Corretor de imóveis devidamente credenciado no serviço público federal Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, CRECISP 82.114, desde 2007. Com passagens pelas maiores empresas do mercado. Tendo atuado ainda na área de crédito imobiliário pelo banco Santander. Se procura por imóvel eu serei o seu consultor. Contato - consulteocreci82114@gmail.com
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Os prós e contras de financiar um imóvel por 30 anos
O que pesar antes de assumir uma dívida tão longa? Período de 30 anos é longo demais para tentar fazer qualquer previsão, e risco é alto
São Paulo – O alto preço dos imóveis, principalmente nas capitais brasileiras, tem feito muita gente acreditar que será impossível comprar a casa própria sem se endividar por 20 ou 30 anos. Mas durante esse período, muita coisa pode mudar, tanto na região onde fica o imóvel desejado quanto na vida do comprador. Quanto maior o prazo, mais difícil é tentar fazer uma previsão. Será que um financiamento tão longo é o mais adequado para você?
Antes de assumir um compromisso tão longo é preciso pesar uma série de prós e contras e tomar muitos cuidados. Veja a seguir o que você deve ponderar antes de entrar numa dívida como essa, e que características o imóvel deve ter para você não ter problemas no futuro.
Você não está preso ao financiamento ou ao imóvel por 30 anos
Financiar um imóvel por 30 anos é um compromisso repleto de incertezas. Nesse meio tempo, a região onde o imóvel está localizado pode mudar radicalmente, você pode casar ou se divorciar, ter filhos, seus pais podem ir morar com você depois de aposentados, seus filhos podem sair de casa, você ou alguém da sua família pode falecer, ficar doente ou desempregado, e assim por diante.
Essa questão pode apavorar quem pensa em assumir um financiamento, mas nem mesmo esse tipo de compromisso é um caminho sem volta. Primeiro porque você pode amortizar o seu financiamento a qualquer momento com seus recursos próprios, ou a cada dois anos com o seu FGTS.
“Só porque você pegou crédito por 30 anos não significa que você terá que pagar durante 30 anos”, diz Marcelo Prata, CEO da consultoria de crédito imobiliário Canal do Crédito. É claro que quanto menor o tempo de financiamento, menos juros você paga. Mas quando você amortiza o saldo devedor, os juros referentes à quantia amortizada deixam de ser cobrados.
Outra alternativa, um pouco mais complicada, mas factível, é vender o imóvel no meio do financiamento, passando a dívida adiante. O comprador toma um novo financiamento, quita a sua dívida e fica com um financiamento no nome dele, desonerando você completamente. Caso o governo consiga aprovar regras melhores para a portabilidade de financiamentos imobiliários – hoje muito custosa em função dos gastos cartoriais –, esse processo se tornará ainda mais simples, diz Marcelo Prata.
Mas ele alerta: “Nunca faça contrato de gaveta”. O contrato de gaveta entre vendedor e comprador faz com que este assuma o pagamento da dívida do vendedor, que, no entanto, continua com o financiamento em seu nome. Caso o comprador deixe de pagar alguma parcela, quem vendeu o imóvel é quem vai ter que arcar com as consequências. O risco, portanto, é grande.
Como é o entorno do imóvel?
Para José Luiz Monteis, diretor-superintendente da Cia. Inteligência e Coordenação, que atua no mercado imobiliário, a análise do entorno é primordial quando se está escolhendo um imóvel para financiar em um prazo tão longo. Mesmo que você não vá morar no local por 20 ou 30 anos, é possível que futuramente você queira alugá-lo para depois se mudar para outro lugar.
“Algumas áreas podem causar preocupação no futuro, como locais que ainda estão se desenvolvendo, onde há crescimento imobiliário. Por exemplo, galpões e imóveis industriais que ainda possam ser derrubados para darem lugar a novos imóveis, favelas que possam crescer ou terrenos que ainda aguardem construção”, diz Monteis, lembrando que essas mudanças podem afetar o perfil do bairro, a insolação do imóvel ou a vista, por exemplo.
Por isso, bairros onde o zoneamento urbano já está definido, onde não há mais expansão e que são mais residenciais são mais seguros, nesse sentido. Além disso, se você pretende algum dia alugar o imóvel, prefira boas localizações, bem servidas de transporte público e próximas a centros comerciais, o que é crucial para os locatários nas grandes cidades.
