Corretor de imóveis devidamente credenciado no serviço público federal Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, CRECISP 82.114, desde 2007. Com passagens pelas maiores empresas do mercado. Tendo atuado ainda na área de crédito imobiliário pelo banco Santander. Se procura por imóvel eu serei o seu consultor. Contato - consulteocreci82114@gmail.com
terça-feira, 12 de junho de 2012
Construtoras se adaptam aos novos casais
Com a falta de espaço nas grandes metrópoles, o tempo escasso e o adiamento da chegada dos filhos em razão dos estudos e da carreira, quesitos como maior metragem e quantidade de quartos já não são tão importantes. Localização, segurança e bem estar, no entanto, tornaram-se fundamentais nos projetos das construtoras, em qualquer faixa econômica.
"Nosso conceito de apartamento está amparado nos novos modelos familiares, menos rígidos do que há algumas décadas, quando as pessoas se casavam aos 20 anos. Hoje, o casal vai morar junto, fazer uma experiência para ver se dá certo", diz Luana Rizzi, diretora de marketing da Maxhaus -que oferece apartamentos de 70 metros quadrados cujas paredes podem ser erguidas conforme o desejo e a necessidade dos proprietários. "O espaço tem de ser mais livre, aproveitado de maneira inteligente, de acordo com o estilo de cada um."
TENDÊNCIA
Para Ricardo Laham, diretor de incorporação da Brookfield, o mercado imobiliário não induz a demanda, mas reconhece a tendência que marca o comportamento da família e da sociedade. "Os anseios hoje são outros. A mulher tem renda compatível com a do marido, e não só participa da escolha como toma decisões, permitindo-se colher os frutos de sua independência e de sua estabilidade econômica. Além disso, os jovens saem da casa dos pais mais tarde."
Segundo Laham, a Brookfield tem investido nos "DINKs" (sigla para "dual income, no kids"), segmento de mercado formado por casais com dois rendimentos e sem filhos, que inclui casais homossexuais - grupo com alto percentual de renda e alvo de ofertas de luxo.
Em São Paulo há uma profusão de empreendimentos para esse público. "Em áreas como Vila Madalena, Panamby, Itaim e Berrini, por exemplo, procura-se estar bem localizado. Mas os jovens compradores também se importam com arquitetura, fachada e design", diz Tatiana Kallas, diretora de incorporações da Kallas.
Seguindo o raciocínio, Luiz Felipe Carvalho, sócio-diretor da Idea Zarvos, escolheu a Vila Madalena para implantar um de seus empreendimentos de menor metragem, para casais ou "namoridos". "Criamos uma linha chamada Pop, que quer dizer 'prédio ótimo para'. São apartamentos mais caros, que levam em conta arquitetura e design."
Além da localização e layout, serviços especiais também pesam na balança do público A/B. No recém-lançado Ca'd'Oro, da Brookfield, no Baixo Augusta, o concièrge fala três idiomas e pode organizar toda a vida do casal -de faxina básica e entrega de documentos a agendamentos de cabeleireiro, reservas em restaurantes, cuidados com o bicho de estimação e até organização de festas e viagens de aventura.
UM QUARTO PARA DOIS
Os lançamentos de um dormitório em São Paulo tiveram um crescimento de 54% em 2011 em comparação ao ano anterior, segundo balanço do mercado imobiliário realizado pelo Secovi (sindicato de habitação). No centro, os lançamentos desse tipo aumentaram 111%. Já na zona leste, o patamar subiu para 400%.
"Cerca de 70% de nossos imóveis são direcionados para jovens casais ou indivíduos que buscam o primeiro imóvel", conta Eduardo Muszkat, diretor-executivo da construtora You,Inc.
"Em 2007, nós produzíamos mil unidades por ano. Para este ano, a expectativa é de 12 mil. Com a volta do crédito, agora a parcela cabe no bolso", diz Ronaldo Cury, diretor de relações institucionais da construtora Cury.
