sexta-feira, 23 de novembro de 2012

PDG refaz as contas e quer as pazes com o mercado

A construtora e incorporadora está colocando na ponta do lápis suas operações com o objetivo de voltar aos trilhos. A PDG vem lutando por trimestres consecutivos contra estouros de orçamento, atrasos de entregas e, consequentemente, redução de lançamentos, buscando priorizar venda de estoques e normalização das entregas, com foco em rentabilidade e redução de despesas. “Consideramos a divulgação do novo plano de negócios da PDG como evento importante para a empresa no curto prazo. Até então, a nosso ver, as ações continuarão pressionadas”, acreditam os analistas Alexandre Amson e Fabiola Gama, do Santander. O novo plano de negócios será divulgado junto com os resultados do quarto trimestre de 2012, o que significa que o plano não será anunciado antes de março de 2013. De acordo com o Santander, este novo plano é o principal evento da PDG nos próximos meses e, até sua divulgação, os papéis estarão refém de pressões na bolsa. “Assim que divulgado, esse plano será o maior catalisador para as ações”, avisam os analistas. As ações ordinárias da PDG registram uma desvalorização de 49% em 2012, enquanto o IMOB, índice que acompanha o desempenho de ações do setor imobiliário na bolsa, mostra uma alta de 15%. O Santander tem preço-alvo de 5,20 reais às ações, um potencial de valorização de 65%. A recomendação é de compra. Nesta semana, a agência de classificação de risco Moody’s colocou os ratings corporativos de escala global (Ba2) e de escala nacional (Aa3) da PDG em revisão para rebaixamento. Segundo comunicado da agência, a revisão foi motivada por uma deterioração nos indicadores de crédito da empresa causada por uma rentabilidade menor do que a esperada. Ainda de acordo com o comunicado, a estratégia agressiva de crescimento da empresa gerou aumentos nos custos e atrasos nos lançamentos, e impactou as margens brutas e a rentabilidade da companhia. Além disso, as necessidades de capital de giro pressionaram a estrutura de capital da empresa levando a um aumento significativo da alavancagem e a agência não acredita que haverá uma melhora rápida. A revisão do rating será focada no sucesso da empresa em implementar seu novo posicionamento estratégico para melhorar suas margens, desalavancar em um período de tempo razoável e sustentar sua posição de mercado. (Fonte: Exame.com).

Compradores estão mais confiantes para adquirir imóvel

A redução do desemprego, menores taxas de juros e melhora na renda estão ajudando o paulista a concretizar o sonho da casa própria mais rápido. De acordo com pesquisas, a população compra quase 2 imóveis durante toda a vida. O índice que foi realizado em junho e julho deste ano informa que paulistas de até 29 anos compram 0,2 imóvel, aqueles entre 30 e 39 anos compram 0,6 e dos 40 aos 49 compram 1,4 imóvel. Somente os com idade acima dos 50 anos alcançam a média de 1,8 imóvel. A aceleração da economia também contribuiu para essa evolução e reforça que esses dados ainda podem melhorar com o passar dos anos, pois as condições de compra estão se mantendo acessíveis e a expectativa de vida da população está crescendo. A confiança aumentou porque as famílias estão conseguindo economizar dinheiro e atingir a estabilidade financeira mais cedo, acontecimentos essenciais que estão desencadeando o interesse em adquirir um apartamento e realizar um dos principais objetivos a serem alcançados durante a vida. A segurança em relação ao investimento aumentou, pois existe uma cautela por parte do comprador que pela primeira vez em muito tempo pode abandonar o aluguel e encontrar um imóvel sob medida. Atualmente o cliente consegue escolher se quer viver em um condomínio com área de lazer e próximo a opções de comércio, serviços e meios de transporte porque suas condições permitem essa autonomia. A situação também é positiva para os investidores, que representam 4% dos compradores que estão adquirindo o primeiro imóvel com o objetivo de obter rendimentos com o aluguel.