Lembre-se de que se você ainda é jovem e decide entrar em um financiamento longo logo no início da carreira, você corre o risco de travar a sua mobilidade para aproveitar oportunidades profissionais em bairros ou cidades distantes. “Neste caso, prefira um imóvel que tenha boa liquidez e que seja alugado facilmente, como um apartamento mais padrão de dois quartos. Se você precisar deixá-lo amanhã, pelo menos terá como repassar o financiamento ou pagar as parcelas com o aluguel com certa facilidade”, diz Marcelo Prata.
Você é avesso a tomar crédito?
Marcelo Prata lembra que algumas pessoas são realmente avessas a crédito. “Por mais que ela esteja trocando o aluguel por uma parcela do financiamento, seus hábitos são de poupador, e isso independe da faixa etária”, diz Prata. Para ele, neste caso, o melhor é mesmo poupar e vender bens, como um carro, para tentar comprar à vista mesmo. “Essas pessoas sofrem com os juros, independentemente de quanto sejam. Melhor andar a pé por algum tempo do que tomar crédito”, acredita.
Você está numa situação de vida estável?
Segundo Marcelo Prata, muita gente associa a compra de um imóvel a uma grande mudança na vida, como um casamento, uma união estável, uma promoção ou uma mudança de emprego. Mas isso pode ser um erro se a pessoa assumir um financiamento muito longo sem estar preparada.
“Você já está passando por uma grande mudança. Não sabe se vai estar apto a assumir a incerteza de um financiamento de 20 ou 30 anos. Neste caso, é melhor estabilizar a vida profissional primeiro, para depois tomar uma decisão de longo prazo”, diz o CEO do Canal do Crédito.
Ele dá o exemplo do casal jovem que resolve sair da casa dos pais para casar ou morar junto sem ter tido a experiência de morar só. “Essas pessoas ainda não têm noção dos custos de morar sozinhos e já vão assumir a parcela de um financiamento? É melhor esperar uns três ou cinco anos para saber como ficará o orçamento antes de se endividar. Claro que se as duas pessoas já são maduras, se estabilizaram profissionalmente e moram sozinhas, é muito mais tranquilo entrar em um financiamento”, explica.
Um financiamento longo é mesmo a melhor alternativa para você?
O economista Luiz Calado, autor do livro “Imóveis – Seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”, lembra que, em financiamentos muito longos, pagam-se mais juros. Além disso, no início o comprador paga mais juros do que efetivamente o valor do imóvel, pois a maior parte da parcela é composta pelo valor referente aos juros.
“Não necessariamente financiar é a melhor coisa. Você no início paga muito pouco pelo valor do imóvel. Pode ser melhor continuar no aluguel e ir poupando para dar uma entrada maior e financiar em menos tempo, ou pagar o imóvel à vista”, observa Calado.
Já para Marcelo Prata, o fato de poder amortizar a dívida longa antecipadamente é um fator que deve levar o comprador a considerar um financiamento mais longo. Primeiro porque, para financiar em um tempo mais curto (pois deu um grande valor de entrada) ou pagar um imóvel à vista, o comprador pode ter de se descapitalizar completamente, ficando sem qualquer reserva de emergência, o que é bastante arriscado.
Em segundo lugar, quem poupa para dar uma entrada maior ou pagar um imóvel à vista pode acabar sendo atropelado pela valorização dos imóveis. “Se você financia um imóvel de 500.000 reais, você trava aquele valor em 500.000 reais. Não tem que ficar correndo atrás da valorização”, diz Prata.
Fonte:Julia Wiltgen, de EXAME.COM
Corretor de imóveis brasileiro busca ampliar negócios nos EUA
Números da Miami Association of Realtors (a associação dos corretores local) apontam que clientes brasileiros respondiam, no fim do ano passado, por 12% de todo o mercado imobiliário de Miami. Isto faz com que o mercado americano também seja atrativo para corretores de imóveis brasileiros que busquem ampliar negócios. Este é o principal tema do Corretor Global edição Orlando, que ocorrerá no Estado da Flórida (EUA), nos dias 07 e 08 de novembro.
