quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Aumento do IPTU: o justo e o possível

O fato de o imóvel se ter valorizado não significa que a capacidade de pagamento de seus proprietários será suficiente para suportar um grande aumento do IPTU, ressalta o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes. Leia o artigo completo 
17/10/2013
Aumento do IPTU: o justo e o possívelClaudio Bernardes, presidente do Secovi-SP
Ninguém questiona que a Planta Genérica de Valores (PGV), usada como base do cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), está defasada. A última atualização ocorreu em 2009. Desde então, houve inegável valorização dos imóveis. Porém, a proposta de revisão apresentada pela atual administração municipal, prevendo elevação de até 30% para unidades residências e de até 45% para as comerciais, obriga uma reflexão sobre o que justo e o que é possível.
É preciso considerar que o fato de o imóvel se ter valorizado nesse período não significa que a capacidade de pagamento de seus proprietários será suficiente para suportar tal aumento do IPTU. A renda da maioria dos donos de imóveis e dos inquilinos não subiu na mesma proporção.
Temos, portanto, um brutal descompasso que poderá gerar enormes dificuldades para os contribuintes, no que diz respeito à garantia de condições mínimas para o pagamento do imposto pelos cidadãos.
Adicione-se que, em comparação com outras cidades do mundo onde se praticam alíquotas semelhantes, a população paulistana (e isso não é responsabilidade do atual governo) não conta com serviços urbanos compatíveis com esse novo patamar de valores proposto, o qual penalizará duramente os proprietários de imóveis.
É claro que este aumento pode ser plenamente justificável no que diz respeito à necessidade de investimentos ou manutenção de eventuais subsídios na cidade. Mas do ponto de vista de justiça tributária não parece razoável.
A receita com IPTU representou, em 2012, cerca de 13% do total de arrecadação da cidade de São Paulo, porcentual equivalente ao recolhimento da cota parte do município com ICMS, que correspondeu a aproximadamente 14% da receita, enquanto o Imposto Sobre Serviços foi responsável pela arrecadação de 24% do total.
Sem dúvida, neste momento precisamos pensar em novos modelos e instrumentos de financiamento da infraestrutura urbana, que não sejam exclusivamente baseados no aumento de carga tributária.
Além disso, a participação do governo federal nos investimentos paulistas precisa ser reavaliada. Segundo dados da Receita Federal, dos cerca de R$ 200 bilhões em tributos federais gerados anualmente pelo Estado de São Paulo, somente 20 bilhões aqui retornam em investimentos. Alguma coisa precisa mudar!
* Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Entenda quais são os fatores que influenciam no preço do imóvel

Boa localização é responsável por até ¼ do valor, enquanto segurança responde por 15% do montante


No momento de escolher um imóvel, a localização é o item de maior relevância para o comprador. O desejo de morar perto do trabalho e também encontrar na vizinhança uma boa infraestrutura são itens que valorizam o preço da propriedade.
Assim como a localização é um fator que influencia o valor do imóvel, segurança é outro item que tem uma parcela significativa na hora de fechar negócio.
Com ajuda do consultor de empresas da área imobiliária Sylvio Lindenberg, o ZAP Imóveis fez uma simulação de quanto cada fator pode ser responsável por influenciar o preço de um imóvel
móveis situados em uma área onde há hospitais, farmácias, bancos e supermercados acessíveis levam vantagem. A localização da propriedade é responsável, de acordo com Lindenberg, por 25% do preço da casa ou apartamento.
“Hoje em dia, as pessoas querem morar próximo a serviços e encontrar infraestrutura na região”, diz Celso Amaral, diretor corporativo da Geoimóvel Consultoria e da Amaral D’Avila Engenharia de Avaliações.
“Um shopping na região é um grande atrativo. Estádios também, mas em dias de jogo pode se tornar um pesadelo para quem mora nas redondezas”, afirma Lindenberg.
Segundo Lindenberg, ruas calmas também valorizam o imóvel, assim como fácil acesso a transporte público. “Mesmo que o morador não utilize ônibus ou metrô, a pessoa que trabalha em sua casa pode depender deste serviço”, lembra.
O diretor da Geoimóvel ressalta que a localização pesa muito em um imóvel. “Mesmo que o prédio seja velho, se estiver em frente ao mar ele vale mais”, garante.
Em segundo lugar no ranking dos fatores que mais influenciam o preço do imóvel está a segurança que ele oferece ao morador. Na estimativa realizada, este item responde por 15% da valorização da propriedade.

