quarta-feira, 27 de março de 2013

Vendas da Cyrela devem seguir ritmo de lançamentos em 2013

"Esperamos um crescimento relevante de lançamentos em 2013, mas não vamos chegar ao mesmo nível de 2011, por exemplo", disse o vice-presidente financeiro da construtora São Paulo - A Cyrela Brazil Realty deve entregar neste ano crescimento significativo no nível de lançamentos, com as vendas avançando na mesma proporção, ao mesmo tempo em que volta o foco da empresa para a rentabilidade. "Esperamos um crescimento relevante de lançamentos em 2013, mas não vamos chegar ao mesmo nível de 2011, por exemplo", disse o vice-presidente financeiro da construtora e incorporadora, José Florêncio Rodrigues, em teleconferência com jornalistas nesta sexta-feira. "As vendas devem crescer na mesma forma, acompanhando os lançamentos." A companhia optou por não traçar estimativas para vendas e lançamentos em 2013. No ano passado, a Cyrela chegou a reduzir duas vezes a previsão estabelecida para vendas contratadas, que fecharam 2012 em 6 bilhões de reais, no piso da nova meta. Sem especificar números, Florêncio afirmou que a companhia pode "lançar um pouco mais que o mercado, que vai crescer como um todo". Mais cedo, em teleconferência com analistas, o diretor de operações da empresa, Raphael Horn, disse que a Cyrela espera ter entre abril e junho lançamentos no mesmo nível do primeiro trimestre. De janeiro a março, a companhia lançou oito empreendimentos nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. "O mercado pode esperar no resto do semestre a continuação desse ritmo de lançamentos", afirmou. A empresa está acelerando o passo para executar projetos antes previstos para 2012, quando o setor imobiliário teve o ritmo de lançamentos prejudicado pela demora na aprovação de novos empreendimentos por parte das prefeituras, principalmente em São Paulo. A Cyrela, por exemplo, teve de adiar para o início deste ano lançamentos programados para o final do ano passado. "A situação vem melhorando", disse Horn, mencionando a nova gestão municipal (de São Paulo) e o avanço do processo de aprovação eletrônica." Ainda sobre os lançamentos, a Living --braço da Cyrela para o segmento econômico-- deve responder por cerca de 30 por cento do total, segundo os executivos. Embora tenha optado por não traçar metas operacionais, a Cyrela reforçou a decisão de priorizar a rentabilidade da empresa ao divulgar projeção apenas para margem bruta. A companhia estima margem bruta entre 31 e 35 por cento neste ano, após ter encerrado 2012 em 30,9 por cento. "A margem apresentada é sustentável... e a margem em 2013 ficará contida nesse 'guidance'", afirmou Florêncio. "Não há nenhum motivo extraordinário para o aumento (da margem). À medida que vão saindo projetos do legado antigo, da safra de 2008, a margem vai aumentando", acrescentou. A Cyrela apresentou na véspera lucro líquido de 160 milhões de reais para o quarto trimestre, queda anual de 11,6 por cento. Em 2012 como um todo, o lucro cresceu 14,7 por cento, para 571 milhões de reais. "O resultado da Cyrela não trouxe surpresas, já que era esperado fraco desempenho no quarto trimestre. Mas a tendência de recuperação de margens e redução de endividamento é mais importante", afirmou a equipe da Planner, em relatório. Às 14h50, a ação da Cyrela subia 4,67 por cento, a 16,79 reais, enquanto o Ibovespa subia 0,13 por cento. Fonte: Reuters