E iniciar os negócios significa uma busca constante. O corretor de imóveis, Leandro Oliveira, atua no mercado internacional há dez anos, por conta de um corretor americano que lhe ofereceu a oportunidade “Residia na Flórida e iniciei como auxiliar no processo de financiamento de casas. Posteriormente fiz o curso de Real State e assim fui me aprofundando no mercado americano e brasileiro”, afirma Oliveira.
Ética e profissionalismo são adjetivos que definem o trabalho dos corretores de imóveis nos EUA. “O corretor americano trabalha essencialmente na internet e há um vínculo de confiança entre profissionais. Para o mercado brasileiro seria interessante ter esse mesmo modelo de trabalho”, enfatiza.
Segundo o corretor de imóveis, Bruno Girard, participar de transações imobiliárias nos EUA pode trazer ao corretor de imóveis brasileiro um diferencial competitivo. “O corretor pode abrir um leque de serviços prestado ao cliente, alavancando possibilidades e ainda pode aumentar seus ganhos financeiros”, diz Girard, que há 14 anos atua em Miami.
Antes de fazer parcerias, conheça o mercado
Conhecer o mercado em que irá atuar é o primeiro passo para a busca de parcerias e negócios. Bruno Girard lista algumas dicas:
1. Procure um parceiro que tenha entre 8 e 10 anos de experiência, que conheça o modo de trabalhar com estrangeiros, pois ele possui informações sobre as áreas de maior valorização ou possíveis áreas de deterioração, bem como a situação econômica dos condomínios.
2. Os valores de comissão podem variar de parceiro a parceiro. Tenha claro o protocolo de trabalho e remuneração, para evitar problemas. Esta comissão vai depender do trabalho que o corretor vai fazer no Brasil de pré-qualificação.
3. Tenha uma noção dos tipos de contratos, etapas e tempos, os tempos de pagamentos, inspeção da unidade, leitura dos documentos do condomínio, e as perdas possíveis se os prazos não forem compridos.
Corretor Global edição Orlando
O Corretor Global edição Orlando será exclusivo à comitiva brasileira que irá participar do Realtors Conference & Expo, maior evento do mercado imobiliário mundial que ocorrerá dos dias 09 a 12 de novembro, também em Orlando. A programação terá um formato dinâmico com visitas técnicas e workshops sobre o mercado imobiliário norte-americano. Para acessar a programação completa e obter mais informações para participação, acesse www.eventousa.com.br. (Fonte: Redação Redimob).
Construção civil tem de aumentar a produtividade
A Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que, embora o desaquecimento persista, houve leve melhora do desempenho do setor em setembro. Chama a atenção o esforço das construtoras para elevar a produtividade, pois nem lucros nem faturamento são tidos como satisfatórios.
Este é o terceiro semestre consecutivo de atividade fraca, mas o futuro é visto com algum otimismo - as pequenas e médias empresas alimentam expectativas favoráveis quanto ao nível de atividade, mas as grandes estão menos confiantes.
O uso da capacidade, por exemplo, é de 72% nas pequenas empresas, 70% nas médias e de apenas 64% nas grandes. Algumas companhias, em dificuldades para fechar as contas, foram capitalizadas. Em geral os sócios dispõem de recursos para isso.
Assim, a situação financeira foi avaliada como adequada, melhorando em relação ao trimestre abril-junho. Mas a retomada depende de melhoria da gestão, o que se nota no caso de algumas incorporadoras, que, apesar do cenário adverso, continuam muito lucrativas.
O crescimento esperado virá, notadamente, da construção de edifícios e obras de infraestrutura. Entre janeiro e setembro, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou aumento de 36,4% do montante financiado, em relação ao mesmo período de 2011. Nos últimos 12 meses, os bancos que captam recursos via cadernetas de poupança emprestaram R$ 79,7 bilhões para 458,8 mil unidades. O Conselho do FGTS acaba de liberar recursos para reformas de casa. Se as construtoras julgam difícil o acesso ao crédito, é provável que isso se deva às obras de infraestrutura.
