quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aluguel com aniversário em outubro pode subir 4,40%

Esse é o percentual do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses 



O aluguel residencial em andamento com aniversário em outubro e cláusula de reajuste pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) – divulgado nesta sexta-feira (27/9) pela Fundação Getúlio Vargas – será atualizado em 4,40%.
O IGP-M é eleito um dos principais indicadores para reajustes contratuais por ser o primeiro a ser divulgado, ainda dentro do mês de referência. Para facilitar os cálculos, o Secovi-SP divulga mensalmente um fator de atualização, que no caso será de 1,0440.
Pode-se citar como exemplo de aluguel de R$ 1.500,00, em vigor até setembro de 2013 e que necessita de atualização. É preciso multiplicá-lo por 1,0440, o que resultará em R$ 1.566,00. Esse será o aluguel de outubro, a ser pago no final de outubro ou início de novembro.
Seguem os reajustes dos últimos meses:
Fonte: Secovi

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Com novo Plano Diretor, preços dos imóveis devem cair em SP

Prefeito Fernando Haddad pretende reduzir prazo aprovação de projetos imobiliários pela prefeitura, o que deve baratear custos das incorporadoras

Apesar das previsões de que o novo Plano Diretor da cidade de São Paulo iria tornar os imóveis mais caros, o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), afirmou que o programa a ser aprovado na Câmara dos Vereadores deve gerar, efetivamente, uma queda nos valores praticados no mercado imobiliário paulista atual.

De acordo com o executivo de São Paulo, uma das principais propostas do novo Plano Diretor será a redução do atraso e da burocracia na aprovação de projetos imobiliários pela prefeitura, um dos motivos para o aumento dos custos e do encarecimento dos imóveis construídos no município.
Isso porque, à medida que as incorporadoras não conseguem gerar retorno com o projeto imobiliário por conta do atraso sobre um investimento já feito, há um aumento no custo financeiro do produto final e isso é repassado aos consumidores. Hoje em dia, o prazo médio é de 450 dias para aprovação, segundo especialistas do setor.
“Criamos uma secretaria específica justamente para acelerar as aprovações e simplificar a legislação. Vamos liberar terrenos para diminuir os custos”, disse Haddad, na abertura da semana imobiliária, promovida pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), em São Paulo.
“Pretendemos reduzir esse prazo pela metade até o final de 2014. E, até o final de 2016, queremos chegar a 90 dias para aprovar um projeto”, completou o prefeito.
Segundo o Secovi, o custo do terreno no preço final de um imóvel pode chegar a 25%. Para o presidente do sindicato, Claudio Bernardes, a escassez de terrenos, além de impedir a produção, faz os preços subirem significativamente.
“Com o novo Plano Diretor, a tendência é que se diminuam os preços realmente, pois ele vai alterar fatores que influenciam nesse tema. Então, se houver um equilíbrio entre oferta e demanda, haverá sim uma queda nos valores”, analisou Bernardes, em entrevista ao ZAP Imóveis.
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“O atraso encarece o produto final. Por isso, a legislação é muito importante no sentido de criar boas oportunidades e condições de projetos viáveis para que possamos financiá-los”, concluiu o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, também presente no evento.
Plano diretor - O Plano Diretor é a lei que traça as diretrizes para o planejamento urbano da cidade, incluindo normas de como os terrenos devem ser ocupados e em quais zonas do município haverá concentração de residências ou indústrias.
Fonte: Zap

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Veja quais documentos solicitar ao comprar um imóvel usado

Analisar os documentos do imóvel e do vendedor é requisito básico para quem quer realizar o sonho da casa própria

Na hora de comprar um imóvel usado é necessário tomar alguns cuidados referentes à documentação, tanto do bem que se deseja adquirir quanto do vendedor. Segundo o advogado Marcelo Tapai, especialista em direito imobiliário, esses documentos são essenciais para a concretização da compra.
"A falta de conferência da documentação necessária pode fazer com que o comprador tenha prejuízos no futuro ou que a compra nem seja realizada", explica Tapai.
O advogado orienta o comprador a contratar os serviços de empresas especializadas em solicitar esses papéis junto aos órgãos competentes. Além disso, o profissional recomenda cautela a quem quer comprar um imóvel.
"Tem que ter paciência. Tem que verificar o negócio. Não comprar movido pela emoção. O barato pode ser caro, porque a casa dos sonhos pode estar barata por ter algum impedimento", diz Tapai.
Conheça a documentação que é preciso verificar antes da compra e a importância de cada um desses papéis.