Os índices de inadimplência também são os mais baixos em 20 anos. "Os casais que financiam seu primeiro imóvel e estão dentro da faixa do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) são criteriosos, têm formação superior e uma capacidade maior de avaliação", analisa Flavio Prando, vice-presidente de habitação econômica do Secovi.
A internet também ajuda. "No conforto de casa, essa geração Y pode se informar, comparar e escolher o melhor", diz Klaus Monteiro, diretor de vendas da Rossi.
A escolha, especialmente entre a classe C, está bastante ligada aos laços familiares. "O emprego, hoje, é muito volátil. Um dia eles podem estar trabalhando na zona norte, em outro, na zona sul, mas querem estar próximos da família, que costuma ajudar quando chegam os filhos", conclui o presidente do Secovi. (Folha de São Paulo)
Aluguéis comerciais no Brasil superam até Nova York
Alugar um escritório virou um drama para as empresas instaladas no Brasil. Os preços subiram 60% em média nos últimos quatro anos — e em algumas avenidas de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde estão 85% dos imóveis comerciais de alto padrão do país, os valores chegaram a triplicar. Em alguns casos, é possível alugar salas mais baratas na Park Avenue ou na Quinta Avenida, alguns dos endereços mais badalados de Nova York. E, apesar disso, a disputa pelos espaços aqui tem sido intensa. De 2008 para cá, prédios inteiros foram alugados antes de as obras serem finalizadas.
Recentemente, porém, o mercado começou a mudar. Os preços continuam em ascensão — mas, no Rio, a valorização já perdeu força. Depois de aumentar 22% no primeiro trimestre de 2011, os valores de locação subiram 6% nos primeiros três meses deste ano.
Em São Paulo, a valorização ainda beira os 20%, só que a demanda está menor. A taxa de imóveis vagos chegou a 12% no primeiro trimestre, a maior desde 2006.
Um mercado cíclico
O mercado de imóveis comerciais é cíclico — períodos de três a cinco anos de bonança costumam ser seguidos por fases de acomodação. Essas oscilações quase sempre estão ligadas ao desempenho da economia: quando o crescimento diminui (ou quando há retração), as empresas seguram investimentos e contratações e, assim, precisam de menos escritórios.
É comum que essa fase ruim coincida com o pico de entrega de novos prédios — as incorporadoras lançam os empreendimentos na fase de euforia, mas eles só ficam prontos de dois a três anos depois. Aí, pronto: os preços desabam.
Foi o que ocorreu em 2002, quando o Brasil vivia um período complicado — havia dúvidas sobre como seria o primeiro governo do presidente Lula, o país negociava um empréstimo de quase 50 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional e a crise na Argentina desviava investimentos estrangeiros da América Latina. Cerca de um quarto dos escritórios ficou desocupado nessa época, um recorde, e os valores dos aluguéis caíram 16%.
Por enquanto, nada indica que passaremos por um momento semelhante. Mas é consenso que o PIB vai crescer menos neste e no próximo ano — e há um número recorde de escritórios sendo construídos. Em São Paulo, até o fim do ano, devem ficar prontos 22 novos edifícios, ou 580.000 metros quadrados de salas, área equivalente a três Maracanãs, a maior oferta entregue num único ano.
Já é possível notar que a procura por escritórios está menor hoje do que foi no passado. “Em alguns prédios novos, há placas de ‘Aluga-se’ na porta, o que quase não acontecia até dois meses atrás, porque a demanda era maior que a oferta”, diz João da Rocha Lima Junior, professor da Universidade de São Paulo especializado em mercado imobiliário.
Um edifício em construção há dois anos na avenida das Nações Unidas, em São Paulo, ainda tem 35% da área desocupada. No Rio, pela primeira vez desde 2005, a taxa de imóveis vagos chegou a 10%.