Estrangeiro que mais busca imóvel no Brasil é dos EUA

Estudo do portal imobiliário Viva Real mostra que maior número de buscas de imóveis no site fora do Brasil vem dos Estados Unidos Avenida Paulista: São Paulo foi a cidade com mais imóveis buscados por estrangeiros São Paulo - Uma pesquisa realizada pelo portal imobiliário VivaReal, com base nas 3 milhões de visitas que o site recebe mensalmente, mostrou que o maior número de buscas de imóveis situados no Brasil por usuários do exterior vem dos Estados Unidos. A pequisa foi realizada nos primeiros meses de 2013 e o resultado foi alcançado pelo monitoramento da origem dos acessos pelo Google Analytics. Em segundo lugar, o país com mais usuários que buscam imóveis no site é Portugal. Em terceiro aparece a Itália, em quarto Espanha e em quinto lugar o Reino Unido. E as cidades mais buscadas nos acessos estrangeiros, em ordem descrescente, foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Florianópolis. Diego Simon, cofundador do VivaReal explica que o interesse dos usuários desses países no Brasil é decorrente principalmente de motivos profissionais. "Durante muito tempo americanos buscaram imóveis no México, na América Central e no Brasil não tanto, mas muitas empresas têm vindo para cá e com isso tem aumentado a busca de imóveis por estrangeiros que vêm trabalhar aqui. E isso também aconteceu com os países da Europa, que com a crise também passaram a ter mais interesse no Brasil", explica Mesmo com os valores dos imóveis em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo superando os valores de algumas cidades dos Estados Unidos, como Miami, Simon afirmou que o interesse do americano no mercado imobiliário brasileiro continua por causa das relações profissionais entre os dois países - agora impulsionada pelos eventos esportivos - e também porque algumas outras cidades fora desse eixo têm apresentado boas oportunidades. "São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e outras capitais possuem um movimento maior de executivos. Mas, para a compra como investimento, regiões como o Nordeste, que têm preços menos elevados, têm chamado bastante atenção", afirma o cofundador da VivaReal. Com relação aos países da América Latina, Simon comenta que é representativo o número de acessos provenientes dessas localidades, mas eles não aparecem entre os cinco países que mais buscam imóveis no Brasil talvez por causa das opções de busca do site, que são disponíveis apenas em português e inglês. Cidades brasileiras que mais buscam imóveis em São Paulo A pesquisa também mostrou quais cidades têm mais usuários que buscam imóveis no município de São Paulo. Diadema ficou em primeiro lugar, Osasco em segundo lugar, Poá em terceiro lugar, Ferraz de Vasconcelos em quarto e Rio de Janeiro em quinto lugar. Em seguida, aparecem Campinas, Belo Horizonte, São Bernardo, Guarulhos e Santos. "As quatro primeiras posições são cidades da região metropolitana de São Paulo. É natural que a pessoa que mora nessas cidades queira vir para São Paulo, seja por motivos profissionais ou para estudar", explica Diego Simon. Ele também comenta que a busca de cariocas por imóveis em São Paulo, apesar de ser menor do que a busca de cidades da região metropolitana, é grande porque é muito comum que empresas abram filiais em ambas as cidades e com isso seus profissionais tenham que buscar imóveis nos dois lugares. A mesma situação, segundo ele, também explica as altas buscas de belo-horizontinos por imóveis na capital paulista. Imóveis de 200 mil a 500 mil reais são os mais buscados no Brasil e correspondem a 38% das buscas do portal. Imóveis de 100 mil a 200 mil reais são os segundos mais pesquisados, respondendo por 37% dos acessos. Em seguida aparecem os imóveis de 50 mil a 100 mil reais (10%); 500 mil a 1 milhão de reais (8%), até 50 mil reais (3%); de 1 a 5 milhões de reais (3%); e mais de 5 milhões de reais (1%). Segundo a pesquisa, os imóveis de 50 a 80 m² são os mais buscados e representam 33% das buscas. Imóveis de 100 a 150 m² correspondem a 16% das buscas. Imóveis de até 50 m² são responsáveis por 13% das pesquisas, assim como os imóveis de mais de 300 m², que também respondem por 13% das buscas. E os imóveis de 150 a 200 m² equivalem a 7% dos acessos e os de 200 a 300 m² equivalem a 6%. Os imóveis de dois dormitórios são os mais procurados, representando 49% das buscas. Em seguida aparecem os imóveis de três dormitórios (36%), os de quatro dormitórios (7%), de um dormitório (6%). E as menores parcelas correspondem às buscas de imóveis de 5 dormitórios, que representam apenas 1% das pesquisas e de mais de 5 dormitórios, que também correspondem a 1% das buscas. Perfil dos imóveis buscados na cidade de São Paulo Na capital paulista, 33% das buscas se concentram em imóveis de 200 a 500 mil reais. Imóveis de 100 a 200 mil reais são os segundos mais buscados (22%), a faixa dos 500 mil a 1 milhão de reais responde por 14% das buscas e em seguida aparecem os imóveis nas faixas de 50 a 100 mil reais (5%), 1 a 5 milhões de reais (4%), mais de 5 milhões (1%) e até 50 mil reais (1%). Sobre o tipo de imóvel mais buscado na cidade, a maior parte dos usuários (51%) buscou imóveis de dois dormitórios, 36% de três dormitórios, 6% de um quarto, 6% de quatro quartos e 1% de cinco dormitórios. Assim como no Brasil, os imóveis de 50 a 80 m² foram os mais procurados, representando 34% das buscas. Em seguida, foram mais buscados os imóveis de 100 a 150 m² (18%) e os de até 50 m² (17%). Os imóveis de 150 a 200 m² corresponderam a 7% das buscas, mesma parcela dos imóveis de mais de 300 m², e os imóveis de 200 a 300 m² responderam por 5% dos acessos. Bairros mais buscados em São Paulo por região A zona sul foi a região com mais imóveis buscados em São Paulo, com 35% dos acessos. A segunda região mais buscada foi a zona leste, com 30%, em terceiro lugar a zona oeste, com 16% das buscas e em seguida zona norte (13%) e centro (6%). Veja abaixo quais foram os bairros mais buscados em cada região: Zona Leste Centro Zona Sul Zona Oeste Zona Norte 1º. Itaquera (9,0%) 1º. Bela Vista (19,5%) 1º. Vila Mariana (6,3%) 1º. Butantã (16,6%) 1º. Freguesia do Ó (10,3%) 2º. Tatuapé (8,2%) 2º. Santa Cecília (11,7%) 2º. Morumbi (5,5%) 2º. Pirituba (9,6%) 2º. Casa Verde (8,3%) 3º. Mooca (7,0%) 3º. Liberdade (10,2%) 3º. Saúde (5,3%) 3º. Jaraguá (8,1%) 3º. Tucuruvi (7,0%) 4º. Penha (5,1%) 4º. Higienópolis (9,5%) 4º. Campo Limpo (5,1%) 4º. Vila Leopoldina (5,5%) 4º. Santana (7,0%) 5º. Vila Formosa (4,3%) 5º. República (6,4%) 5º. Ipiranga (5,0%) 5º. Pinheiros (5,4%) 5º. Mandaqui (4,7%) Outros bairros (66,4%) Outros bairros (42,7%) Outros bairros (72,8%) Outros bairros (54,8%) Outros bairros 62,7% Fonte: Priscila Yazbek de Exame.com

