Esqueça as antigas pás de pedreiro. Hoje, as obras contam com equipamentos que aumentam a produtividade, como lixadeiras elétricas, pernas mecânicas que ajudam na pintura de tetos e pistolas de tinta que substituem os pincéis e rolos. Algumas inovações são criadas de acordo com a necessidade dos canteiros e há avanços na construção de moradias pré-fabricadas. Um parque tecnológico voltado para pesquisas de novos produtos para o setor, com investimentos de R$ 25 milhões, deve ser construído neste ano, no Distrito Federal.
O mercado já oferece sondas automatizadas para a investigação de terrenos, máquinas de múltiplas aplicações, com funções de empilhadeira, pá carregadeira e guincho; além de britadores de resíduos e guindastes com maior capacidade, diz Wilson Shoji Iyomasa, professor do curso de engenharia civil da Universidade Anhembi Morumbi. A aceleração de obras relacionadas com a Copa e com residências de interesse social, além de novas redes de infraestrutura, linhas metroviárias e rodovias, deve movimentar a indústria de equipamentos para a construção civil, durante 2012, avalia. A maior parte dos produtos que usa tecnologia de ponta é importada.
Pernas mecânicas, feitas de alumínio, substituem os andaimes para serviços de pinturas de forros - Uma das novidades nos canteiros são pernas mecânicas, feitas de alumínio, que substituem os andaimes para serviços de revestimentos e pinturas de forros. Alguns modelos, que lembram pernas de pau mais modernas, alcançam até três metros de altura. Um sistema de molas ajuda a amortecer os movimentos do trabalhador no solo. O mercado brasileiro vai experimentar avanços em tecnologias embarcadas, no uso de novos materiais para aumentar a capacidade de construção e em equipamentos para reciclagem de materiais, por conta de questões de sustentabilidade, diz Iyomasa.
Sediada em Camboriú (SC), a Via Trade se especializou na importação de máquinas, ferramentas e equipamentos para o setor. Mais de 85% dos clientes são pequenas e médias construtoras. O negócio começou em 2005, com três funcionários e hoje emprega 80 colaboradores, com um faturamento de mais de R$ 6 milhões. Vendemos mais de 30 tipos de produtos, explica a diretora Roberta Quentel de Mello. Os equipamentos mais procurados são cortadoras de paredes que chegam a cortar um metro de tijolo em menos de 20 segundos, minigruas para a elevação de cargas de até 500 quilos e escoras metálicas que substituem a madeira.
Em 2012, a empresa pretende adicionar pelo menos cinco novas linhas no catálogo, como máquinas de elevação de carga e de equipes de trabalho. Até dezembro, vai investir R$ 1 milhão em estrutura operacional, melhorias no setor de logística, pesquisa de novas tecnologias e na participação de feiras de equipamentos. Esse valor representa mais do que o dobro do montante aplicado em 2011, diz Roberta.
Na SH, empresa fluminense que vende e aluga formas, andaimes e escoramentos, as principais novidades em 2012 são formas de alumínio para paredes de concreto e mesas deslizantes para escoramento de lajes. No ano passado, para incrementar as vendas, investiu na segmentação de entregas por tipo de cliente e ramo de construção. Criamos um site para compartilhar ideias entre clientes, fornecedores e universidades da área da construção, conta o diretor de negócios Marcelo Milech.
A SH também ficou conhecida no mercado por criar o Lumiform, uma forma para concretagem rápida de casas e apartamentos, em ciclos de dois dias de construção. De acordo com a empresa, as formas substituem os blocos de alvenaria e eliminam as etapas de chapisco e reboco, cortando custos e prazos, com até 85% de ganho de produtividade. A residência fica liberada para acabamento já com as tubulações e a montagem funciona como um 'lego', encaixando as partes de acordo com o projeto.
A tendência no setor é a maior industrialização dos processos produtivos na construção civil, com novas tecnologias ligadas à preservação do ambiente, diz Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A entidade mantém um programa de inovação tecnológica (PIT) para estudar e definir diretrizes para o desenvolvimento e difusão de novas invenções.
Na área de casas pré-fabricadas, a paranaense Terra Brasil também desenvolveu um conjunto de vigas e painéis de concreto armado para paredes, voltado para moradias de portes variados. O sistema promete reduzir a necessidade de mão de obra e não usa formas de madeira.