Cópia da matrícula atualizada

A matrícula atualizada é o documento no qual consta o dossiê do imóvel. Ela deve ser solicitada no Cartório de Registro de Imóvel da região onde a casa ou apartamento está localizado. O vendedor poderá indicar qual é o local correto, assim como fornecer o número da matrícula que será consultada. Caso não tenha o número, serve o endereço do imóvel.
Segundo Tapai, a matrícula é um dos documentos mais importantes. Nele deve constar todas as alterações estruturais realizadas no imóvel e eventuais restrições, como hipoteca, promessa de compra e venda ou se o imóvel foi arrolado em alguma ação que possa resultar em penhora, por exemplo.
"Qualquer alteração estrutural que não for registrada pode ser notada na vistoria técnica do banco onde o comprador solicitou um financiamento. Se os dados não baterem, o financiamento será negado", explica o advogado.
A solicitação da cópia de matrícula custa aproximadamente R$ 35, afirma Tapai.

Certidões

O comprador também deve consultar uma série de documentos para não ter surpresas desagradáveis. Os mais comuns são: Certidão de Distribuição Cível, Certidão de Nascimento, Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, Certidão Negativa de Débitos Federais de Pessoa Física, e Certidão Negativa de Débitos na Junta Comercial.
"Essas certidões é que vão garantir que o imóvel não consta em nenhum inventário de herança; se está passando por algum processo de execução municipal, estadual e federal; que a pessoa é solteira - porque caso ela seja casada o cônjuge também precisa ser averiguado - e se o vendedor não tem empresa aberta com dívidas trabalhistas e débitos fiscais", diz Tapai.
Se quiser fazer uma consulta prévia à certidão negativa na Justiça Federal, entre no site www.jf.jus.br/cjf/servico/certidao-negativa. Lá é possível emitir a certidão em todos os estados brasileiros, assim como checar os dados do vendedor.
A certidão negativa de débitos de tributos imobiliários vai apontar se o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (IBTI) está em dia. Caso não esteja, o imóvel pode virar objeto de execução fiscal. O documento também é solicitado junto à prefeitura do município.
A Prefeitura de São Paulo oferece o serviço pelo site www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/financas/servicos/certidoes/index.php?p=2393.

IPTU e condomínio

Para saber se o IPTU do imóvel está em dia é necessário pedir o número do contribuinte para o vendedor. Com o número em mãos, basta entrar em contato com a prefeitura da cidade. O município de São Paulo disponibiliza o serviço online pelo site www.prefeitura.sp.gov.br/iptudeb3/iptudeb3_pag01.asp
A quitação dos débitos condominiais pode ser solicitada diretamente com a empresa que administra o imóvel ou com o síndico do prédio.

SCPC e Serasa

Para checar a idoneidade do vendedor e dos envolvidos na compra é necessário solicitar uma consulta atualizada ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e à Sociedade Anônima de Centralização de Serviços Bancários (Serasa).
Esses órgãos informam a condição financeira do vendedor. Assim, é possível eliminar o risco de o imóvel ser incluído como forma de pagamento de algum débito.

Documento de desapropriação

Apesar de também ser uma certidão, o documento de desapropriação merece destaque pela importância e pelo atual cenário de desenvolvimento do Brasil.
Devido ao grande número de obras que estão sendo realizadas nas cidades do país, principalmente por conta de eventos como a Copa do Mundo de 2014, muitos imóveis estão incluídos em projetos de desapropriação.
O advogado Tapai alerta que imóveis muito baratos em regiões onde estão programadas obras viárias, por exemplo, devem ser analisados junto à prefeitura.
A certidão que aponta se o imóvel faz parte de algum projeto de desapropriação só pode ser solicitada pelo dono do imóvel ou por um procurador. Não se esqueça, portanto, de pedi-la juntamente com os demais documentos.

