Corretor de imóveis devidamente credenciado no serviço público federal Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, CRECISP 82.114, desde 2007. Com passagens pelas maiores empresas do mercado. Tendo atuado ainda na área de crédito imobiliário pelo banco Santander. Se procura por imóvel eu serei o seu consultor. Contato - consulteocreci82114@gmail.com
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Pesquisa do Ipea apontava existência de uma bolha no mercado de imóveis do Brasil, negada por especialistas
Em agosto, Mário Jorge Mendonça e Adolfo Sachsida, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lançaram o estudo "Existe bolha no mercado imobiliário brasileiro?". A conclusão dele — que aponta "a possibilidade concreta de existência de uma bolha no mercado de imóveis no Brasil" — foi suficiente para levantar polêmica no setor.
Representantes do mercado negaram a hipótese. Dois meses depois, um estudo da Fundação Getulio Vargas, comandado por Paulo Gala, Rogério Mori e Emerson Fernandes Marçal, que teve por base São Paulo, também apresentou conclusão oposta.
— Não tem como negar nem afirmar. Se uma bolha é 100%, estamos nos 50%. Os dados são contraditórios: dependem do que você usa para comparar — explica Gala, professor de economia FGV.
De acordo com o indicador utilizado para fazer a comparação, a existência pode ser real ou não. Usando o aumento da renda ou a taxa de juros, os preços dos imóveis não aumentaram muito. Se a inflação fosse a escolhida, subiriam consideravelmente.
Mendonça, do Ipea, voltou atrás e negou a própria teoria, tão logo veio a repercussão de seus estudos.
— Não acredito no colapso do mercado imobiliário. Acredito, sim, num ajuste tal como já ocorreu no mercado de veículos — afirmou, em resposta por e-mail.
O assunto é, inclusive, alvo da preocupação do governo federal, que teme uma crise como a que ocorreu nos EUA, em 2008 (confira abaixo). Em setembro de 2011, um decreto determinou que o IBGE criasse um índice para monitorar preços de imóveis, numa estratégia antibolha. (Fonte: Extra Online).
Imóveis apresentam a menor alta desde o início da pesquisa FipeZap
O preço médio do metro quadrado de apartamentos usados em sete capitais brasileiras mais o Distrito Federal foi de R$ 6.920 em outubro, conforme revelou o indicador elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) e pela Zap Imóveis, que trata de unidades residenciais.
O destaque novamente aponta para o Rio de Janeiro, que chegou a R$ 8.452 no período, seguido pelo Distrito Federal, com R$ 8.056, conforme mostra tabela abaixo:
Preço médio anunciado do metro quadrado
Capital out/12
Rio de Janeiro R$ 8.452
Distrito Federal R$ 8.056
São Paulo R$ 6.882
Recife R$ 5.489
Fortaleza R$ 4.834
Belo Horizonte R$ 4.850
Salvador R$ 3.808
Fonte: Fipe/Zap Imóveis
No geral, o preço de venda de apartamentos usados aumentou, em média, 0,8% em outubro, em comparação com o mês de setembro. De acordo com a pesquisa, este é o menor valor registrado pela série, iniciada em setembro de 2010. Considerando o período dos últimos 12 meses terminados em outubro, a alta acumulada chega a 14,4%. Desde o início de 2012 o aumento foi de 11,6%.
Em outubro, conforme mostra o levantamento, os preços subiram mais em São Paulo, Rio e Recife – os três com alta de 1,1%. Na sequência, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1%, e Salvador, que apresentou alta de 0,4%. Os recuos foram registrados em Fortaleza (-1%) e no Distrito Federal (-1,1%).
Comparando os últimos 12 meses terminados em outubro, a cidade de Recife acumula a maior alta, de 20,8%. São Paulo registrou aumento de 17%, Rio de Janeiro de 16%, Fortaleza, de 12,8%, Belo Horizonte, de 9,5% e Salvador, de 8,1%. Distrito Federal registrou alta de 2,1%, a menor no período.
O indicador também acompanha o preço conforme o número de dormitórios. Em outubro, a valorização mais intensa foi a dos imóveis de um e dois dormitórios, com aumentos de 1,2% e 0,9% respectivamente, seguidos pelos de três dormitórios, com alta de 0,8%. Os imóveis de quatro dormitórios ficaram estáveis na valorização de outubro.