De acordo com simulação, localização é responsável por até 1/4 do preço do imóvel (Fotos: Banco de imagens/Thinkstock)
“Portão automático com rápida abertura, chaves de porta com segredo e elevador automatizado, que é aquele que só consegue locomover quem tem o código do andar, são itens que atraem os moradores”, explica Lindenberg.
Além da segurança, contar com um local para estacionar o automóvel também é levado em consideração. “Ter somente uma vaga é um fator que pode depreciar o imóvel, já que é comum que as famílias tenham mais de um carro em casa”, lembra o especialista.
Por falta de espaço na rua, ter a oportunidade de oferecer à visita um lugar para estacionar o carro dentro do prédio é uma vantagem. Portanto, vaga na garagem contabiliza 15% como influenciador no valor de um imóvel.

As incorporadoras estão apostando na diversidade de opções que envolvem a área de lazer, fator responsável por 10% do preço da propriedade.
Há empreendimentos que oferecem sala de cinema, brinquedoteca e área para praticar esporte. Piscina e churrasqueira são atrativos que costumam chamar a atenção do comprador. “Mesmo que muitos moradores usem tais itens com pouca frequência, eles ainda são itens solicitados, já que integram a família e amigos no local”, diz o consultor.
Prédios sem elevadores são desfavorecidos. “Eles são itens de peso. Um edifício sem este equipamento fica naturalmente desvalorizado”, garante Lindenberg.
De acordo com a simulação feita pelo consultor, elevadores podem representar 9% do valor final do imóvel, tamanha é a sua relevância.
Face do imóvel direcionada à orientação solar que melhor favorece o sol pela manhã também tem peso no valor da propriedade
O fator sol é outro elemento que interfere na venda da propriedade. Em São Paulo, por exemplo, a melhor face para o imóvel estar direcionado é a norte. A estimativa de Lindenberg é de que uma boa posição da propriedade tem 7% de peso sobre o valor do imóvel.
“O apartamento com face norte tem mais liquidez, vende mais rápido pela sua posição favorecida”, ressalta Celso Amaral, diretor corporativo da Geoimóvel Consultoria e da Amaral D’Avila Engenharia de Avaliações.
O executivo lembra que, ainda assim, a localização é um item mais importante para a valorização do imóvel. Ou seja, a propriedade vale mais pela infraestrutura do local em que está situada do que se recebe sol pela manhã, embora este seja um quesito de peso.
Vaga na garagem pode ser responsável por 15% do valor do imóvel
O andar em que um apartamento está localizado também pode ter interferência no preço, sendo responsável por 6% do montante. “As unidades mais baixas são as menos procuradas”, diz Lindenberg. Portanto, quanto mais alto é o andar de um apartamento, mais ele é valorizado.
Varandas em apartamentos também valorizam mais a área construída. De acordo com Lindenberg, elas influenciam o valor do imóvel em 5%.
Automação residencial e predial também oferece um diferencial à propriedade. “Muitos prédios estão ajustados à tecnologia e disponibilizam cabo para televisão e wireless”, aponta o consultor. Tal avanço pode somar 4% do preço da propriedade.
“Imóveis em frente a parques, praças, praias e calçadão também são valorizados”, aponta o consultor. De acordo com ele, a vista que o imóvel oferece pode influenciar cerca de 4% do seu valor.

Fonte: Zap imóveis




São Paulo ganhará mais um bairro planejado

Ele se chama Parque Global e fica localizado na zona sul de São Paulo, próximo do parque Burle Marx



Depois do sucesso do Jardim das Perdizes, da Tecnisa, em São Paulo, chegou a vez da Bueno Netto e a Related Brasil anunciarem um novo bairro planejado, o Parque Global, na zona sul de São Paulo. Já se fala no lançamento das duas primeiras torres residenciais ainda em 2013. O projeto inclui um shopping center e um empreendimento de uso misto, tudo próximo ao Parque Burle Marx.