"A prefeitura tem condições de dizer se aquele imóvel será desapropriado. Muitas pessoas se aproveitam dessa situação e tentam vender os imóveis com preços abaixo do valor de mercado. Tem que se precaver e desconfiar", finaliza o advogado.

Fonte: Terra

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Novo Plano Diretor pode encarecer imóveis

A pauta das preocupações do setor é extensa e foi exposta ao secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, no dia 3 de setembro


Novo Plano Diretor pode encarecer imóveis 
 
Simulações feitas pelo Sindicato mostram significativo aumento das outorgas onerosas
Dia 3/9, na sede do Secovi-SP, foi realizada reunião participativa para análise e discussões sobre a proposta de revisão do Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo, em finalização pelo Executivo municipal.
Mais de 200 empresários do setor imobiliário participaram da oficina, que contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, que fez a apresentação dos dois eixos estratégicos sobre o qual a revisão se baseia, considerando especialmente a questão da mobilidade. Também presente, o diretor do Departamento de Urbanismo daquela secretaria, Kazuo Nakano.
O secretário falou, ainda, dos instrumentos que deverão ser empregados, como as Operações Urbanas e outros tipos de contrapartida, caso da outorga onerosa, que permite elevar o coeficiente de aproveitamento do solo mediante pagamento ao poder público. “A lógica é uma associação entre a rede de transportes e a priorização da produção imobiliária ao longo dessa rede”, disse.
A pauta das preocupações do setor é extensa. “Temos dúvidas em relação à previsibilidade e à segurança jurídica, às contrapartidas financeiras, aos novos índices de aproveitamento do solo, à questão do limite de área não computável para vagas de garagem e sobre os modelos propostos para a produção de habitações nas Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS)”, afirma o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes.
Simulações feitas pelo Sindicato mostram significativo aumento entre o atual patamar de custo das outorgas onerosas em comparação com o que propõe o novo PDE. Conforme a região, o valor pode ser até 25 vezes maior. Isso chega a representar no preço final do imóvel um aumento de 60 a 70%.
“Somos os primeiros a defender melhor qualidade de vida. Mas também defendemos a viabilidade do mercado. Quem vai pagar esse aumento são os paulistanos que, precisando morar, vão buscar unidades mais baratas no Grande ABCD e imediações, piorando a mobilidade, pois o emprego continuará aqui. Assim, a meta de arrecadação da Prefeitura não será atingida, pois as empresas do setor irão para localidades onde seja possível empreender. Felizmente, o secretário Mello Franco se mostrou sensível às ponderações feitas. Afinal, se viver na cidade é um direito de todos, elitizá-la tirando do mercado a possibilidade de oferecer habitações a preços compatíveis com o poder aquisitivo, sem dúvida rompe esse direito”, conclui Bernardes.

Fonte: Secovi

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Imóvel de 1 quarto é mais popular que o de 3 quartos em SP

Conheça o perfil de quem procura imóveis de um quarto, tipo cada vez mais popular na cidade de São Paulo

São Paulo – Os apartamentos de apenas um dormitório estão cada vez mais populares na cidade de São Paulo. De acordo com o balanço do primeiro semestre do mercado imobiliário paulistano, publicado pelo Secovi-SP, os imóveis de um quarto ficaram em segundo lugar tanto entre os mais lançados quanto entre os mais vendidos, superando os apartamentos de três quartos. A mudança no estilo de vida da população é um dos fatores que explicam esse boom, mas os investidores também ficam de olho nessas unidades.
Segundo o boletim do Secovi-SP, foram lançadas 3.600 unidades de um dormitório na cidade de São Paulo no primeiro semestre, quantidade que perde apenas para as 5.700 unidades de dois quartos lançadas no período. Em terceiro lugar vieram os imóveis de três quartos, com 3.300 unidades lançadas.
A procura dos compradores também é grande. Foram vendidas 4.100 unidades de um quarto no primeiro semestre, perdendo apenas para as 7.800 unidades de dois quartos vendidas no período. De imóveis de três quartos foram vendidas 3.800 unidades.
Quem são os compradores?