Em São Paulo, a maior variação foi dos imóveis de um e dois dormitórios, com altas de 1,4% e 1,1%. Em seguida, aparecem os apartamentos de três e quatro dormitórios, com crescimentos de 0,9% e 0,8%, respectivamente.
(Fonte: InfoMoney).
Lapa se verticaliza e lançamentos são vendidos rapidamente
De acordo com a empresa de pesquisas Geoimovel, das 3.873 unidades residenciais lançadas desde janeiro de 2007 (distribuídas em 38 empreendimentos), há hoje apenas 135 à venda. Um estudo feito pela Esser Incorporadora mostra que a Lapa tem menos lançamentos à venda do que o vizinho e cobiçado distrito de Perdizes. No ano passado, por exemplo, das 1.031 lançadas na Lapa, 96% foram vendidas -já em Perdizes, esse percentual foi de 64%.
Para Nick Dagan, diretor de Incorporações da Esser, a combinação de preço e localização explica o sucesso dos empreendimentos na região. "O diferencial da Lapa na comparação com Perdizes é o preço do metro quadrado."
O preço médio do metro quadrado no distrito é de R$ 7.666, segundo a Geoimovel, e inferior aos vizinhos Perdizes (R$ 8.895) e Pinheiros (R$ 12.613). Desde 2007, o aumento de preços na Lapa foi de 138%, percentual superior à alta de São Paulo, que foi de 113% segundo cálculos da Geoimovel. Segundo a empresa de pesquisa, cinco novas torres residenciais deverão ser lançadas em breve.
"Há alguns anos, a Lapa estava fora da cidade e é curioso ver como hoje ela foi incorporada à São Paulo", diz João D'Ávila, diretor-técnico da Amaral D'Ávila Engenharia de Avaliações.
Para ele, a Lapa está "trocando de pele". A antiga roupagem, industrial e com grandes galpões (misturada com casas construídas na primeira metade do século passado) dá, aos poucos, dá lugar a grandes prédios residenciais.
A cidade está crescendo nessa direção. Na zona oeste, Higienópolis se esgotou, depois Perdizes e Pompeia. Agora é a hora da Lapa e da Vila Leopoldina", diz Dagan.
Ele conta que a maioria dos empreendimentos na Lapa tem como foco os jovens (solteiros, divorciados ou recém-casados).
"Estávamos estudando um lançamento sofisticado na Lapa, com apartamentos de 80 metros quadrados e quadra de tênis. Mas começamos a aprofundar as pesquisas de mercado e ficamos em dúvida se venderia. Na última hora decidimos lançar unidades menores, de 60 metros quadrados, com um padrão mais acessível e vendemos muito bem", afirma.
Para Ricardo Gonçalves, coordenador do curso de pós-graduação em Negócios Imobiliários da FAAP, a maior desvantagem do distrito é a acessibilidade e a falta de estações de metrô. "A rua Guaicurus tem um tráfego muito pesado. Em termos de mobilidade, Perdizes ganha da Lapa", diz. Por outro lado, é uma região com boa infraestrutura de escolas, hospitais e comércio.
O engenheiro químico Gelson Roberto Mendonça, 60, mora na região há 13 anos e diz não gostar da verticalização da Lapa. "Não temos como evitar o lançamento desses prédios. Espero apenas que pensem de maneira urbanística e que planejem um pouco, para que o bairro não perca autenticidade", observa. (Fonte: Folha de S. Paulo).
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Os prós e contras de financiar um imóvel por 30 anos
O que pesar antes de assumir uma dívida tão longa? Período de 30 anos é longo demais para tentar fazer qualquer previsão, e risco é alto
São Paulo – O alto preço dos imóveis, principalmente nas capitais brasileiras, tem feito muita gente acreditar que será impossível comprar a casa própria sem se endividar por 20 ou 30 anos. Mas durante esse período, muita coisa pode mudar, tanto na região onde fica o imóvel desejado quanto na vida do comprador. Quanto maior o prazo, mais difícil é tentar fazer uma previsão. Será que um financiamento tão longo é o mais adequado para você?
Antes de assumir um compromisso tão longo é preciso pesar uma série de prós e contras e tomar muitos cuidados. Veja a seguir o que você deve ponderar antes de entrar numa dívida como essa, e que características o imóvel deve ter para você não ter problemas no futuro.