Ainda é um patamar inferior à média mundial, de 13%, mas bem maior do que os 3% de 2008. “Esse cenário indica que a valorização deve perder força”, diz Mônica Barg, diretora da consultoria Jones Lang LaSalle.
Como Mônica, os executivos que acompanham esse mercado não esperam que os aluguéis fiquem mais baratos tão cedo. Por duas razões. Primeiro, porque, apesar do atual ritmo de construção, ainda faltam escritórios de alto padrão no país. Um estudo da consultoria CB Richard Ellis mostra que, em São Paulo, há 1 metro quadrado de sala comercial por habitante.
Em Londres, Nova York e Tóquio, a proporção é de 3 para 1. Por aqui, muitas empresas têm sua sede em locais piores do que gostariam. Além disso, investidores nacionais e estrangeiros continuam comprando escritórios para alugar.
Neste ano, até maio, os fundos imobiliários captaram quase 4 bilhões de reais para aplicar em escritórios, quase o dobro do valor do mesmo período de 2011.
“Os altos e baixos são comuns. No longo prazo, ainda acreditamos que os preços tendem a subir, ainda mais porque os juros estão diminuindo”, diz Garry Garrabrant, presidente da Equity International, empresa de investimentos do americano Sam Zell, que tem 2 bilhões de dólares aplicados no setor imobiliário brasileiro. A sorte de Garrabrant é que a Equity não tem uma sede no país. Se o aluguel aumentar, azar dos inquilinos. (Exame.com)
O crescimento da economia incentivada pela Copa do Mundo.
A Realização de um evento do tamanho da Copa do Mundo no Brasil traz uma série de responsabilidades, que se bem utilizadas, podem ser de grande ajuda no crescimento no Brasil. Com isso em mente, diversos empresários se reuniram no Fórum Empresarial Regional de Guarulhos, no Hotel Mônaco, para discutir e conhecer as oportunidades ligadas aos eventos esportivos, contando inclusive com a realização das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. O diretor presidente da Agencia de Fomento Paulista – Nossa Caixa Desenvolvimento, Milton Luiz Melo dos Santos, afirmou que existe um fundo de 1 bilhão disponível para pequenos e médios empresários (com faturamento entre R$ 240 mil a R$ 100 milhões ao ano) que queiram investir no Estado. Além disso, o prazo de pagamento foi estendido de 5 para 10 anos. “Entendemos que os novos projetos tendo em vista os eventos esportivos têm maturidade superior a cinco anos e resolvemos facilitar o pagamento”, afirmou ele.
Segundo Santos, já existe cerca de R$ 8,1 milhões em empréstimos destinados ao setor privado em Guarulhos e deste total 91% foram para a industria local. “Nossa expectativa é que com esta conversa com empresários, este montante cresça, modernizando e expandindo os negócios da região”, disse. No evento, os empresários também puderam conversar com o superintendente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, que falou das oportunidades de negócios. “Estou muito otimista. Guarulhos tem tudo para aproveitar esses eventos para crescer economicamente”, disse ele. Além das linhas de crédito para pequenos e médios empresários, foram apresentadas linhas especiais para governos municipais. O Prefeito Sebastião Almeida afirmou que a cidade estará preparada para os eventos esportivos dos próximos anos.
O otimismo com investimentos para a Copa do Mundo chega em bom momento, em que o mundo enfrenta uma nova crise financeira, mas o Brasil está motivado com a chegada de eventos como a própria Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016. São oportunidades que justificam o investimento, já que o retorno em acontecimentos desse porte com certeza virá, graças ao aumento no setor de turismo e na valorização que receberão as obras para melhorar a estrutura, com o objetivo de receber os eventos. Como porta de entrada, Guarulhos passa por um momento de transformação, com a transformação e ampliação no Aeroporto Internacional de Cumbica, e também nas vias de acesso e transporte público que liga a cidade à capital São Paulo.
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Condições básicas para utilização do FGTS
1) O(s) comprador(es) deve(m) contar com no mínimo 3 (três) anos na condição de optante pelo regime do FGTS. (36 meses de recolhimento).