Segundo Stefan Neuding Neto, vice-presidente executivo da Stan Desenvolvimento Imobiliário, incorporadora que costuma desenvolver empreendimentos com unidades compactas, quem procura esse tipo de imóvel são basicamente três tipos de compradores: os investidores, que pretendem auferir renda com o aluguel da unidade; os casais sem filhos que compram seu primeiro imóvel; e os solteiros e divorciados que buscam viver sozinhos.
Para quem compra para alugar, como investimento, o apartamento de um quarto é, atualmente, o que oferece o melhor retorno, considerando-se o custo do investimento. Segundo dados do Índice FipeZap, o retorno com aluguel dos imóveis de um quarto na cidade de São Paulo estava, em agosto, em 0,50% ao mês, contra 0,47% dos de dois quartos e 0,44% dos de três ou mais quartos. Lembrando que essa rentabilidade é corrigida anualmente pela inflação.
Do lado de quem compra para morar, os apartamentos de um quarto acabam servindo a uma nova face da população brasileira: as famílias que encolheram, o maior número de idosos (viúvos ou cujos filhos já saíram de casa) e o crescente número de pessoas que vivem sozinhas.
A boa localização dos novos empreendimentos é um dos apelos. Há inclusive quem compre apartamento de dois quartos para transformar em um imóvel de um quarto só. De acordo com Neuding, muitas vezes os casais que compram o primeiro imóvel preferem ter uma sala maior, e fazem essa conversão. Sua ideia é que o imóvel volte a ser um dois quartos quando o primeiro filho chegar. “Assim o imóvel dura mais. Se a ideia for vendê-lo, o de dois quartos tem maior liquidez”, diz Neuding.
Outro possível atrativo é o preço. Apesar de ter o metro quadrado mais caro que as unidades de mais quartos, os apartamentos de um dormitório são compactos, e muitas vezes têm preços unitários mais em conta.
Segundo o Secovi-SP, a área útil média dos imóveis de um quarto em São Paulo caiu 22% de 2004 para 2013, de 52,4 metros quadrados para 40,7 metros quadrados. Os de dois e três quartos permaneceram praticamente com a mesma área útil média: de 60,6 para 59,6 metros quadrados no caso dos imóveis de dois dormitórios, e de 90,2 para 91,2 metros quadrados, no caso dos de três dormitórios.
Segmento de luxo desponta

Mas a média dos preços unitários dos apartamentos de um quarto no primeiro semestre foi maior que a média de preços dos apartamentos de dois quartos. De acordo com Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), isso se deve a uma recente onda de lançamentos de imóveis de um quarto para o segmento de luxo, o que puxa os preços para cima.
Pompéia explica que os lançamentos desse tipo de imóvel vêm ocorrendo de 2007 para cá, pressionando o preço do metro quadrado das unidades de um dormitório. Os imóveis de um quarto voltados para o segmento de luxo são invariavelmente bem localizados, mas nem sempre são compactos, o que também contribui para puxar o preço total da unidade para cima.
O diretor da Embraesp cita o exemplo de um lançamento na Vila Madalena, Zona Oeste, com um dormitório e área útil de 127,30 metros quadrados, por quase 2 milhões de reais a unidade. “Trata-se de uma grande suíte e uma área social ampla para receber visitas”, explica Pompéia.
O contraste com os imóveis de dois quartos se deve ao fato este produto ser mais voltado para a classe média, enquanto que os apartamentos de um quarto de médio e alto padrão são voltados para o público de alta renda. “Na minha opinião, esse nicho do alto padrão ainda vai oferecer boas oportunidades durante algum tempo. Embora a oferta venha aumentando, os lançamentos desse tipo de imóvel ainda são poucos frente à demanda”, diz Pompéia.
Ainda há boa demanda

Mas, para Pompéia, o mercado é promissor não só para os imóveis de luxo, como para os apartamentos de um quarto como um todo. Ele explica que além do segmento de alto padrão, o segmento médio e o popular (os substitutos das quitinetes) também assistem a alta demanda e escassez de oferta, embora haja lançamentos em todas as faixas e por toda a cidade de São Paulo.
“O imóvel de um quarto é um produto procurado por todas as fatias de público. Acredito que ainda haverá uma boa demanda, mesmo fora do segmento de luxo, e até em locais com perfil mais popular. Por enquanto não vislumbro superoferta desse tipo de imóvel na cidade de São Paulo”, observa Luiz Paulo Pompéia.