Você não está preso ao financiamento ou ao imóvel por 30 anos
Financiar um imóvel por 30 anos é um compromisso repleto de incertezas. Nesse meio tempo, a região onde o imóvel está localizado pode mudar radicalmente, você pode casar ou se divorciar, ter filhos, seus pais podem ir morar com você depois de aposentados, seus filhos podem sair de casa, você ou alguém da sua família pode falecer, ficar doente ou desempregado, e assim por diante.
Essa questão pode apavorar quem pensa em assumir um financiamento, mas nem mesmo esse tipo de compromisso é um caminho sem volta. Primeiro porque você pode amortizar o seu financiamento a qualquer momento com seus recursos próprios, ou a cada dois anos com o seu FGTS.
“Só porque você pegou crédito por 30 anos não significa que você terá que pagar durante 30 anos”, diz Marcelo Prata, CEO da consultoria de crédito imobiliário Canal do Crédito. É claro que quanto menor o tempo de financiamento, menos juros você paga. Mas quando você amortiza o saldo devedor, os juros referentes à quantia amortizada deixam de ser cobrados.
Outra alternativa, um pouco mais complicada, mas factível, é vender o imóvel no meio do financiamento, passando a dívida adiante. O comprador toma um novo financiamento, quita a sua dívida e fica com um financiamento no nome dele, desonerando você completamente. Caso o governo consiga aprovar regras melhores para a portabilidade de financiamentos imobiliários – hoje muito custosa em função dos gastos cartoriais –, esse processo se tornará ainda mais simples, diz Marcelo Prata.
Mas ele alerta: “Nunca faça contrato de gaveta”. O contrato de gaveta entre vendedor e comprador faz com que este assuma o pagamento da dívida do vendedor, que, no entanto, continua com o financiamento em seu nome. Caso o comprador deixe de pagar alguma parcela, quem vendeu o imóvel é quem vai ter que arcar com as consequências. O risco, portanto, é grande.
Como é o entorno do imóvel?
Para José Luiz Monteis, diretor-superintendente da Cia. Inteligência e Coordenação, que atua no mercado imobiliário, a análise do entorno é primordial quando se está escolhendo um imóvel para financiar em um prazo tão longo. Mesmo que você não vá morar no local por 20 ou 30 anos, é possível que futuramente você queira alugá-lo para depois se mudar para outro lugar.
“Algumas áreas podem causar preocupação no futuro, como locais que ainda estão se desenvolvendo, onde há crescimento imobiliário. Por exemplo, galpões e imóveis industriais que ainda possam ser derrubados para darem lugar a novos imóveis, favelas que possam crescer ou terrenos que ainda aguardem construção”, diz Monteis, lembrando que essas mudanças podem afetar o perfil do bairro, a insolação do imóvel ou a vista, por exemplo.
Por isso, bairros onde o zoneamento urbano já está definido, onde não há mais expansão e que são mais residenciais são mais seguros, nesse sentido. Além disso, se você pretende algum dia alugar o imóvel, prefira boas localizações, bem servidas de transporte público e próximas a centros comerciais, o que é crucial para os locatários nas grandes cidades.
Lembre-se de que se você ainda é jovem e decide entrar em um financiamento longo logo no início da carreira, você corre o risco de travar a sua mobilidade para aproveitar oportunidades profissionais em bairros ou cidades distantes. “Neste caso, prefira um imóvel que tenha boa liquidez e que seja alugado facilmente, como um apartamento mais padrão de dois quartos. Se você precisar deixá-lo amanhã, pelo menos terá como repassar o financiamento ou pagar as parcelas com o aluguel com certa facilidade”, diz Marcelo Prata.
Você é avesso a tomar crédito?
Marcelo Prata lembra que algumas pessoas são realmente avessas a crédito. “Por mais que ela esteja trocando o aluguel por uma parcela do financiamento, seus hábitos são de poupador, e isso independe da faixa etária”, diz Prata. Para ele, neste caso, o melhor é mesmo poupar e vender bens, como um carro, para tentar comprar à vista mesmo. “Essas pessoas sofrem com os juros, independentemente de quanto sejam. Melhor andar a pé por algum tempo do que tomar crédito”, acredita.