2) O imóvel objeto da operação não pode ter sido adquirido com recursos do FGTS, nos últimos 3 (três) anos.
3) O(s) comprador(es) deve(m) contar com no mínimo 3 (três) anos na condição de optante(s) pelo regime do FGTS. (36 meses de recolhimento).
4) O imóvel objeto da operação não pode ter sido adquirido com recursos do FGTS, nos últimos 3 (três) anos.
5) O valor do financiamento somado ao valor do FGTS a ser utilizado não pode ser superior ao valor de venda ou de avaliação do imóvel, o que for menor.
6) A utilização do FGTS é permitida somente para aquisição de imóvel com valor de venda ou de avaliação de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e valor de financiamento de até R$ 400.000,00* (quatrocentos mil reais). * Financiamento de até 80% do valor do imóvel.
7) O imóvel deve estar localizado no município onde o(s) comprador(es) exerça(m) sua ocupação principal, (admitindo-se município limítrofe, e município integrante da mesma região metropolitana) ou no município em que o comprador comprove residência há no mínimo, um ano (admitindo-se município limítrofe e município integrante da mesma região metropolitana), ou, ainda, em município onde reside(m) há menos de um (01) ano (nessa última hipótese não pode(m) ser promitente(s) comprador(es) ou cessionário(s) de imóvel residencial, concluído ou em construção, com ou sem financiamento pelo SFH, em qualquer parte do Pais).
8) O(s) comprador(es) não pode(m) ser titular(es) de financiamento ativo no âmbito do SFH em qualquer parte do território nacional nemproprietário(s), usufrutuário(s), promitente(s) comprador(es) ou cessionário(s) de imóvel residencial, concluído ou em construção, no município onde reside(m), nos municípios limítrofes e na mesma região metropolitana; nem; no município onde exerça(m) sua ocupação principal e nos municípios limítrofes e na mesma região metropolitana. Obs: não é considerado promitente comprador ou proprietário de imóvel residencial, aquele que detenha fração ideal igual ou inferior a 40% de um único imóvel.
9) Caso os recursos do FGTS estejam aplicados em ações de empresas estatais (Fundo FMP), e queira se utilizar deste valor para pagamento de parte da entrada ao(s) vendedor(es), o(s) comprador(es), após a aprovação da avaliação do imóvel, deve(m) solicitar perante o banco responsável pela aplicação o resgate deste valor para sua conta de FGTS.
10) A prova de não ser promitente(s) comprador(es) ou cessionário(s) de imóvel residencial, concluído ou em construção, é feita com a DIRPF ou certidões dos Cartorios de Registro de Imóveis.
11) Os recursos de FGTS bloqueados por força de Pensão Alimentícia ou Conta Recursal (Ação Trabalhista), não podem ser utilizados.
12) Nas hipóteses em que o imóvel for objeto de financiamento imobiliário por qualquer instituição financeira, os recursos do FGTS não poderão ser utilizados para amortizar/liquidar o saldo devedor junto ao credor. Esses recursos somente poderão ser liberados diretamente ao(s) vendedor(es).
13) O(s) comprador(es) deve(m) apresentar extrato de FGTS expedido nas dependências da Caixa Econômica Federal – CEF, de todas as contas ativas e inativas de FGTS há no máximo 03 meses.
14) O(s) comprador(es) deve(m) apresentar 1 (um) comprovante de residência atualizado.
15) Se o imóvel a ser adquirido se localizar em município diverso daquele que exerce(m) sua ocupação principal ou nos municípios limítrofes ou integrantes da respectiva região metropolitana, deve(m) apresentar 2 (dois) comprovantes (do mesmo tipo) que reside(m) há mais de 1 (um) ano no município onde pretende(m) adquirir o imóvel (um atual e outro de um ano atrás).