O segmento de construção em moldes industriais ainda é pouco explorado e precisa desenhar melhor custos e processos para ganhar mercado, avalia Sérgio Guimarães Pereira Jr., diretor da Vallor Urbano, empresa especializada em urbanização. (Valor Econômico)
Corretor de imóveis devidamente credenciado no serviço público federal Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, CRECISP 82.114, desde 2007. Com passagens pelas maiores empresas do mercado. Tendo atuado ainda na área de crédito imobiliário pelo banco Santander. Se procura por imóvel eu serei o seu consultor. Contato - consulteocreci82114@gmail.com
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Crédito imobiliário deve atingir R$ 103,9 bi em 2012
O mercado de crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança cresceu 42% durante o ano de 2011, com o volume de R$ 79,9 bilhões em financiamentos para a compra e construção de imóveis. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que projeta para 2012 uma expansão entre 30% e 35%, para R$ 103,9 bilhões, com potencial de elevar ainda mais, já que a participação no Produto Interno Bruto (PIB) está em apenas 4,7%. Fontes de recurso complementares à poupança continuam em estudo pelo mercado, diz a Abecip, com previsão de regulamentação para este ano.
O atual presidente da associação, Octavio de Lazari Júnior, empossado em 8 de dezembro de 2011, credita o crescimento ao cenário macroeconômico brasileiro, com baixos índices de desemprego e ascensão da renda. "Os indicadores levam a crer que haverá um crescimento maior da participação do crédito imobiliário no PIB, que ainda é pequeno". O executivo também é diretor da área de empréstimos e financiamentos do Bradesco.
Enquanto o Brasil tem 4,7% do PIB nos empréstimos habitacionais, a relação na China chega a 11%, no Chile em 19%, na Alemanha fica 48% e na Holanda a participação fica em 106%.
Questionado sobre o número ter sido inferior ao projetado em setembro do ano passado, de R$ 85 bilhões, Lazari diz que o principal problema foi a falta de mão de obra qualificada na construção civil. "Alguns empreendimentos atrasaram e empurraram para 2012. Mas é importante crescer passo a passo, e foi sadio para o setor."
Outro ponto levantado pelo presidente da Abecip diz respeito à expansão sustentável do setor que deve ocorrer este ano. "Vai crescer um pouco menos em 2012, porque existe uma preocupação. As construtoras vão procurar cuidar da grade de custos, lançamentos de imóveis mais rentáveis e com valor agregado, com foco em bons resultados. O volume será menor porque as empresas olharão para si mesmas para obter um melhor resultado em 2012". No último ano, foram financiadas 493 mil unidades, o que corresponde a um acréscimo de 17% ante 2010.
Apesar da preocupação com a expansão de forma sustentável, a principal fonte de recursos financeiros para o mercado de crédito imobiliário, a poupança, não apresenta números que acompanham este crescimento. O saldo da caderneta de poupança no último ano chegou a R$ 330,6 bilhões em dezembro, alta de 10% na comparação com o mesmo período de 2010, que ficou em R$ 299,9 bilhões. Entretanto, a captação líquida totalizou R$ 9,4 bilhões, queda de 68,14% ante 2010, quando somou R$ 29,5 bilhões.
Segundo o presidente da Abecip, o prazo para que funding comece a fazer falta continua a ser o final de 2013, mas a associação, junto com as instituições financeiras e com o governo, já analisa ferramentas complementares, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e covered bonds. "Já estamos trabalhando. O covered bond já está evoluído e há outros mecanismos complementares. Deve sair ainda este ano uma regulamentação para que as instituições comecem a atuar." Lazari ainda acrescenta que os títulos possuem atratividade para o investidor no sentido de ter garantias do banco e do imóvel. "Ainda está em discussão qual seria o indexador desses papéis."
Do total de 493 mil imóveis financiados, 65% são usados, e 35%, novos. O LTV médio, que corresponde ao volume que é financiado, chega 63%, com valor médio de R$ 162 mil. Já os empreendimentos financiados com o crédito imobiliário atingiram 1,6 mil no último ano. (DCI
O atual presidente da associação, Octavio de Lazari Júnior, empossado em 8 de dezembro de 2011, credita o crescimento ao cenário macroeconômico brasileiro, com baixos índices de desemprego e ascensão da renda. "Os indicadores levam a crer que haverá um crescimento maior da participação do crédito imobiliário no PIB, que ainda é pequeno". O executivo também é diretor da área de empréstimos e financiamentos do Bradesco.