Você está numa situação de vida estável?
Segundo Marcelo Prata, muita gente associa a compra de um imóvel a uma grande mudança na vida, como um casamento, uma união estável, uma promoção ou uma mudança de emprego. Mas isso pode ser um erro se a pessoa assumir um financiamento muito longo sem estar preparada.
“Você já está passando por uma grande mudança. Não sabe se vai estar apto a assumir a incerteza de um financiamento de 20 ou 30 anos. Neste caso, é melhor estabilizar a vida profissional primeiro, para depois tomar uma decisão de longo prazo”, diz o CEO do Canal do Crédito.
Ele dá o exemplo do casal jovem que resolve sair da casa dos pais para casar ou morar junto sem ter tido a experiência de morar só. “Essas pessoas ainda não têm noção dos custos de morar sozinhos e já vão assumir a parcela de um financiamento? É melhor esperar uns três ou cinco anos para saber como ficará o orçamento antes de se endividar. Claro que se as duas pessoas já são maduras, se estabilizaram profissionalmente e moram sozinhas, é muito mais tranquilo entrar em um financiamento”, explica.
Um financiamento longo é mesmo a melhor alternativa para você?
O economista Luiz Calado, autor do livro “Imóveis – Seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”, lembra que, em financiamentos muito longos, pagam-se mais juros. Além disso, no início o comprador paga mais juros do que efetivamente o valor do imóvel, pois a maior parte da parcela é composta pelo valor referente aos juros.
“Não necessariamente financiar é a melhor coisa. Você no início paga muito pouco pelo valor do imóvel. Pode ser melhor continuar no aluguel e ir poupando para dar uma entrada maior e financiar em menos tempo, ou pagar o imóvel à vista”, observa Calado.
Já para Marcelo Prata, o fato de poder amortizar a dívida longa antecipadamente é um fator que deve levar o comprador a considerar um financiamento mais longo. Primeiro porque, para financiar em um tempo mais curto (pois deu um grande valor de entrada) ou pagar um imóvel à vista, o comprador pode ter de se descapitalizar completamente, ficando sem qualquer reserva de emergência, o que é bastante arriscado.
Em segundo lugar, quem poupa para dar uma entrada maior ou pagar um imóvel à vista pode acabar sendo atropelado pela valorização dos imóveis. “Se você financia um imóvel de 500.000 reais, você trava aquele valor em 500.000 reais. Não tem que ficar correndo atrás da valorização”, diz Prata.
Fonte:Julia Wiltgen, de EXAME.COM
Corretor de imóveis brasileiro busca ampliar negócios nos EUA
Números da Miami Association of Realtors (a associação dos corretores local) apontam que clientes brasileiros respondiam, no fim do ano passado, por 12% de todo o mercado imobiliário de Miami. Isto faz com que o mercado americano também seja atrativo para corretores de imóveis brasileiros que busquem ampliar negócios. Este é o principal tema do Corretor Global edição Orlando, que ocorrerá no Estado da Flórida (EUA), nos dias 07 e 08 de novembro.
E iniciar os negócios significa uma busca constante. O corretor de imóveis, Leandro Oliveira, atua no mercado internacional há dez anos, por conta de um corretor americano que lhe ofereceu a oportunidade “Residia na Flórida e iniciei como auxiliar no processo de financiamento de casas. Posteriormente fiz o curso de Real State e assim fui me aprofundando no mercado americano e brasileiro”, afirma Oliveira.
Ética e profissionalismo são adjetivos que definem o trabalho dos corretores de imóveis nos EUA. “O corretor americano trabalha essencialmente na internet e há um vínculo de confiança entre profissionais. Para o mercado brasileiro seria interessante ter esse mesmo modelo de trabalho”, enfatiza.
Segundo o corretor de imóveis, Bruno Girard, participar de transações imobiliárias nos EUA pode trazer ao corretor de imóveis brasileiro um diferencial competitivo. “O corretor pode abrir um leque de serviços prestado ao cliente, alavancando possibilidades e ainda pode aumentar seus ganhos financeiros”, diz Girard, que há 14 anos atua em Miami.