Comprovantes de residência aceitos:
- Cópia das contas de luz, água, telefone ou de gás;
- Cópia dos extratos bancários, onde conste o nome e endereço do(s) comprador(es);
- Cópia das faturas de cartões de crédito, onde conste o nome e endereço do(s) comprador(es).
16) Caso o(s) comprador(es) tenha(m) adquirido imóvel financiado, ou tenha(m) imóvel declarado na Declaração de Imposto de Renda-Pessoa Física, deve(m) apresentar as Certidões das Matrículas dos respectivos registros imobiliários, constando a transferência da titularidade do mesmo.
17) Sujeito às demais regras estipuladas no Manual de Utilização do FGTS e legislações aplicáveis.
Documentação para utilização do FGTS (Documentação Geral)
a. Formulário - Autorização para saque do FGTS – Aquisição da Casa Própria
b. Extrato(s) original(is) do FGTS
c. Comprovante de residência
d. Cópia da CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social
e. Carta do Empregador
f. Opção de Compra e Venda
g. Declaração do Imposto de Renda
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Dica para investir em imóvel.
Quem procura imóvel para investimento deve ficar atento à valorização do metro quadrado nos últimos dois anos. A recomendação é buscar por lançamentos nos bairros mais afastados das regiões centrais e dos bairros mais nobres. Fique atento aos empreendimentos de bairros em desenvolvimento, onde já existe estrutura para transporte e comércio, além de saúde e educação.
Com o preço do metro quadrado elevado nos grandes centros, as cidades ao redor das regiões metropolitanas estão alcançando maior participação no portfólio das construtoras e permitem obter melhor valorização. Nessas cidades há lugar também para os complexos que unem empreendimentos residências, de escritórios e comerciais, oferecendo aos novos proprietários conveniência e comodidade.
Mesmo com a alta de preços, imóvel é um investimento sólido e que não tende a perder seu valor dada a procura no momento atual. Procure sempre um corretor especializado no tipo de empreendimento que deseja adquirir, ele irá assessorá-lo para garantir que fará o melhor negócio para investir, morar ou trabalhar.
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terça-feira, 5 de junho de 2012
R$ 4,6 bi em imóveis de altíssimo luxo
Uma população crescente de milionários vem impulsionando o mercado imobiliário de altíssimo luxo no Brasil. O setor tem potencial para gerar R$ 4,6 bilhões em negócios no País nos próximos cinco anos, segundo levantamento do banco europeu Haliwell Financial Group, especializado em gestão de fortunas.
Segundo o estudo, que analisa os hábitos de consumo dessa parcela da população e foi adiantado ao Estado, 54% dos milionários brasileiros pretendem adquirir um novo imóvel residencial no período de cinco anos.
‘A escolha é baseada principalmente no bem-estar. Esse consumidor quer conforto e mais espaço para hobbies. Áreas verdes e fácil acesso a estradas e saídas também são itens valorizados’, diz o vice-presidente para a América Latina do Haliwell Financial Group, Emerson de Pieri.
Em um período de sete anos, entre 2003 e 2010, o número de milionários brasileiros deu um salto de 72%. Os dados mais recentes apontam para um grupo de cerca de 138 mil pessoas, concentradas sobretudo no Estado de São Paulo. O cálculo considerou indivíduos com mais de US$ 1 milhão em ativos e dinheiro, excluindo o imóvel em que residem e dois automóveis.
O status, segundo o estudo, é o principal motivador na hora da compra de um imóvel residencial de alto luxo, seguido da facilidade de locomoção e da perspectiva de valorização. ‘O grande desafio nesse nicho é conseguir surpreender. É um cliente detalhista, que busca projetos exclusivos’, afirma Luciano Amaral, diretor de incorporações da construtora JHSF, focada em empreendimentos de alto padrão. O primeiro passo, explica o executivo, é escolher um bom terreno e depois fazer um forte trabalho de marca, que envolva atendimento personalizado.