Enquanto o Brasil tem 4,7% do PIB nos empréstimos habitacionais, a relação na China chega a 11%, no Chile em 19%, na Alemanha fica 48% e na Holanda a participação fica em 106%.
Questionado sobre o número ter sido inferior ao projetado em setembro do ano passado, de R$ 85 bilhões, Lazari diz que o principal problema foi a falta de mão de obra qualificada na construção civil. "Alguns empreendimentos atrasaram e empurraram para 2012. Mas é importante crescer passo a passo, e foi sadio para o setor."
Outro ponto levantado pelo presidente da Abecip diz respeito à expansão sustentável do setor que deve ocorrer este ano. "Vai crescer um pouco menos em 2012, porque existe uma preocupação. As construtoras vão procurar cuidar da grade de custos, lançamentos de imóveis mais rentáveis e com valor agregado, com foco em bons resultados. O volume será menor porque as empresas olharão para si mesmas para obter um melhor resultado em 2012". No último ano, foram financiadas 493 mil unidades, o que corresponde a um acréscimo de 17% ante 2010.
Apesar da preocupação com a expansão de forma sustentável, a principal fonte de recursos financeiros para o mercado de crédito imobiliário, a poupança, não apresenta números que acompanham este crescimento. O saldo da caderneta de poupança no último ano chegou a R$ 330,6 bilhões em dezembro, alta de 10% na comparação com o mesmo período de 2010, que ficou em R$ 299,9 bilhões. Entretanto, a captação líquida totalizou R$ 9,4 bilhões, queda de 68,14% ante 2010, quando somou R$ 29,5 bilhões.
Segundo o presidente da Abecip, o prazo para que funding comece a fazer falta continua a ser o final de 2013, mas a associação, junto com as instituições financeiras e com o governo, já analisa ferramentas complementares, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e covered bonds. "Já estamos trabalhando. O covered bond já está evoluído e há outros mecanismos complementares. Deve sair ainda este ano uma regulamentação para que as instituições comecem a atuar." Lazari ainda acrescenta que os títulos possuem atratividade para o investidor no sentido de ter garantias do banco e do imóvel. "Ainda está em discussão qual seria o indexador desses papéis."
Do total de 493 mil imóveis financiados, 65% são usados, e 35%, novos. O LTV médio, que corresponde ao volume que é financiado, chega 63%, com valor médio de R$ 162 mil. Já os empreendimentos financiados com o crédito imobiliário atingiram 1,6 mil no último ano. (DCI
Salário da construção encosta na indústria
Pela primeira vez em cinco anos, o salário inicial da construção civil está próximo do pago pela indústria da transformação na região. Em 2006, a remuneração média nos canteiros de obras era R$ 1.080,17 e no chão de fábrica chegava a R$ 1.277,64, valor 18% maior. Mas no ano passado, a disparidade caiu para 12%, com as empreiteiras pagando R$ 1.266,62 e as fábricas, quantia de R$ 1.418,20. Os dados foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego.
A falta de mão de obra qualificada na construção somada ao boom imobiliário que a região vivencia foi um dos responsáveis pela alta dos salários. A diretora do Sindicato da Indústria da Construção do Grande ABC, Rosana Carnevalli, explica que desde 2006, além da correção da inflação, os trabalhadores do setor têm ganho real na remuneração. A formalização foi outro aspecto importante. "Foi um plano do SindusCon-SP para valorizar a categoria e tentar reter profissionais no momento em que a construção se recuperava de um período de recessão."
Atualmente, o salário de admissão nos canteiros das sete cidades está à frente do comércio (R$ 943,08), serviços (R$ 977,79) e administração pública (R$ 908,47). Para o professor do Observatório Econômico da Universidade Metodista Sandro Maskio, que fez o levantamento a pedido do Diário, a tendência é que o valor pago aos pedreiros, marceneiros, ferreiros e carpinteiros se eleve nos próximos anos devido às obras de infraestrutura para os eventos esportivos e a demanda do programa Minha Casa, Minha Vida.
INDÚSTRIA - Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro, afirma que a importação desenfreada por parte das montadoras está ocasionando desindustrialização e deixando de gerar empregos. "A cada ano, os profissionais experientes, com maiores salários, são dispensados. No lugar deles são contratados metalúrgicos que ganham o piso. Essa prática está achatando o salário na indústria do Grande ABC", critica.