Fonte: Zap

Mark Zuckerberg compra 4 casas vizinhas para ter privacidade

Para evitar que curiosos se mudem para bisbilhotar sua vida, o fundador do Facebook desembolsou cerca de 30 milhões de dólares

Apresentação de Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg pagou 30 milhões de dólares para garantir que nenhum bisbilhoteiro fosse morar ao lado de sua casa, em Palo Alto

São Paulo - A privacidade pode custar caro para celebridades do porte de Mark Zuckerberg e, para garantir que sua intimidade seja preservada, ele tomou uma decisão, no mínimo, inusitada. Antes de se tornar alvo de vizinhos intrometidos, o fundador do Facebook comprou quatro casas adjacentes à sua residência em Palo Alto, segundo reportou o jornal Mercury News.

A compra, no total, superou os 30 milhões de dólares (65,4 milhões de reais) e, ao contrário do que muitos podem pensar, ele não pretende construir uma mansão à prova de bisbilhoteiros. Seu plano, de acordo com a publicação, é manter as famílias que já moram nos imóveis como locatárias, evitando que curiosos se mudem para lá e queiram vigiar sua rotina ou que sua presença seja usado como marketing ou motivo de valorização imobiliária da área.
As negociações tiveram início em dezembro de 2012, após Zuckerberg ficar sabendo do interesse de uma pessoa em comprar a residência localizada em frente à do bilionário. O empreendedor queria construir uma grande casa e usar o ilustre vizinho para atrair compradores deslumbrados.
Os preços de cada imóvel não foram divulgados, mas o jornal afirma que ele gastou 14 milhões de dólares (30,5 milhões de reais) em apenas um, de 240 metros quadrados. O preço é muito alto, em relação ao mercado local, mas, conforme o Mercury News, é normal que o valor cobrado por alguém que não quer vender seu imóvel seja consideravelmente acima da média do mercado.
A casa onde Mark Zuckerberg mora, por exemplo, custou bem menos do que ele pagou neste ano pelo novo imóvel. Há dois anos, ele comprou sua moradia de 465 metros quadrados por “apenas” sete milhões de dólares.
Fonte: Exame.com

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/mark-zuckerberg-compra-4-casas-vizinhas-para-ter-privacidade

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cerca de 170 mil imóveis de SP pagarão menos de IPTU em 2014

Cerca de 170 mil imóveis de São Paulo vão ter redução no valor do IPTU no próximo ano, segundo a prefeitura, que divulgou nesta quinta-feira as novas regras para a cobrança do imposto. O benefício deve atingir 6,6% dos mais de 2,6 milhões de imóveis da cidade.
Os proprietário que terão a redução são os que pagam atualmente até R$ 200 de IPTU ao ano. Os dados da prefeitura apontam ainda que cerca de 1 milhão de construções ficarão isentas do imposto, o que corresponde a 39,98% do total de imóveis.
O restante das construções, cerca de 54% dos imóveis da cidade, terão aumento no valor do imposto. Quem paga atualmente entre R$ 200 e R$ 600 terá reajuste médio de 9,12%, quem paga entre R$ 600 e R$ 1.000 terá aumento médio de 18,27% e quem paga entre R$ 1.000 e R$ 2.000 terá reajuste médio de 26,44%.
O maior reajuste será o das propriedades que pagam atualmente mais de R$ 2.000 por ano. O aumento médio nesses casos será de 26,73%.
Nesta quinta-feira, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que um dos destinos do valor arrecadado com o aumento do IPTU é o subsídio do transporte público. O Orçamento apresentado pela prefeitura aponta que a tarifa de ônibus continuará 
congelada em 2014, em R$ 3.
"Um dos destinos da fonte [do IPTU] é o subsídio ao transporte. Um dos maiores investimentos que faremos no ano que vem é no transporte. De R$ 600 milhões vai para R$ 1,6 bilhão o subsídio ao transporte. A intenção é justamente mantê-la. Agora tem que o que a Câmara decide", afirmou o prefeito.
PERIFERIA
As novas regras apresentadas pela prefeitura determinam também a criação de três zonas na capital paulista que terão valores distintos na composição do valor total do IPTU no que corresponde a construção.
A composição do IPTU é feita com base no terreno --que já possuía diferenças de acordo com a localização-- e com o padrão da construção, independente de onde ela estava. Com as mudanças, a cidade passará a ser dividida em três áreas também para a determinação do padrão dos imóveis.
A zona 1 será a central, que atingirá também bairros como o de Santana (zona norte) e o Anália Franco (zona leste), terá valor maior de imposto, seguido pela zona 2, que corresponde ao entorno da zona 1, e pela zona 3, que é a mais afastada do centro da cidade.
A divisão de padrões das casas continuará a ser feita entre baixo, médio inferior, médio, médio superior, alto e luxo.
Fonte: Folha São Paulo