Antes de fazer parcerias, conheça o mercado
Conhecer o mercado em que irá atuar é o primeiro passo para a busca de parcerias e negócios. Bruno Girard lista algumas dicas:
1. Procure um parceiro que tenha entre 8 e 10 anos de experiência, que conheça o modo de trabalhar com estrangeiros, pois ele possui informações sobre as áreas de maior valorização ou possíveis áreas de deterioração, bem como a situação econômica dos condomínios.
2. Os valores de comissão podem variar de parceiro a parceiro. Tenha claro o protocolo de trabalho e remuneração, para evitar problemas. Esta comissão vai depender do trabalho que o corretor vai fazer no Brasil de pré-qualificação.
3. Tenha uma noção dos tipos de contratos, etapas e tempos, os tempos de pagamentos, inspeção da unidade, leitura dos documentos do condomínio, e as perdas possíveis se os prazos não forem compridos.
Corretor Global edição Orlando
O Corretor Global edição Orlando será exclusivo à comitiva brasileira que irá participar do Realtors Conference & Expo, maior evento do mercado imobiliário mundial que ocorrerá dos dias 09 a 12 de novembro, também em Orlando. A programação terá um formato dinâmico com visitas técnicas e workshops sobre o mercado imobiliário norte-americano. Para acessar a programação completa e obter mais informações para participação, acesse www.eventousa.com.br. (Fonte: Redação Redimob).
Construção civil tem de aumentar a produtividade
A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que, embora o desaquecimento persista, houve leve melhora do desempenho do setor em setembro. Chama a atenção o esforço das construtoras para elevar a produtividade, pois nem lucros nem faturamento são tidos como satisfatórios.
Este é o terceiro semestre consecutivo de atividade fraca, mas o futuro é visto com algum otimismo - as pequenas e médias empresas alimentam expectativas favoráveis quanto ao nível de atividade, mas as grandes estão menos confiantes.
O uso da capacidade, por exemplo, é de 72% nas pequenas empresas, 70% nas médias e de apenas 64% nas grandes. Algumas companhias, em dificuldades para fechar as contas, foram capitalizadas. Em geral os sócios dispõem de recursos para isso.
Assim, a situação financeira foi avaliada como adequada, melhorando em relação ao trimestre abril-junho. Mas a retomada depende de melhoria da gestão, o que se nota no caso de algumas incorporadoras, que, apesar do cenário adverso, continuam muito lucrativas.
O crescimento esperado virá, notadamente, da construção de edifícios e obras de infraestrutura. Entre janeiro e setembro, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou aumento de 36,4% do montante financiado, em relação ao mesmo período de 2011. Nos últimos 12 meses, os bancos que captam recursos via cadernetas de poupança emprestaram R$ 79,7 bilhões para 458,8 mil unidades. O Conselho do FGTS acaba de liberar recursos para reformas de casa. Se as construtoras julgam difícil o acesso ao crédito, é provável que isso se deva às obras de infraestrutura.
Numa perspectiva de longo prazo, o setor da construção vive uma fase de ajustes, caracterizada pela acomodação dos negócios num patamar ainda bastante elevado. Passada a euforia, é hora de um controle cada vez mais rígido dos custos e do aumento da produtividade. Indiretamente, isso já se nota no emprego: entre dezembro de 2011 e abril de 2012, segundo o Sinduscon-SP, foram abertas 42,2 mil vagas na construção, mas, desde maio, a evolução foi muito lenta. Entre agosto e setembro, foram cortados 1,2 mil postos. Em âmbito nacional, os dados da CNI confirmam os do Sinduscon.
As grandes empresas pretendem cortar mais pessoal, em busca de produtividade. Mas, para que a fase de transição seja superada, o setor depende da capacidade das famílias de aceitar os preços pedidos pelos imóveis e de os governos conseguirem investir mais em novas obras.
(Fonte: O Estado de São Paulo).
Mercado de imóveis usados tem alta de 16% em São Paulo
O mercado de imóveis usados interrompeu em agosto a sequência de três meses de queda nas vendas no Estado de São Paulo ao registrar crescimento de 16% em comparação com julho. Houve reação também no mercado de locação residencial, que vinha com dois meses em queda e fechou agosto com expansão de 24,64% no número de casas e apartamentos alugados.
Pesquisa feita com 1.418 imobiliárias, de 37 cidades do Estado, pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) registrou que o índice estadual de vendas evoluiu de 0,6013 em julho para 0,6975 em agosto.