Espirro salienta que o aumento com ganho real de 3,1% no ano passado não tem conseguido superar a alta rotatividade nas fábricas. Ele destaca que a valorização dos profissionais da construção com carteira assinada, pagamento de benefícios e capacitação nos próprios canteiros é uma situação pela qual a indústria passou há muitos anos.
A diretora regional do SindusCon acredita que é uma questão de tempo para que a remuneração na construção civil alcance o da indústria. Essa situação é, inclusive, cada vez mais real no País. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o salário na contratação do setor em 2011 foi de R$ 933,33, enquanto na indústria da transformação foi de R$ 941,83. (Diário do Grande ABC
A falta de mão de obra qualificada na construção somada ao boom imobiliário que a região vivencia foi um dos responsáveis pela alta dos salários. A diretora do Sindicato da Indústria da Construção do Grande ABC, Rosana Carnevalli, explica que desde 2006, além da correção da inflação, os trabalhadores do setor têm ganho real na remuneração. A formalização foi outro aspecto importante. "Foi um plano do SindusCon-SP para valorizar a categoria e tentar reter profissionais no momento em que a construção se recuperava de um período de recessão."
Atualmente, o salário de admissão nos canteiros das sete cidades está à frente do comércio (R$ 943,08), serviços (R$ 977,79) e administração pública (R$ 908,47). Para o professor do Observatório Econômico da Universidade Metodista Sandro Maskio, que fez o levantamento a pedido do Diário, a tendência é que o valor pago aos pedreiros, marceneiros, ferreiros e carpinteiros se eleve nos próximos anos devido às obras de infraestrutura para os eventos esportivos e a demanda do programa Minha Casa, Minha Vida.
INDÚSTRIA - Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo da Silva Pereira, o Espirro, afirma que a importação desenfreada por parte das montadoras está ocasionando desindustrialização e deixando de gerar empregos. "A cada ano, os profissionais experientes, com maiores salários, são dispensados. No lugar deles são contratados metalúrgicos que ganham o piso. Essa prática está achatando o salário na indústria do Grande ABC", critica.
Espirro salienta que o aumento com ganho real de 3,1% no ano passado não tem conseguido superar a alta rotatividade nas fábricas. Ele destaca que a valorização dos profissionais da construção com carteira assinada, pagamento de benefícios e capacitação nos próprios canteiros é uma situação pela qual a indústria passou há muitos anos.
A diretora regional do SindusCon acredita que é uma questão de tempo para que a remuneração na construção civil alcance o da indústria. Essa situação é, inclusive, cada vez mais real no País. Dados do Ministério do Trabalho mostram que o salário na contratação do setor em 2011 foi de R$ 933,33, enquanto na indústria da transformação foi de R$ 941,83. (Diário do Grande ABC
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Caixa registra recorde de R$ 230 bi em crédito
A Caixa Econômica Federal bateu um importante recorde em 2011, alcançando volume de R$ 230 bilhões em crédito. Esse número ainda é preliminar, podendo ser ainda mais expressivo. É a maior contratação já efetuada pelo banco. O valor atingido representa 12% a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram contratados R$ 205 bilhões em créditos totais.
O destaque desse resultado foi mais uma vez a carteira imobiliária do banco, que detém 75% do mercado no setor. O crédito habitacional totalizou R$ 81,8 bilhões das operações realizadas ao longo do ano, correspondendo a 35,5% do resultado. Em relação ao ano anterior houve um crescimento de 4,6%.
As operações de crédito comercial para pessoa física totalizaram R$ 59,7 bilhões, representando um crescimento de 26,7% em relação a 2010. Já o crédito comercial para pessoa jurídica cresceu 19,4%, chegando ao valor de R$ 65,7 bilhões. Até novembro de 2011, as contratações de saneamento e infraestrutura atingiram R$ 22,5 bilhões.
O volume de contratações consolida o papel da CAIXA na expansão do acesso da população ao crédito, reduzindo taxas de juros e ampliando as facilidades para clientes de todos os segmentos.
O destaque desse resultado foi mais uma vez a carteira imobiliária do banco, que detém 75% do mercado no setor. O crédito habitacional totalizou R$ 81,8 bilhões das operações realizadas ao longo do ano, correspondendo a 35,5% do resultado. Em relação ao ano anterior houve um crescimento de 4,6%.
