello Branco


Recentemente, o CRECISP conheceu os resultados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha no sentido de mensurar a opinião da sociedade com relação aos corretores de imóveis e a visão destes para com a atividade e o Conselho.
O principal objetivo deste levantamento foi fornecer diretrizes para a melhoria constante do trabalho da entidade em prol da moralização da profissão e da garantia de segurança aos negócios imobiliários.
Os números comprovaram, novamente, que o CRECISP está no caminho certo. No que diz respeito à população, cerca de 66% dos entrevistados demonstraram uma visão positiva - destacando a competência dos profissionais e sua dedicação ao cliente - ou neutra quanto aos corretores de imóveis. E no que tange ao grau de satisfação, os intermediadores receberam nota 7.2 pelo bom atendimento prestado em geral.
Cerca de 80% dos que responderam a pesquisa afirmaram que os corretores são atenciosos e que, com seu trabalho, facilitam a vida das pessoas. "A sociedade está mais consciente da importância desse profissional para a concretização dos negócios. E esse é o resultado de um esforço conjunto entre o CRECISP e seus inscritos", afirmou José Augusto Viana Neto, presidente da entidade.
Viana ressaltou que, embora a ação dos agentes fiscais do CRECISP seja um trabalho de bastidores, ela está dando bons frutos e coibindo os pseudocorretores no mercado. "Mais de 60% da população consultada conhecem o CRECISP, seja através dos meios de comunicação ou mesmo de parentes e amigos. E já está se criando o bom hábito de se informar se o profissional é realmente inscrito no Conselho antes de qualquer outro expediente. Com isso, os que atuam de maneira irregular estão perdendo espaço."
O presidente comentou que é preciso esclarecer as diferenças entre a "fiscalização de rotina" e o "atendimento a uma denúncia", ambos realizados pelo CRECISP. "Quando uma pessoa solicita uma fiscalização, normalmente não apresenta provas concretas, mas apenas informa sua suspeita sobre uma atividade irregular. Mesmo assim, o Conselho manda uma diligência para que se confirme ou não essa irregularidade. No caso da denúncia, o denunciante tem que se apresentar ao CRECISP munido de todos os documentos que comprovem que uma situação é ilegal. Com isso, os resultados do trabalho do Conselho só são percebidos, na maioria das vezes, algum tempo depois, quando comprovadas aquelas informações."
Satisfação
Os inscritos no CRECISP também demonstraram um bom nível de satisfação em relação ao Conselho, destacando como pontos positivos os cursos e palestras organizados pela entidade, em primeiro lugar, e a fiscalização, logo em seguida.
O levantamento constatou, ainda, que o perfil do profissional vem se alterando ao longo dos anos. Atualmente, 84% dos corretores de imóveis têm formação universitária, especialmente em Ciências Humanas, como Direito e Administração e 67% deles estão realizados com a nova profissão escolhida.
"O corretor de imóveis, hoje, está mais consciente de seus direitos e da importância de ter uma formação mais específica para alcançar sucesso na atividade. E é nessa direção que o CRECISP tem trabalhado, buscando a reciclagem de conhecimentos, disponibilizando novas ferramentas e tecnologias para uso diário do profissional e, ainda, autuando os que exercem a intermediação sem estarem devidamente habilitados para tal", finalizou Viana.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Novo sistema de transporte ligará ABC a São Paulo

Em 2014 moradores do grande ABC devem contar com um meio de transporte que irá reduzir o tempo que levam para se deslocar até a capital paulista.

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Jr., anunciou em março deste ano que as prefeituras de São Bernardo e São Caetano, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, irão entregar à população um sistema de trem elevado que passará pelas duas cidades antes de chegar à Estação Tamanduateí, em São Paulo.

Foi definido que o trajeto terá 23 quilômetros e 18 estações, sendo que sairá da Estrada dos Alvarenga, em São Bernardo, passando pelos seguintes pontos:
Avenida Café Filho; Avenida Capitão Casa; viaduto sob a Via Anchieta; Terminal Ferrazópolis; Avenida Faria Lima; Paço Municipal de São Bernardo; Avenida Pereira Barreto; Avenida Aldino Pinotti; Avenida Lauro Gomes; Avenida Winston Churchill; Fundação Santo André; Faculdade Mauá (em São Caetano); Avenida Guido Aliberti; e Estação Tamanduateí do Metrô, em São Paulo, que será ponto final da linha.

Até então, foram concluídos os estudos da primeira fase do projeto, que ainda analisa qual formato de transporte escolher: veículo leve sobre trilhos ou monotrilho.

Quando pronto, a estimativa é de que o futuro serviço seja utilizado por cerca de 300 mil passageiros todos os dias. Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, prevê que o novo transporte não só irá locomover os moradores com mais facilidade e rapidez, mas também irá melhorar a infraestrutura dos locais por onde a linha passar. Para Marinho, “Haverá melhorias e revitalizações nas vias públicas, nos entornos, nas travessias para pedestres, na sinalização viária e no pavimento”.



Jovens investem no primeiro imóvel

Atualmente, os jovens estão comprando o primeiro imóvel cada vez mais cedo, tanto para morar quanto para investir. O aumento da renda, estabilidade financeira, juros menores e prazos maiores de financiamento são fatores que estão contribuindo para a independência desse público. Eles têm de 20 a 35 anos, são solteiros ou recém-casados, sendo que a maioria pertence à classe média, trabalha, estuda e não tem tempo de ficar em casa.

Segundo pesquisas, os compradores desse novo perfil apresentam altas taxas de escolaridade e renda, preferem morar perto da casa dos pais em apartamentos compactos, de boa localização e com potencial de valorização.

Isso ocorre porque as novas condições da vida moderna fazem com que esses jovens escolham apartamentos com espaços otimizados, que são mais práticos, fáceis de limpar e arrumar.

Além de buscarem imóveis que possuam área de lazer completa, uma alternativa funcional que ajuda a economizar tempo e oferece conforto e segurança.

Essa nova demanda se deve ao fato de que grande parte desse público está saindo da casa dos pais porque está com condições de adquirir um imóvel, ou seja, eles tiveram a chance de estudar, arrumar um bom emprego e poupar dinheiro para investir no primeiro apartamento.
Estes novos compradores aquecem o mercado imobiliário e têm a oportunidade de realizar o sonho da casa própria mais cedo.