Família compra apartamento de US$ 6,5 milhões para filha de dois anos

Chineses desconfiam que dinheiro para a compra tenha saído do governo Por Juliana Américo Lourenço da Silva Infomoney |11h45 | 27-03-2013 SÃO PAULO – Uma família chinesa comprou um apartamento de US$ 6.5 milhões (cerca de R$ 13 milhões, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil do dia 25 de março de 2013) na região de Manhattan, em Nova York, para sua filha de dois anos. De acordo com o site Business Insider, o vice-presidente da imobiliária Sotheby’s International, Kevin Brown, afirmou que uma mulher, não identificada, estava procurando uma moradia em construção para caso sua filha quisesse estudar em universidades americana como Columbia, NYU ou Harvard. O apartamento A propriedade fica no One57, um arranha-céu de vidro na Rua 57, entre às avenidas Sixth e Seventh e com vista para o Central Park. O prédio, que foi desenvolvido por um vencedor do prêmio Pritzker, ainda não está finalizado, mas dispõe de uma biblioteca, mesa de bilhar, um aquário gigante, uma sala de concertos, uma área para dar banho em animais de estimação e será administrado pela marca de hotéis Park Hyatt. Fachada do condomínio One57 em Manhattan, Nova York (Divulgação) A notícia levantou a desconfiança de muitos chineses, que estão interessados em saber de onde veio esse dinheiro. Vários comentários deixados no Weibo, versão oriental do Twitter, sugere que a mulher esteja envolvida com corrupção dentro do governo.