Descubra tudo que envolve a comprovação de renda na compra de um imóvel na planta

Quando um imóvel é adquirido na planta pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), um dos pontos importantes a verificar no momento da compra é a comprovação de renda. O potencial de financiamento é, em geral, verificado pelo incorporador na assinatura do contrato. No repasse com o agente financeiro, ou seja, quando o comprador for contratar o financiamento após a conclusão da obra, esta comprovação deve ser formalizada diretamente com o banco. Abaixo estão algumas dúvidas com respostas que podem ajudar a esclarecer pontos sobre a comprovação de renda para a compra do imóvel próprio. Como é feita a comprovação de renda no momento da compra? Muitas incorporadoras exigem uma comprovação formal, inclusive, pedem documentos que confirmem a renda declarada. Há casos em que não é solicitado nenhum tipo informação quanto à renda do comprador ou em algumas situações quem está adquirindo deve apenas informar sua renda. O importante é estar consciente de que a forma de comprovar ou a exigência de comprovação varia de acordo com a empresa. Em casos quando a comprovação não é realizada na hora da aquisição, esses documentos não são pedidos em primeira instância porque até o empreendimento ficar pronto - o que deve acontecer dentro de três anos, mais ou menos - o comprador pode mudar de emprego ou passar por alguma situação que interfira em seus rendimentos. Como fazer a comprovação de renda no financiamento? Os documentos exigidos variam de banco para banco. Mas, normalmente, são solicitados conforme a ocupação do cliente: Trabalhadores contratado em regime CLT, funcionários públicos e aposentados Na maioria dos casos deverão ser apresentados os três últimos holerites. Profissionais liberais e autônomos A maior parte dos bancos exige que o comprador entregue o extrato bancário dos seis meses anteriores e/ou a declaração do Imposto de Renda. Uma segunda pessoa pode ajudar a compor a renda? Em geral, os bancos aceitam a composição de renda do cônjuge atual, incluindo os casos de união estável, noivos ou namorados. Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, não há limite de pessoas, nem exigência de grau de parentesco. Porém, a análise é feita caso a caso. Quais dicas para não ter problema no momento de comprovar a renda? - Evite novos endividamentos. A compra de um carro, por exemplo, vai comprometer a sua renda e possivelmente a aprovação do financiamento. - Quando o momento do repasse estiver se aproximando, busque não mudar de emprego, pois é um período de experiência, que pode gerar instabilidade nos seus ganhos. - Faça uma compra consciente: as parcelas do financiamento comprometem cerca de 30% da sua renda. - Organize-se para reunir as documentações de remunerações extras - como aligueis e trabalhos temporários - ou esporádicas, como bônus, participação nos lucros e etc. Fonte: Tibério

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Vendas de moradias usadas nos EUA sobem 2,1% em outubro

Dados da Associação Nacional de Corretores divulgados nesta segunda-feira mostraram alta de 2,1 % nas vendas de moradias usadas em outubro Placas de imóveis à venda nos Estados Unidos: no ritmo atual de vendas, os estoques estariam esgotados em 5,4 meses, a menor taxa desde fevereiro de 2006 Washington - As vendas de moradias usadas nos Estados Unidos subiram inesperadamente em outubro, em um sinal de que leves melhoras no mercado de trabalho do país estão ajudando o setor imobiliário a recuperar o ritmo. Dados da Associação Nacional de Corretores divulgados nesta segunda-feira mostraram alta de 2,1 % nas vendas de moradias usadas em outubro para um taxa ajustada anual de 4,79 milhões de unidades. O resultado ficou acima da mediana de 4,75 milhões de unidades estimada em pesquisa da Reuters. Em setembro, houve ainda revisão da queda de 1,7 para 2,9 % negativos. O economista da associação Lawrence Yun afirmou que a tempestade Sandy, que chegou à costa leste dos EUA em 29 de outubro, teve apenas um leve impacto nas vendas de moradias usadas. A única região em que o ritmo das vendas caiu foi a Nordeste. Mas Yun afirmou que a tempestade poderia reter o ritmo das vendas em novembro e dezembro. Ao longo do país, o preço médio de revenda de moradia ficou em 178.600 dólares em outubro, com alta de 11,1 % em relação a um ano antes, com menos pessoas vendendo suas casas sob condições de dificuldade em comparação com o mesmo período em 2011. Essas vendas sob pressão incluem as execuções hipotecárias. O inventário nacional de moradias usadas à venda caiu 1,4 % ao longo do mês, para 2,14 milhões, o menor nível desde dezembro de 2002. No ritmo atual de vendas, os estoques estariam esgotados em 5,4 meses, a menor taxa desde fevereiro de 2006. O aumento de preço no mês passado foi medido ante outubro de 2011, e desde então as vendas por motivo de dificuldades caíram de 28 % para 24 % das comercializações totais. Fonte: Reuters