Fonte: 
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Lucro da Eztec sobe mais de 70%, apoiado em vendas e execução de obras Comente

RIO DE JANEIRO, 12 Ago (Reuters) - A construtora e incorporadora Eztec registrou um avanço de mais de 70 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, apoiada em maior velocidade de vendas e execução de obras.
O lucro foi de 136,4 milhões de reais entre abril e junho, ante 80 milhões de reais no mesmo período de 2012, informou a companhia nesta segunda-feira.
"O maior volume de lançamentos com maior volume de vendas foram indicadores muito fortes. Isso impacta em maior reconhecimento de receita", disse o diretor financeiro e de relações com investidores, Emílio Fugazza.
Segundo ele, a companhia encerrou o trimestre com 32 obras em andamento, o que também implica em um maior reconhecimento de receitas, com uma diluição das despesas administrativas e comerciais e um resultado financeiro menor.
O cenário macroeconômico adverso não afetou as vendas da companhia no trimestre, de acordo com o executivo, que também não vê maior impacto nos próximos meses.
"As notícias ruins não batem com o cenário que estamos vivendo", afirmou Fugazza.
As vendas contratadas, líquidas de distratos e corretagem, atingiram 363 milhões no segundo trimestre, alta de 141,6 por cento na comparação anual. A venda de estoques representou 55 por cento do total no trimestre, informou a Eztec.
Os lançamentos de abril a junho foram de 431,8 milhões de reais, 116 por cento maior do que o resultado um ano antes, chegando a 1,288 bilhão de reais no semestre.
O montante de janeiro a junho representa 55,7 por cento do ponto médio da meta de lançamentos para o ano, de 1,2 bilhão a 1,4 bilhão de reais. Assim, a receita líquida da Eztec cresceu 75 por cento, a 275,6 milhões de reais.
No trimestre, o cancelamento de vendas cresceu 102,4 por cento, a 15,2 milhões de reais, devido a um maior número de entrega de obras no período em relação ao ano passado, segundo o executivo.
"A relação dos cancelamentos sobre a receita representou pouco menos que 5 por cento no semestre. Esse percentual não vai subir dos 5 por cento (no ano)", afirmou Fugazza.
A companhia encerrou o trimestre com Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de 133 milhões de reais, avanço anual de 77,6 por cento. A margem Ebitda foi de 48,3 por cento, ante 47,6 por cento no segundo trimestre de 2012.
LANÇAMENTOS NO 2o SEMESTRE
Depois de lançar, em julho, a segunda fase de imóvel comercial em Osasco com valor geral de vendas (VGV) de 33,6 milhões de reais, a Eztec pretende lançar 560 milhões de reais no estado de São Paulo até o final do ano.
Até setembro, está previsto o lançamento de dois empreendimentos residenciais em São Paulo e Santos, com VGV de 200 milhões de reais, além de outros 300 milhões de reais em um imóvel em Guarulhos, previsto para o quarto trimestre.
Há, ainda, planos para o lançamento de imóvel comercial em São Paulo, de 60 milhões de reais, também para os últimos três meses do ano, disse Fugazza.
(Por Juliana Schincariol da Reuters)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Imóvel na planta esconde taxas abusivas, mostra pesquisa

Levantamento do Idec mostra que oito das dez maiores construtoras de imóveis residenciais do páis cobram taxas abusivas como a SATI.