Rossi foca em rentabilidade e reduz lançamentos no 1º trimestre

"A gente praticamente não lançou nada no primeiro trimestre deste ano. O plano de lançamentos vai ser construído a partir da assertividade do plano de geração de caixa", disse o presidente da empresa Por Reuters |14h25 | 27-03-2013 SÃO PAULO - A construtora e incorporadora Rossi Residencial praticamente não fez nenhum lançamento de empreendimentos no primeiro trimestre deste ano, preferindo optar por uma estratégia de recuperação de seus resultados, após ter sofrido em 2012 seu primeiro prejuízo anual. Em teleconferência com analistas, o presidente-executivo da Rossi, Leonardo Diniz, não informou estimativas de lançamentos anuais previstas, optando por dosar o total de novos empreendimentos com o plano de retomada da geração de caixa. "A gente praticamente não lançou nada no primeiro trimestre deste ano (...) O plano de lançamentos vai ser construído a partir da assertividade do plano de geração de caixa", afirmou o executivo. A Rossi praticamente não realizou lançamentos no primeiro trimestre, focando em uma estratégia de recuperação dos resultados (Divulgação Rossi Residencial) "A gente imagina que esta companhia vai estar girando nos próximos três anos algo em torno de 2,5 bilhões a 3 bilhões de reais (em lançamentos)", acrescentou o executivo. Em 2012, a Rossi teve lançamentos de 1,96 bilhão de reais, queda de 54 por cento sobre 2011, antes de iniciar uma revisão estratégica dos negócios, antes baseado em forte crescimento da atuação geográfica e em parcerias para construção de unidades. Sob o novo plano estratégico para o triênio de 2013 a 2015, a Rossi vai se concentrar nos segmentos de média e alta renda, com preço médio das unidades entre 200 mil e 1 milhão de reais. A empresa também deve deixar regiões não mais consideradas como estratégicas para se dedicar às sete regiões metropolitanas onde esteja entre as três maiores do setor. "Em função dos projetos em construção, após 2014 os lançamentos serão totalmente concentrados nestas regiões", disse a Rossi no plano. Com isso, a construtora iniciou venda de terrenos que pode levantar 100 milhões de reais já em 2013, afirmou o executivo. A companhia também vai executar 90 por cento das obras com engenharia própria, aumentando o controle sobre a construção, numa estratégia semelhante à anunciada pela PDG nesta quarta-feira. A Rossi encerrou 2012 com prejuízo de 206 milhões de reais, após lucro de 78,7 milhões de reais em 2011. Enquanto isso, a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) despencou 91 por cento, para 14 milhões de reais. Segundo os detalhes do plano de recuperação da empresa, a Rossi pretende reduzir as despesas gerais e administrativas para patamar de 180 milhões de reais ao ano entre 2013 e 2015, ante 221 milhões em 2012 e 261 milhões em 2011. Além disso, a companhia estima melhorar a relação dívida líquida/patrimônio líquido de 85 a 95 por cento este ano para níveis de 65 a 75 por cento em 2014, e de 35 a 45 por cento em 2015. Em 2012, o indicador ficou em 123 por cento. As ações da Rossi exibiam alta de 2,6 por cento às 12h59, enquanto o Ibovespa subia 0,56 por cento. Em relatório, o Bradesco BBI comentou que "entre as quatro ações mais líquidas do setor, a Rossi está entre os nomes cuja recuperação será mais rápida". Porém, o banco citou que apesar dos avanços da empresa, "recuperações no setor de construção tendem a ocorrer lentamente (quando acontecem)". Como forma de sinalizar a confiança dos administradores da companhia na recuperação, o presidente do conselho da Rossi, João Rossi, afirmou que se comprometeu a reinvestir na empresa os dividendos a que tiver direito até que a relação dívida líquida/patrimônio líquido seja inferior a 50 por cento. Dentro do plano de recuperação, a Rossi afirmou que quer zerar sua dívida líquida corporativa em três anos. A Rossi encerrou 2012 com endividamento líquido de 2,83 bilhões de reais e disponibilidades financeiras de 1,696 bilhão.