Agora é a hora de pechinchar na compra de imóvel

Preços em desaceleração no mercado e saldões de fim de ano podem oferecer boas oportunidades a quem busca a casa própria SÃO PAULO - A desaceleração da alta do preço do imóvel em São Paulo é uma boa oportunidade para o consumidor encontrar a casa própria em condições mais favoráveis do que há um ou dois anos, quando o ritmo de valorização era mais forte. A situação deve permanecer confortável já que, segundo especialistas, a tendência é de estabilização do valor do metro quadrado. Além disso, os saldões de fim de ano podem ser a chance para se obter um desconto. "O consumidor não vai encontrar um viés de alta e pode até conseguir comprar por um valor mais barato. Os preços estão mais corretos em comparação com o boom dos últimos anos", afirma João da Rocha Lima Júnior, professor de mercado imobiliário da Escola Politécnica da USP. Diante da economia frágil, diz Rocha, as empresas estão acomodando seus preços para diminuir estoques. "Isso às vezes aparece de maneira indireta por meio dos descontos e das facilidades de compra." Ficar atento às promoções também pode ser uma maneira de conseguir um preço mais vantajoso. "Além dos estoques mais elevados, há também uma questão orçamentária. Algumas empresas precisam fechar o orçamento do ano e pode ser que façam 'loucuras' para vender um imóvel", afirma Roy Martelanc, professor da FEA-USP. "No fim de ano, o consumidor também tem mais tempo para procurar." O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, também acredita em um bom momento para o consumidor, mas ressalta que a expectativa de aceleração da economia no ano que vem pode levar a uma nova alta nas cotações do metro quadrado. "O aquecimento da atividade pode gerar um novo descolamento de preço a partir do 2.º semestre do ano que vem, por exemplo." Preço baixo, contudo, nem sempre é sinônimo de bom negócio, especialmente no mercado de usados. "Um valor muito abaixo do preço de mercado indica que há alguma coisa de errado no local, às vezes um inventário mal resolvido ou dificuldade de deslocamento", afirma Elizeu Mardegan Júnior, diretor da BM Sua Casa, especializada em financiamento imobiliário. Mas o momento de preços mais comportados não significa que os valores do metro quadrado caibam em todos bolsos. "Se quiser um bom preço, o consumidor não deve se restringir tanto a pequenas regiões, tem de estar disposto a migrar um pouco", diz Rodrigo Guedes, gerente-geral da imobiliária Lello. "O consumidor pode comprar algo menor e trocar daqui a cinco anos. Pelo menos ele não 'carrega' um imóvel mais caro sem necessidade", diz Martelanc, da FEA-USP. Locação. Se o financiamento não couber no orçamento, uma saída é optar pela locação. "O comprador pode guardar a diferença do que pagaria no financiamento para comprar um imóvel no futuro", diz Martelanc. É o que planeja o casal de engenheiros Cecília Merighi e Edson Hilios. "Noivamos no começo do ano, fizemos uma busca básica de valores e nos assustamos: os preços de uma casa padrão com dois quartos e uma vaga de garagem se iniciavam em R$ 450 mil", lembra Hilios. "Cogitamos alugar. Nossos colegas de trabalho, incluindo gerentes, não tiveram um aumento tão substantivo do salário como houve nos preços imobiliários." Há dois meses, eles intensificaram a busca, mas ainda sem sucesso. O imóvel que procuram, com dois quartos e duas vagas de garagem, teria de custar até R$ 500 mil, valor máximo que é possível aportar do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A maior dificuldade, contam, é o trato com os corretores. "Vemos que a diferença de valores cobrados entre imobiliárias é muito grande, coisa de R$ 100 mil." Estabilidade. Em São Paulo, o momento mais estável do mercado imobiliário se reflete no movimento desigual de alta entre os bairros. O índice FipeZap, que pesquisa o valor de imóveis prontos (exceto lançamentos) na internet, já capta uma oscilação de quase 50 pontos porcentuais entre os locais com maior e menor variação. É o caso da Santa Ifigênia, no centro da cidade, cujo metro quadrado subiu 41,6% nos últimos 12 meses até outubro. Na outra ponta, a região de Cidade A.E. Carvalho, na zona leste da capital, o metro quadrado recuou 7,7% no mesmo período. "A oscilação da variação de preço é grande, mas eu considero isso um sinal de que o mercado está mais dentro da normalidade", afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap. / COLABOROU YOLANDA FORDELONE Fonte: Estadaõ Hugo Passarelli, do Economia & Negócios