As operações de crédito comercial para pessoa física totalizaram R$ 59,7 bilhões, representando um crescimento de 26,7% em relação a 2010. Já o crédito comercial para pessoa jurídica cresceu 19,4%, chegando ao valor de R$ 65,7 bilhões. Até novembro de 2011, as contratações de saneamento e infraestrutura atingiram R$ 22,5 bilhões.
O volume de contratações consolida o papel da CAIXA na expansão do acesso da população ao crédito, reduzindo taxas de juros e ampliando as facilidades para clientes de todos os segmentos.
Imóveis: preço de dois dormitórios em SP varia de R$ 105 mil a quase 3 milhões
Os imóveis de dois dormitórios lançados na cidade de São Paulo em 2011 chegam a ter diferença de preço de mais de 2.500%, dependendo da localização e do padrão do empreendimento. De acordo com levantamento da Geoimovel, o lançamento de dois dormitórios mais barato no ano passado custou de R$ 105 mil (valor atualizado pelo INCC – Índice Nacional de Custo da Construção) e estava localizado no distrito de São Mateus, na zona leste da cidade. O preço médio do metro quadrado privativo custou R$ 2.235.
Já a unidade de dois dormitórios mais cara custou R$ 2,8 milhões e foi lançada no bairro nobre do Itaim Bibi, na zona sul. Lá, o metro quadrado ficou em R$ 14.348.
Na média, os lançamentos de dois dormitórios na cidade de São Paulo em 2011 atingiram preço de R$ 325,7 mil em 2011, de acordo com o levantamento. O metro quadrado destes apartamentos custou, em média, R$ 5.594.
Regiões da cidade
De acordo com os dados, a zona sul possui os apartamentos de dois quartos com metro quadrado mais caro da capital paulista. Em Moema, o metro quadrado custou, em média, R$ 14.886 no ano passado. Em seguida, aparece o Itaim Bibi, com preço por metro quadrado de R$ 10.737.
Alto de Pinheiros, na zona oeste, ficou em terceiro lugar, com o metro quadrado valendo, em média, R$ 10.153.
Por outro lado, o metro quadrado mais barato foi verificado na zona leste. No distrito de Lajeado, ele custou, em média, R$ 2.555. Já em Guaianazes, o preço médio foi de R$ 2.620, enquanto na Vila Jacui o valor foi um pouco maior: R$ 2.909.
Lançamentos
O distrito de Campo Limpo registrou o maior número de apartamentos de dois dormitórios lançados em 2011. No total, foram lançadas 917 unidades, com preço médio do metro quadrado de R$ 3.137.
Em segundo lugar, aparece o Jardim São Luis, com 906 unidades lançadas, seguido pela Saúde (639 unidades) e Sacomã (630 unidades).
Um dormitório
De acordo com o levantamento, a média de preço das unidades de um dormitório lançadas no ano passado em SP foi R$ 403,5 mil. Assim como no caso dos dois dormitórios, o distrito de Moema concentra os apartamentos com metro quadrado mais caros: R$ 12.357, em média.
Em segundo lugar, aparece o Jardim Paulista, onde o preço médio do metro quadrado em 2011 foi R$ 11.049. (Infomoney
Já a unidade de dois dormitórios mais cara custou R$ 2,8 milhões e foi lançada no bairro nobre do Itaim Bibi, na zona sul. Lá, o metro quadrado ficou em R$ 14.348.
Na média, os lançamentos de dois dormitórios na cidade de São Paulo em 2011 atingiram preço de R$ 325,7 mil em 2011, de acordo com o levantamento. O metro quadrado destes apartamentos custou, em média, R$ 5.594.
Regiões da cidade
De acordo com os dados, a zona sul possui os apartamentos de dois quartos com metro quadrado mais caro da capital paulista. Em Moema, o metro quadrado custou, em média, R$ 14.886 no ano passado. Em seguida, aparece o Itaim Bibi, com preço por metro quadrado de R$ 10.737.
Alto de Pinheiros, na zona oeste, ficou em terceiro lugar, com o metro quadrado valendo, em média, R$ 10.153.
Por outro lado, o metro quadrado mais barato foi verificado na zona leste. No distrito de Lajeado, ele custou, em média, R$ 2.555. Já em Guaianazes, o preço médio foi de R$ 2.620, enquanto na Vila Jacui o valor foi um pouco maior: R$ 2.909.