Essa alta de 16% é resultado do aumento de vendas em três das quatro regiões pesquisadas: na Capital (+ 47,61%), no Interior (+ 15,52%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano! , Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 7,38%). As vendas caíram 0,88% no Litoral.
As imobiliárias pesquisadas alugaram em agosto 3.605 imóveis - com projeção de 25.773 imóveis alugados, número que fez o índice estadual de locação crescer 24,64%, de 2,0398 em julho para 2,5423 em agosto.
O número de novas locações teve alta expressiva no Interior (+ 40,8%) e na Capital (+ 32,05%) em agosto em comparação com julho, mas registrou queda no Litoral (- 9,62%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (- 4,10%).
O bom desempenho das vendas e da locação no período impactou positivamente o Índice Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais do CRECISP.
O índice CRECISP registrou crescimento de 30,22% em relação a julho, com alta acumulada de 7,7% no ano. Foram computados no índice de agosto preços de venda e valores de locação de 4.130 imóveis pesquisados nas 37 cidades do Estado.
O balanço de janeiro a agosto da pesquisa CRECISP mostra que o volume acumulado de imóveis usados negociados no Estado é negativo em 4,72%. O mercado de locação residencial acumula resultado positivo, de 22,71%.
"É sempre mais fácil alugar do que comprar um imóvel, mesmo sendo usado, o que explica os resultados diferenciados acumulados nesses dois mercados", afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP.
Neto diz que o mercado de imóveis usados poderá reverter o resultado negativo nos próximos meses se parte do dinheiro extra que vai entrar na economia se destinar à compra da casa própria.
Esses recursos adicionais são os relativos a bônus de participação em resultados normalmente pagos pelas empresas nesta época, os ganhos em dissídios salariais de grandes categorias profissionais, como os bancários, e o 13º salário.
A pesquisa CRECISP apurou que casas e apartamentos usados com valor final de venda superior a R$ 200 mil foram os mais vendidos no Estado de São Paulo em agosto, com participação de 58% no total de contrato! s formalizados nas 1.418 imobiliárias consultadas. Elas venderam mais apartamentos (53,79% do total) do que casas (46,21% do total).
A maioria das vendas em agosto foi feita por meio de financiamento bancário em três das quatro regiões que compõem a pesquisa CRECISP. O maior percentual de imóveis vendidos dessa forma - 72,72% dos contratos - foi registrado nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. No Interior, 70,23% dos imóveis vendidos estavam lastreados em crédito de bancos.
Na Capital, as vendas de imóveis financiados representaram 50,63% do total. O Litoral foi a única região em que as vendas à vista superaram as feitas com crédito de bancos, com 47,75% e 47,3% respectivamente.
Os bairros de regiões centrais das cidades pesquisadas foram os que concentraram a maioria das vendas de imóveis no Interior (84,33% do total), no Litoral (64,41%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (80,42%).
Casas e apartamentos com aluguel mensal de até R$ 800,00 representaram 50,48% do total de novas locações formalizadas em agosto nas 1.418 imobiliárias que responderam à pesquisa do CRECISP nas 37 cidades pesquisadas. Elas alugaram 1.930 casas, o equivalente a 53,56% do total, e 1.674 apartamentos, correspondente a 46,44% das locações.
A pesquisa CRECISP constatou que 63,94% das locações efetivadas em agosto tinham o fiador como garantidor dos pagamentos em caso de inadimplência dos inquilinos, mas essa preferência se distribuiu de forma diferenciada pelas quatro regiões que integram a pesquisa.
O fiador esteve presente em 42,99% dos contratos na Capital, em 87,21% no Interior, em 43,16% no Litoral e em 47,08% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.
O número de inquilinos inadimplentes aumentou 1,33%, passando de 3,75% do total de contratos em julho, para 3,8% em agosto. As imobiliárias receberam de volta de inquilinos que tinham contrato em vigor 2.042 casas e apartamentos, número equivalente a 56,57% do total de novas locações.
Os bairros localizados em regiões centrais das cidades continuam sendo os preferidos dos novos inquilinos. Em agosto, pertenciam à região central 80,48% dos imóveis alugados no Interior; no Litoral, eles eram 76,84%, percentual que foi de 75% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.
A pesquisa CRECISP foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.
(Fonte: Terra).
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