As regiões metropolitanas que mais vão crescer até 2025

Estudo da ONU projeta as regiões metropolitanas do país que vão ter maior crescimento populacional até 2025. São Paulo e Rio de Janeiro estão entre as últimas Crescimento São Paulo - As cidades brasileiras estão crescendo, e muito. Até 2025, algumas das regiões metropolitanas do país vão ter um aumento populacional de até 145,13%. Quem imagina um aumento maior em regiões como São Paulo e Rio de Janeiro pode se surpreender: as áreas próximas a algumas capitais do Norte e Nordeste do Brasil - assim como o interior do estado paulista - aparecem alto no ranking das que prometem mais crescimento. As informações são do programa de Habitação da Organização das Nações Unidas, conhecido como UN-Habitat, que publicou um estudo intitulado "O estado das cidades mundiais".

Começa a demolição da Villa Daslu em SP

O empreendimento será reformado e, no lugar de roupas e acessórios de grandes marcas internacionais, abrigará escritórios, restaurantes e um teatro multiuso São Paulo - Símbolo de riqueza e luxo, o prédio que abrigou a Villa Daslu, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, está sendo parcialmente demolido. O empreendimento será reformado e, no lugar de roupas e acessórios de grandes marcas internacionais, abrigará escritórios, restaurantes e um teatro multiuso. A previsão é de que tudo esteja pronto no segundo semestre de 2013. Cercado por telas de proteção e máquinas, o edifício terá toda a fachada removida e modificada, para ficar no mesmo padrão que os outros prédios do empreendimento, totalmente high-tech. Como novos andares serão construídos, a estrutura será reforçada. Atualmente com cinco andares, o prédio terá 11 e a área construída chegará a 28 mil m². Placas brancas de crystalato (material feito de vidro) foram importadas do Japão e ao lado de blocos de vidros espelhados darão requinte ao revestimento. O arquiteto Bernardo Fort-Brescia, do escritório Arquitectonica, é o responsável pelo projeto. O estilo é o mesmo já adotado na fachada do Shopping JK. Onde antes ficavam lojas de marcas que ainda não tinham loja no Brasil, como Chanel, Pucci e Gucci, serão construídos escritórios com áreas entre 1,2 mil e 5 mil m². Nos tempos áureos, a fama da loja era tanta que ela chegou a fazer parte do circuito turístico da cidade oferecido por agências de viagens - mas para clientes VIPs, é claro. Hoje, a fama permanece a mesma. A butique continua a existir, instalada no maior lote do já badalado Shopping JK, ao lado das grifes internacionais que ajudou a divulgar no Brasil. Fonte: Adriana Ferraz e Juliana Deodoro do ESTADÃO