Lançamentos
O distrito de Campo Limpo registrou o maior número de apartamentos de dois dormitórios lançados em 2011. No total, foram lançadas 917 unidades, com preço médio do metro quadrado de R$ 3.137.
Em segundo lugar, aparece o Jardim São Luis, com 906 unidades lançadas, seguido pela Saúde (639 unidades) e Sacomã (630 unidades).
Um dormitório
De acordo com o levantamento, a média de preço das unidades de um dormitório lançadas no ano passado em SP foi R$ 403,5 mil. Assim como no caso dos dois dormitórios, o distrito de Moema concentra os apartamentos com metro quadrado mais caros: R$ 12.357, em média.
Em segundo lugar, aparece o Jardim Paulista, onde o preço médio do metro quadrado em 2011 foi R$ 11.049. (Infomoney
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
EFICIÊNCIA E EFICÁCIA NOS NEGÓCIOS
O querer é o poder arquipotente,
É a decisão formada em tua mente
O sucesso não chega até nós de mão beijada, gratuitamente. Ele tem de ser trabalhado e, muitas vezes, arduamente. Mesmo aquelas pessoas que ganham grandes fortunas em concursos, sorteios, loterias, etc., quase sempre, vêm perseguindo sistematicamente uma idéia, um palpite e, no mínimo, se não desenvolvessem esforços próprios, no sentido de jogar, de adquirir as condições necessárias à participação em tais eventos, jamais ganhariam Sem dúvida, o sucesso tem que ser trabalhado, tem que ser conquistado
Muitas pessoas, muitos empresários esquecem esta verdade e, como conseqüência, não assumem, como deveriam, as responsabilidades que lhes são próprias no sentido de realizar os esforços necessários para seu próprio sucesso
Ao aparecerem e se agravarem as conseqüências dessas omissões, não raras vezes, os seres humanos passam a atribuir culpas a terceiros por seus problemas e fracassos Afinal, élhes confortador criar bodes expiatórios Assim, ora o governo é o culpado, ora o alto volume de tributos, ora a globalização, os concorrentes, os fornecedores, os clientes, os funcionários..... enfim, qualquer entidade ou pessoa, desde que não sejam eles próprios Afinal, a maioria pensa que ninguém entende melhor de seus negócios, de suas vidas do que eles próprios. Logo, se não obtém sucesso, a culpa sempre será dos outros
Sejamos sinceros: faltanos, muitas vezes, a humildade, a simplicidade para constatar que, muitas vezes, nos faltam formação técnica adequada, boa vontade, esforço, garra, entusiasmo para enfrentarmos e vencermos as dificuldades que normalmente aparecerão em nossas vidas, em nossos negócios praticamente todas causadas por nossas próprias atitudes e comportamentos.
A tradição ensina que a efetividade pessoal (eficiência e eficácia) é consequência direta da combinação de quatro fatores: aptidão mental, habilidades comportamentais, aptidão física e domínio de uma profissão. Observe que estes quatro fatores podem e devem se converter nos quatro caminhos para a eficiência e eficácia de nossas vidas, de nossos negócios. Vejamos:
· Aptidão mental precisamos dosar a humildade com a sabedoria, no sentido de sermos capazes de manter a mente aberta. Nunca devemos nos considerar os donos da verdade. Claro, devemos ter nossas próprias convicções, pois isso é natural nos seres humanos mas, ao mesmo tempo, precisamos manter a mente aberta, no sentido de sermos capazes de ouvir sugestões, críticas e opiniões de todos os demais e, submetermos cada uma delas ao crivo da razão, de modo a extrairmos o que for positivo para as nossas vidas, para os nossos negócios.
· Habilidades comportamentais especialmente as referentes à facilidade de comunicação e de relacionamento interpessoal. Devemos ser claros em nossas comunicações pessoais. Sejam elas frente a frente ou via meios eletrônicos, e devemos unir tais comportamentos a atitudes de boa educação, nunca esquecendo o respeito no relacionamento, onde estivermos. Não custa nada dizer: obrigado, bom dia, por favor e agir com alegria, no semblante e no coração. Tais atitudes podem parecer detalhes. mas, como dizia Miguelangelo: os pequenos detalhes constituem a qualidade mas, a qualidade não é um pequeno detalhe.