sábado, 23 de março de 2013

Mercado Imobiliário - Faça a Escolha Certa

Infográfico mostra os prós e contras de imóveis na planta, residências usadas, imóveis comerciais, terrenos e fundos imobiliários. SÃO PAULO – O mercado imobiliário brasileiro passou por um verdadeiro boom nos últimos anos. Os preços dispararam com o aumento do nível de emprego, da renda e do acesso ao crédito no País. Quem está interessado em investir em imóveis tem cinco opções principais: imóveis residenciais na planta, residências usadas, imóveis comerciais, terrenos e fundos imobiliários. Veja a seguir os prós e contras de cada uma dessas modalidades de investimento e faça a escolha certa: Qual é a melhor forma de investir em um imóvel? Mercado Imobiliário - Faça a Escolha Certa Infográfico: Infografico_Mercado_imobiliario criado por Infomoney - Informação que vale Dinheiro Fonte: Infomoney

Banco do Brasil reduz taxas para crédito imobiliário em mais de 17%

Medida vale para empréstimo em que o imóvel é a garantia da operação SÃO PAULO – O Banco do Brasil reduziu as taxas de juros do Crédito Imóvel Próprio, passando de 1,45% ao mês para 1,20% a.m., uma queda total de 17,24%. A linha de crédito é destinada a correntistas que possuam imóveis residenciais e fazem empréstimos em que o imóvel é a garantia da operação. Além dos juros, a instituição financeira também reduziu a renda mínima, de R$ 6 mil para R$ 4 mil. O valor do empréstimo pode variar entre R$ 20 mil e R$ 5 milhões, sendo que o valor máximo da operação é de até 60% do valor da avaliação do imóvel. Valor da carteira atual é de R$ 717,4 milhões (Getty Images) A operação tem carência de até 89 dias, prazo máximo de 180 meses e não há necessidade de avalista para a contratação. Perspectivas O banco espera dobrar a carteira ao longo de 2013, cujo saldo atual é de R$ 717,4 milhões. Fonte:Por Juliana Américo Lourenço da Silva da Infomoney

sexta-feira, 22 de março de 2013

Casa própria cada mais distante

São muitos os apelos de que o mercado imobiliário está crescendo e que todos agora podem comprar sua casa própria. Porém essa não é a realidade do mercado e dos brasileiros mais pobres. Comprar a casa própria no Brasil ainda é muito difícil. O crédito para compra de casas existe mesmo, porém, 70% dos brasileiros não tem acesso a esse crédito por dois motivos básicos, renda e valor da casa. O primeiro e maior problemas para as pessoas mais pobres comprar uma casa é que o brasileiro ganha em média R$1345 por mês e para conseguir um financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida é necessário ter uma renda de R$ 2345,00 mensais. Ou seja, é no mínimo necessário que duas ou mais pessoas tenham trabalho e estabilidade no emprego para conseguir comprar num programa que deveria ajudar e privilegiar os mais pobres. O segundo problema, o valor da casa, esta ligado diretamente com o crescimento do mercado de construção civil no país. O valor de uma casa subiu muito mais que o salário mínimo nos últimos anos e criou um abismo entre a renda do trabalhador e a compra de uma casa. No entanto, nesse cenário o governo e entidades da classe continuam a não mostrar preocupação e descartar uma possível crise no mercado imobiliário, enquanto outros especialistas apostam em um queda nas vendas, construções e desaquecimento do mercado, não tão grande quando na crise americana, porém ainda uma crise. O principal motivo seria os altos preços e financiamentos caros. Programas como o Minha Casa Minha Vida, Feirão da casa própria e outros tendem a amenizar o problema e empurra-lo para frente. Em algum momento não haverá mais programa governamental e, será que conseguiremos comprar casas com juros e condições oferecidas pelos bancos privados? Nesse cenário, o sonho da casa própria parece cada dia mais longe e demonstra que por enquanto o Brasil não possui uma economia que consiga prover as mais pobres condições de vida dignas em relação a habitação. Fonte: Forum imobiliario