Numa perspectiva de longo prazo, o setor da construção vive uma fase de ajustes, caracterizada pela acomodação dos negócios num patamar ainda bastante elevado. Passada a euforia, é hora de um controle cada vez mais rígido dos custos e do aumento da produtividade. Indiretamente, isso já se nota no emprego: entre dezembro de 2011 e abril de 2012, segundo o Sinduscon-SP, foram abertas 42,2 mil vagas na construção, mas, desde maio, a evolução foi muito lenta. Entre agosto e setembro, foram cortados 1,2 mil postos. Em âmbito nacional, os dados da CNI confirmam os do Sinduscon.
As grandes empresas pretendem cortar mais pessoal, em busca de produtividade. Mas, para que a fase de transição seja superada, o setor depende da capacidade das famílias de aceitar os preços pedidos pelos imóveis e de os governos conseguirem investir mais em novas obras.
(Fonte: O Estado de São Paulo).
Mercado de imóveis usados tem alta de 16% em São Paulo
O mercado de imóveis usados interrompeu em agosto a sequência de três meses de queda nas vendas no Estado de São Paulo ao registrar crescimento de 16% em comparação com julho. Houve reação também no mercado de locação residencial, que vinha com dois meses em queda e fechou agosto com expansão de 24,64% no número de casas e apartamentos alugados.
Pesquisa feita com 1.418 imobiliárias, de 37 cidades do Estado, pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) registrou que o índice estadual de vendas evoluiu de 0,6013 em julho para 0,6975 em agosto.
Essa alta de 16% é resultado do aumento de vendas em três das quatro regiões pesquisadas: na Capital (+ 47,61%), no Interior (+ 15,52%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano! , Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 7,38%). As vendas caíram 0,88% no Litoral.
As imobiliárias pesquisadas alugaram em agosto 3.605 imóveis - com projeção de 25.773 imóveis alugados, número que fez o índice estadual de locação crescer 24,64%, de 2,0398 em julho para 2,5423 em agosto.
O número de novas locações teve alta expressiva no Interior (+ 40,8%) e na Capital (+ 32,05%) em agosto em comparação com julho, mas registrou queda no Litoral (- 9,62%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (- 4,10%).
O bom desempenho das vendas e da locação no período impactou positivamente o Índice Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais do CRECISP.
O índice CRECISP registrou crescimento de 30,22% em relação a julho, com alta acumulada de 7,7% no ano. Foram computados no índice de agosto preços de venda e valores de locação de 4.130 imóveis pesquisados nas 37 cidades do Estado.
O balanço de janeiro a agosto da pesquisa CRECISP mostra que o volume acumulado de imóveis usados negociados no Estado é negativo em 4,72%. O mercado de locação residencial acumula resultado positivo, de 22,71%.
"É sempre mais fácil alugar do que comprar um imóvel, mesmo sendo usado, o que explica os resultados diferenciados acumulados nesses dois mercados", afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP.
Neto diz que o mercado de imóveis usados poderá reverter o resultado negativo nos próximos meses se parte do dinheiro extra que vai entrar na economia se destinar à compra da casa própria.
Esses recursos adicionais são os relativos a bônus de participação em resultados normalmente pagos pelas empresas nesta época, os ganhos em dissídios salariais de grandes categorias profissionais, como os bancários, e o 13º salário.
A pesquisa CRECISP apurou que casas e apartamentos usados com valor final de venda superior a R$ 200 mil foram os mais vendidos no Estado de São Paulo em agosto, com participação de 58% no total de contrato! s formalizados nas 1.418 imobiliárias consultadas. Elas venderam mais apartamentos (53,79% do total) do que casas (46,21% do total).
A maioria das vendas em agosto foi feita por meio de financiamento bancário em três das quatro regiões que compõem a pesquisa CRECISP. O maior percentual de imóveis vendidos dessa forma - 72,72% dos contratos - foi registrado nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. No Interior, 70,23% dos imóveis vendidos estavam lastreados em crédito de bancos.
Na Capital, as vendas de imóveis financiados representaram 50,63% do total. O Litoral foi a única região em que as vendas à vista superaram as feitas com crédito de bancos, com 47,75% e 47,3% respectivamente.
Os bairros de regiões centrais das cidades pesquisadas foram os que concentraram a maioria das vendas de imóveis no Interior (84,33% do total), no Litoral (64,41%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (80,42%).