Liderança. Reduto de endinheirados, São Paulo ainda é a estrela do mercado imobiliário de luxo. O Estado reúne quase metade da população de milionários do País – 63.398 pessoas – e abriga as maiores fortunas. Desse montante, 45% estão na região metropolitana, onde o setor tem crescido de olho na terceira idade e bairros ‘alternativos’.
‘Há uma demanda forte nesse segmento, que não é afetada pelas crises econômicas’, diz o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia. Segundo ele, no período entre 1990 e 2005 produziu-se pouco para esse público na área metropolitana paulista, movimento que começou a ser revertido em meados de 2006. ‘É um produto que tem liquidez muito boa, mas é preciso acertar a localização e o projeto de arquitetura’, destaca.
Ainda são poucos os bairros da capital paulista que comportam empreendimentos desse tipo, mas já é possível ver os primeiros sinais de mudança. Levantamento da FipeZap a pedido do Estado mostra que regiões como Barra Funda, Lapa, Santana, Vila Leopoldina e Vila Mariana tiveram crescimento expressivo de moradores com alto poder aquisitivo em uma década.
Em 2000, apenas 4,1% dos domicílios da Barra Funda tinham renda mensal acima de R$ 20 mil, índice que saltou para 9,3% em 2010, segundo o Censo. ‘Atualmente as pessoas com alto poder aquisitivo estão espalhadas pela cidade, pois há opções variadas em diferentes bairros. Não existe mais um padrão de alto luxo no setor imobiliário’, diz Fábio Rossi Filho, diretor de lançamentos do Secovi-SP.
A mudança, segundo fontes do setor, reflete principalmente a escassez de terrenos nos bairros mais valorizados, como Ibirapuera, Vila Nova Conceição, Jardim Paulistano, Chácara Itaim, Vila Olímpia e Morumbi. O potencial de alta dos preços também é um diferencial. ‘A valorização nesses bairros mais afastados é extremamente superior à dos empreendimentos nas regiões top de linha’, afirma Pieri.
Pirâmide etária. ‘Estamos começando a nos tornar um país da terceira idade. Parte desse público tem INSS e aposentadoria privada e passa a ser relevante para o mercado de altíssimo padrão’, ressalta Pompéia, da Embraesp.
De olho nesses clientes, e também em jovens e divorciados, ganha força o conceito de dois dormitórios de alto luxo. Tradicionalmente voltado à classe média, esse tipo de imóvel também passou a ser disputado pelos endinheirados. Área social grande, varanda mais ampla e número maior de vagas na garagem distinguem os projetos.
A demanda já se mostrou grande. Lançadas em 2005 pela JHSF, as nove torres residenciais do empreendimento Parque Cidade Jardim foram vendidas em menos de um ano. Os apartamentos de duas suítes, de 240 m² cada, foram negociados à época por R$ 6 mil o m². Atualmente, segundo a construtora, chega a R$ 16 mil o m², uma valorização de 166% em sete anos. (Estadão)
Caixa amplia prazo do crédito habitacional para 35 anos
O vice-presidente de governo e habitação da Caixa, José Urbano Duarte, anunciou nesta terça-feira que a instituição aumentou de 30 anos para 35 anos o prazo de financiamento habitacional com recursos da poupança (SBPE) e também alienação fiduciária. Ele comunicou também redução das taxas de juros. Dentro do Sistema Financeiro da Habitação, o porcentual da taxa efetiva passou de 9% para 8,85% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Fora do SFH, com imóveis acima de R$ 500 mil, a taxa passa de 10% para 9,9% ao ano mais a TR.
As novas regras valem apenas para novos financiamentos e passam a vigorar a partir da segunda-feira da próxima semana. "Já solicitamos a ampliação para o conselho curador do FGTS", disse o vice-presidente, durante entrevista coletiva à imprensa. Ele informou que a inclusão de imóveis dentro do programa Minha Casa Minha Vida também já foi solicitada.
Por CÉLIA FROUFE, estadao.com.b
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