Aluguel com aniversário em outubro pode subir 4,40%

Esse é o percentual do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses 



O aluguel residencial em andamento com aniversário em outubro e cláusula de reajuste pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) – divulgado nesta sexta-feira (27/9) pela Fundação Getúlio Vargas – será atualizado em 4,40%.
O IGP-M é eleito um dos principais indicadores para reajustes contratuais por ser o primeiro a ser divulgado, ainda dentro do mês de referência. Para facilitar os cálculos, o Secovi-SP divulga mensalmente um fator de atualização, que no caso será de 1,0440.
Pode-se citar como exemplo de aluguel de R$ 1.500,00, em vigor até setembro de 2013 e que necessita de atualização. É preciso multiplicá-lo por 1,0440, o que resultará em R$ 1.566,00. Esse será o aluguel de outubro, a ser pago no final de outubro ou início de novembro.
Seguem os reajustes dos últimos meses:
Fonte: Secovi

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Com novo Plano Diretor, preços dos imóveis devem cair em SP

Prefeito Fernando Haddad pretende reduzir prazo aprovação de projetos imobiliários pela prefeitura, o que deve baratear custos das incorporadoras

Apesar das previsões de que o novo Plano Diretor da cidade de São Paulo iria tornar os imóveis mais caros, o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), afirmou que o programa a ser aprovado na Câmara dos Vereadores deve gerar, efetivamente, uma queda nos valores praticados no mercado imobiliário paulista atual.

De acordo com o executivo de São Paulo, uma das principais propostas do novo Plano Diretor será a redução do atraso e da burocracia na aprovação de projetos imobiliários pela prefeitura, um dos motivos para o aumento dos custos e do encarecimento dos imóveis construídos no município.
Isso porque, à medida que as incorporadoras não conseguem gerar retorno com o projeto imobiliário por conta do atraso sobre um investimento já feito, há um aumento no custo financeiro do produto final e isso é repassado aos consumidores. Hoje em dia, o prazo médio é de 450 dias para aprovação, segundo especialistas do setor.
“Criamos uma secretaria específica justamente para acelerar as aprovações e simplificar a legislação. Vamos liberar terrenos para diminuir os custos”, disse Haddad, na abertura da semana imobiliária, promovida pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), em São Paulo.
“Pretendemos reduzir esse prazo pela metade até o final de 2014. E, até o final de 2016, queremos chegar a 90 dias para aprovar um projeto”, completou o prefeito.
Segundo o Secovi, o custo do terreno no preço final de um imóvel pode chegar a 25%. Para o presidente do sindicato, Claudio Bernardes, a escassez de terrenos, além de impedir a produção, faz os preços subirem significativamente.
“Com o novo Plano Diretor, a tendência é que se diminuam os preços realmente, pois ele vai alterar fatores que influenciam nesse tema. Então, se houver um equilíbrio entre oferta e demanda, haverá sim uma queda nos valores”, analisou Bernardes, em entrevista ao ZAP Imóveis.
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“O atraso encarece o produto final. Por isso, a legislação é muito importante no sentido de criar boas oportunidades e condições de projetos viáveis para que possamos financiá-los”, concluiu o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, também presente no evento.
Plano diretor - O Plano Diretor é a lei que traça as diretrizes para o planejamento urbano da cidade, incluindo normas de como os terrenos devem ser ocupados e em quais zonas do município haverá concentração de residências ou indústrias.
Fonte: Zap