· Aptidão física é a nossa saúde corporal, a saúde de nossas vidas, de nossos negócios. Há que manter tudo limpo, organizado,. Há que agir com clareza, com sinceridade e honestidade sem importar se os outros hajam ou não de modo igual para conosco. E, esse comportamento deve ser adotado frente a toda e qualquer pessoa, com ênfase aos nossos clientes, aos nossos fornecedores, às pessoas que constituem nossas equipes de trabalho, às entidades com as quais nos relacionamos, sejam elas públicas, privadas ou ONGs. Ai repousa nosso sucesso como empresários e, principalmente, como seres humanos.
· Domínio da profissão Já diziam os comerciantes portugueses radicados no Brasil, lá pelo inicio do século passado: quem não tem competência, não se estabeleça Grande verdade Apenas obtêm sucesso as pessoas que realmente se dedicam ao trabalho que executam e o façam com gosto, com amor. Atentem para isso: os clientes, os funcionários, os fornecedores, todas as pessoas com as quais nos relacionamos notam, no primeiro contato, se gostamos ou não daquilo que fazemos. O gostar daquilo que se faz constitui força importante para provocar diferença positiva entre como nós agimos e como as demais pessoas agem. Não é possível dominar uma profissão, por anos a fio, se não cuidarmos de nossa contínua aprendizagem, de nossa reciclagem e devemos contribuir para que o mesmo ocorra com nossos familiares e nossos colaboradores. .
O domínio da profissão, o fazer aquilo que se gosta é o que dá sentido a vida. Afinal, nós passamos a maior parte de nossas vidas úteis em nossos ambientes de trabalho. Ou somos realmente felizes ai ou não tem razão de ai permanecermos Bom, e os resultados financeiros? Eles são consequência direta de como nossos clientes, nossos relacionamentos percebem como agimos, como atuamos Afinal, um cliente bem atendido volta a negociar conosco e nos indica para os seus parentes e amigos, criando uma cascata positiva de resultados
Deixemos, portanto, o área das boas intenções e passemos para o campo das atitudes, do trabalho positivo, das realizações Sejamos hoje melhores do que fomos ontem e, trabalhemos para que amanhã, possamos ser melhores do que hoje. Ao Sucesso, pois
Antônio Carlos Cassarro
SócioDiretor da CTO Consultoria e Treinamento Organizacional;
Professor de PósGraduação e MBAs
Membro do CRASP, do CRCSP e do CORECONSP
É a decisão formada em tua mente
O sucesso não chega até nós de mão beijada, gratuitamente. Ele tem de ser trabalhado e, muitas vezes, arduamente. Mesmo aquelas pessoas que ganham grandes fortunas em concursos, sorteios, loterias, etc., quase sempre, vêm perseguindo sistematicamente uma idéia, um palpite e, no mínimo, se não desenvolvessem esforços próprios, no sentido de jogar, de adquirir as condições necessárias à participação em tais eventos, jamais ganhariam Sem dúvida, o sucesso tem que ser trabalhado, tem que ser conquistado
Muitas pessoas, muitos empresários esquecem esta verdade e, como conseqüência, não assumem, como deveriam, as responsabilidades que lhes são próprias no sentido de realizar os esforços necessários para seu próprio sucesso
Ao aparecerem e se agravarem as conseqüências dessas omissões, não raras vezes, os seres humanos passam a atribuir culpas a terceiros por seus problemas e fracassos Afinal, élhes confortador criar bodes expiatórios Assim, ora o governo é o culpado, ora o alto volume de tributos, ora a globalização, os concorrentes, os fornecedores, os clientes, os funcionários..... enfim, qualquer entidade ou pessoa, desde que não sejam eles próprios Afinal, a maioria pensa que ninguém entende melhor de seus negócios, de suas vidas do que eles próprios. Logo, se não obtém sucesso, a culpa sempre será dos outros
Sejamos sinceros: faltanos, muitas vezes, a humildade, a simplicidade para constatar que, muitas vezes, nos faltam formação técnica adequada, boa vontade, esforço, garra, entusiasmo para enfrentarmos e vencermos as dificuldades que normalmente aparecerão em nossas vidas, em nossos negócios praticamente todas causadas por nossas próprias atitudes e comportamentos.