Estande de vendas: Imóveis na planta podem esconder "pegadinhas", como taxas que limitam o poder de escolha do consumidor
São Paulo – Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em julho constatou que oito das dez maiores construtoras brasileiras ainda tentam cobrar dos clientes taxas que podem ser consideradas abusivas na hora da venda de um imóvelna planta. De acordo com o Idec, a taxa mais comumente cobrada é a de Serviço de Assistência Técnica Imobiliária (SATI), que sob certas circunstâncias, pode ser considerada abusiva.
Segundo a pesquisa, GafisaEvenCyrelaRossi e Toledo Ferrari cobram a SATI, taxa destinada a custear assistência jurídica no ato da assinatura do contrato; MRV cobra uma taxa de 190 reais para a confecção do contrato e outra de 900 reais para a construtora “levar o cliente até o banco”, em caso de financiamento; Direcional Engenharia cobra taxa de corretagem; e a Bueno Netto cobra uma taxa de 1.550 reais para despesas com cartório, sendo que o corretor não soube dar detalhes sobre a natureza da taxa. Brookfield e Plaenge, que também foram incluídas no levantamento, não tiveram registro de nenhuma cobrança abusiva.
Os pesquisadores do Idec procuraram apartamentos ofertados por essas dez empresas, consideradas as maiores construtoras de imóveis residenciais pelo ITC, consultoria especializada em mercado imobiliário. Os contatos se deram por meio de visitas aos estandes de vendas, contato telefônico ou atendimento online.
Como em geral os corretores só mencionam a SATI quando o negócio está prestes a ser fechado, foi-lhes perguntado se haveria cobranças além do valor do próprio imóvel, e se elas seriam obrigatórias ou facultativas. Se fosse dito que eram obrigatórias, o corretor era questionado, para se verificar se ele mudaria o discurso.
Taxa SATI não pode ser obrigatória
A SATI costuma ser de 0,88% do valor do imóvel. Isto significa que para um imóvel de 300 mil reais, a SATI sai em torno de 2.600 reais. Segundo o advogado Leonardo Adriano Ribeiro Dias, sócio da Turci Advogados, a taxa SATI em si não é ilegal. O que pode levá-la a ser considerada abusiva é sua eventual cobrança obrigatória.
“A rigor, o comprador pode sim contratar uma pessoa para assessorá-lo na confecção do contrato e para acompanhamento na assinatura. O que é questionável é o fato de as construtoras não darem a opção de não contratação do serviço, nem a oportunidade de se contratar outro prestador de serviço, não ligado à construtora” diz Dias.
A taxa SATI, portanto, não deve ser imposta, uma vez que deveria ser opção do cliente contratar assessoria jurídica ou não. E ainda que ele optasse por contratá-la, deveria ter a alternativa de escolher o profissional que iria prestá-la. Afinal, conforme pontua Leonardo Dias, o profissional ligado à própria construtora não é isento. “Há uma parcialidade do profissional, que atende aos interesses da construtora e não do comprador”, diz.
O maior problema, porém, é que o serviço pode nem ser prestado. Segundo Dias, o prestador do serviço basicamente preenche o contrato para o cliente, pois como o contrato é padrão, nem há muita abertura para se discutir as cláusulas. “A jurisprudência já reconheceu que, em muitos casos, há violação do dever de informar, porque o contrato não contéminformações sobre a SATI”, explica o advogado.
Os motivos citados por Dias são os mesmos citados pelo Idec para considerar a taxa SATI como cobrança abusiva. As cinco construtoras que cobram taxa SATI, segundo a pesquisa do Idec, apresentaram-na como obrigatória. Após serem questionados, corretores de Gafisa, Even, Rossi e Toledo Ferrari disseram que a taxa era “negociável”; já na Cyrela, o corretor disse que a taxa cairia para mil reais.
Outras cobranças indevidas foram verificadas
Segundo Leonardo Dias, da Turci Advogados, o comprador deve verificar a natureza e a função de cada taxa que a construtora queira cobrar, para saber se ela pode ser considerada abusiva. Ele explica que se o comprador vai até o estande de venda, não deve haver cobrança de corretagem, de acordo com jurisprudência já existente. “Considera-se que, nesse caso, o comprador foi diretamente ao vendedor, sem intermediários. Mas essa visão não é unânime”, explica.
A taxa de confecção de contrato, que normalmente está inclusa na SATI, também é questionável, pois o contrato é padrão. De acordo com Dias, essa despesa é inerente à atividade da construtora e deveria já estar incluída em seus custos.
Em relação a cobrar para “levar o cliente até o banco”, o advogado esclarece que isso provavelmente tem a ver com o fato de as construtoras terem acordos com bancos para o financiamento de seus clientes. Assim, se o cliente opta por financiar em outro banco, a construtora cobraria uma taxa por isso, explica Dias. “Do meu ponto de vista, isso também é questionável, pois a empresa estaria cerceando o consumidor de optar por outro serviço”, diz.
Fonte: Exame.com