Casas e apartamentos com aluguel mensal de até R$ 800,00 representaram 50,48% do total de novas locações formalizadas em agosto nas 1.418 imobiliárias que responderam à pesquisa do CRECISP nas 37 cidades pesquisadas. Elas alugaram 1.930 casas, o equivalente a 53,56% do total, e 1.674 apartamentos, correspondente a 46,44% das locações.
A pesquisa CRECISP constatou que 63,94% das locações efetivadas em agosto tinham o fiador como garantidor dos pagamentos em caso de inadimplência dos inquilinos, mas essa preferência se distribuiu de forma diferenciada pelas quatro regiões que integram a pesquisa.
O fiador esteve presente em 42,99% dos contratos na Capital, em 87,21% no Interior, em 43,16% no Litoral e em 47,08% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.
O número de inquilinos inadimplentes aumentou 1,33%, passando de 3,75% do total de contratos em julho, para 3,8% em agosto. As imobiliárias receberam de volta de inquilinos que tinham contrato em vigor 2.042 casas e apartamentos, número equivalente a 56,57% do total de novas locações.
Os bairros localizados em regiões centrais das cidades continuam sendo os preferidos dos novos inquilinos. Em agosto, pertenciam à região central 80,48% dos imóveis alugados no Interior; no Litoral, eles eram 76,84%, percentual que foi de 75% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.
A pesquisa CRECISP foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.
(Fonte: Terra).
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Vila Madalena tem valorização imobiliária de mais de 500%
O bairro paulistano de Vila Madalena nunca esteve tão valorizado. Dados fornecidos pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) mostram que o valor do metro quadrado de um apartamento de padrão médio, com dois quartos e uma ou duas vagas na garagem, com até sete anos, teve um aumento de 526,75% nos últimos nove anos. Em agosto de 2003, custava R$ 1.230. Em agosto de 2012 passou a custar R$ 7.709.
Para Sueli Pacheco, proprietária da imobiliária Pacheco, que há 40 anos comercializa imóveis na região da Vila Madalena, esse aumento notável no preço do metro quadrado se deve às melhorias realizadas no bairro, como a chegada do Metrô.
"Nesses últimos anos a procura, que já era grande, cresceu mais. A chegada do Metrô foi fundamental, mas a mídia ajuda a ressaltar as características tradicionais que o bairro oferece, atraindo novos moradores", diz Pacheco.
A empresária ressalta que as atrações do bairro, como a agitada vida noturna e a relação estreita com as artes, chamam a atenção de jovens, entre 30 e 45 anos, que procuram um imóvel na região por conta da proximidade com a Avenida Paulista e com a Universidade de São Paulo (USP). Segundo Sueli, quem está interessado em comprar um apartamento de dois ou três quartos no bairro deve estar disposto a pagar pelo menos R$ 400 mil.
"Quem não tem condições de morar na Vila Madalena vai para bairros como o Butantã, mas se queixando, já que na verdade gostaria de morar aqui", explica a empresária.
E Sueli tem uma má notícia para quem gosta de casas e sobrados: "É praticamente impossível comprar uma casa no bairro. As que existem estão ocupadas por estabelecimentos comerciais, e outras logo são compradas por construtoras para construírem prédios".
Em relação à segurança, Sueli Pacheco não tem dúvida: "Aqui você sai na calçada e não tem ladrão, tem festa, tem samba, tem vida".
(Fonte: Terra).
Mercado de imóveis usados em SP começa a rever preços
O mercado de imóveis usados da cidade de São Paulo já revê alguns preços para baixo. Além dos saldões pontuais, observados desde o ano passado, o movimento agora aparece na queda dos índices de preço do setor. É o caso da região Água Branca-Sumaré, na zona oeste da capital, onde o valor do metro quadrado recuou 3,2% de abril a julho, para R$ 6.578, de acordo com o índice FipeZap.
Os consumidores, contam diretores de imobiliárias, estão menos dispostos a aceitar os preços ofertados. Com demanda menor, os corretores estão tendo de convencer os vendedores que, às vezes, os valores pedidos podem estar um tanto fora da realidade.
"Os preços estão muito altos em relação ao poder aquisitivo das pessoas", afirma Sueli Pacheco, diretora da imobiliária Pacheco, com atuação focada na zona oeste. Há cerca de dois meses, a empresa passou a oferecer uma TV de 32 polegadas para quem adquirir um imóvel acima de R$ 600 mil. "Não é o que vai decidir a compra, mas é um atrativo de marketing", afirma Sueli.
Segundo Sueli, as vendas na região estão lentas. Sem detalhar nominalmente, ela afirma que já deu descontos para conseguir fechar um negócio. Já houve casos de apartamentos cujos preços passaram de R$ 750 mil para 700 mil (-6,6%), afirma Sueli. Ou de casas, antes ofertadas a R$ 2 milhões, que foram negociadas a R$ 1,7 milhão (-15%). Ela projeta, contudo, uma melhora no ânimo do consumidor assim que o ritmo de crescimento da economia acelerar.
Na unidade Perdizes da imobiliária Lello, o clima é mais otimista. A gerente de vendas, Juliana Carmo, acredita na retomada do mercado em breve, após uma "paradeira" desde o fim do ano passado. Nos últimos tempos, a equipe da empresa se mobilizou para ampliar o leque de ofertas. Segundo ela, dobrou o ritmo de captações (imóveis que entram para o portfólio da empresa), de 70 para 150 novos empreendimentos por mês. Com mais ofertas, ela explica, aumentam as chances de fisgar o consumidor.
Pela cidade, há outros bairros com comportamento mais estável ou de baixa de preços. Na região Congonhas-Jardim Aeroporto, por exemplo, o preço tem oscilado desde abril e entre altas e baixas, hoje está 0,4% mais barato - de R$ 6.265 o metro quadrado em abril contra R$ 6.238 no mês passado. No Sacomã, a desvalorização é de 0,95% no mesmo período. Em julho, o metro quadrado ficou em R$ 4.625.
O índice FipeZap pesquisa o preço de imóveis, principalmente usados, mas também novos (com exceção de lançamentos), em seis capitais do País e no Distrito Federal. Na próxima divulgação da pesquisa, referente ao desempenho de agosto, o índice pode apresentar nova desaceleração na comparação em 12 meses. Em julho, a alta nessa análise foi de 17,1%, a 11º vez seguida em que perdeu força.
"Parte da demanda já foi absorvida. Acabou? Claro que não", afirma Bruno Vivanco, vice-diretor comercial da Abyara Brokers. "O que vem acontecendo, contudo, é que algumas empresas têm feito promoções. A pessoa que está pensando a comprar, então, pisa o pé no freio", completa.
"Até meio do ano passado, toda a cidade vivia esse boom (de preços). Agora me parece que você tem uma situação mais equilibrada, de maior normalidade até, onde alguns bairros ou regiões têm uma velocidade de venda maior e outros, não", afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap. Ele ressalva que é preciso tomar cuidado com a análise. "Precisamos ficar atentos se esse movimento começar a se espalhar, o que pode indicar que o mercado está virando. Mas não é o caso agora", diz.
Nesse cenário, o comprador pode encontrar boas ofertas, mas é preciso cautela na análise das oportunidades de negócios. "Se o consumidor (dessas regiões) não está conseguindo comprar, há alguma coisa acontecendo, os preços e a quantidade ofertados podem não estar atrativos", afirma Zylberstajn.
(Fonte: Estadão).
Preço de locação de edifícios de luxo bate recorde histórico em São Paulo, diz pesquisa da Cushman & Wakefield
Esse valor é 23,8% superior ao praticado no mesmo período do ano passado e 7,3% acima do valor em vigor no primeiro trimestre de 2012. Os dados constam da última pesquisa MarketBeat da consultoria americana Cushman & Wakefield.
As regiões de maior procura e, consequentemente, as mais valorizadas na capital continuam sendo a Faria Lima, o Itaim e a Vila Olímpia. Os preços pedidos médios nessas localidades são de R$ 175,5, R$ 166,6 e R$ 138,1 o metro quadrado útil ao mês, respectivamente.
“As regiões de desenvolvimento secundário, como Moema e Paraíso, também vêm apresentando valorização devido ao esgotamento dos espaços disponíveis ou à entrega de edifícios mais modernos”, afirma Marina Cury, diretora de Locações da Cushman & Wakefield.
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