A tradição ensina que a efetividade pessoal (eficiência e eficácia) é consequência direta da combinação de quatro fatores: aptidão mental, habilidades comportamentais, aptidão física e domínio de uma profissão. Observe que estes quatro fatores podem e devem se converter nos quatro caminhos para a eficiência e eficácia de nossas vidas, de nossos negócios. Vejamos:
· Aptidão mental precisamos dosar a humildade com a sabedoria, no sentido de sermos capazes de manter a mente aberta. Nunca devemos nos considerar os donos da verdade. Claro, devemos ter nossas próprias convicções, pois isso é natural nos seres humanos mas, ao mesmo tempo, precisamos manter a mente aberta, no sentido de sermos capazes de ouvir sugestões, críticas e opiniões de todos os demais e, submetermos cada uma delas ao crivo da razão, de modo a extrairmos o que for positivo para as nossas vidas, para os nossos negócios.
· Habilidades comportamentais especialmente as referentes à facilidade de comunicação e de relacionamento interpessoal. Devemos ser claros em nossas comunicações pessoais. Sejam elas frente a frente ou via meios eletrônicos, e devemos unir tais comportamentos a atitudes de boa educação, nunca esquecendo o respeito no relacionamento, onde estivermos. Não custa nada dizer: obrigado, bom dia, por favor e agir com alegria, no semblante e no coração. Tais atitudes podem parecer detalhes. mas, como dizia Miguelangelo: os pequenos detalhes constituem a qualidade mas, a qualidade não é um pequeno detalhe.
· Aptidão física é a nossa saúde corporal, a saúde de nossas vidas, de nossos negócios. Há que manter tudo limpo, organizado,. Há que agir com clareza, com sinceridade e honestidade sem importar se os outros hajam ou não de modo igual para conosco. E, esse comportamento deve ser adotado frente a toda e qualquer pessoa, com ênfase aos nossos clientes, aos nossos fornecedores, às pessoas que constituem nossas equipes de trabalho, às entidades com as quais nos relacionamos, sejam elas públicas, privadas ou ONGs. Ai repousa nosso sucesso como empresários e, principalmente, como seres humanos.
· Domínio da profissão Já diziam os comerciantes portugueses radicados no Brasil, lá pelo inicio do século passado: quem não tem competência, não se estabeleça Grande verdade Apenas obtêm sucesso as pessoas que realmente se dedicam ao trabalho que executam e o façam com gosto, com amor. Atentem para isso: os clientes, os funcionários, os fornecedores, todas as pessoas com as quais nos relacionamos notam, no primeiro contato, se gostamos ou não daquilo que fazemos. O gostar daquilo que se faz constitui força importante para provocar diferença positiva entre como nós agimos e como as demais pessoas agem. Não é possível dominar uma profissão, por anos a fio, se não cuidarmos de nossa contínua aprendizagem, de nossa reciclagem e devemos contribuir para que o mesmo ocorra com nossos familiares e nossos colaboradores. .
O domínio da profissão, o fazer aquilo que se gosta é o que dá sentido a vida. Afinal, nós passamos a maior parte de nossas vidas úteis em nossos ambientes de trabalho. Ou somos realmente felizes ai ou não tem razão de ai permanecermos Bom, e os resultados financeiros? Eles são consequência direta de como nossos clientes, nossos relacionamentos percebem como agimos, como atuamos Afinal, um cliente bem atendido volta a negociar conosco e nos indica para os seus parentes e amigos, criando uma cascata positiva de resultados
Deixemos, portanto, o área das boas intenções e passemos para o campo das atitudes, do trabalho positivo, das realizações Sejamos hoje melhores do que fomos ontem e, trabalhemos para que amanhã, possamos ser melhores do que hoje. Ao Sucesso, pois
Antônio Carlos Cassarro
SócioDiretor da CTO Consultoria e Treinamento Organizacional;
Professor de PósGraduação e MBAs
Membro do CRASP, do CRCSP e do CORECONSP
Um novo ciclo de bons negócios
Por conta do início de um novo ano, o CRECISP tem recebido várias solicitações de veículos de comunicação para falar sobre os rumos que o mercado imobiliário deverá tomar em 2012. Nosso ponto de vista se baseia, especialmente, nos levantamentos que realizamos mensalmente, e que nos fornecem um verdadeiro termômetro dos negócios no Estado de São Paulo. Estamos confiantes de que em 2012, o segmento de imóveis residenciais continuará colhendo os bons frutos que têm sido cultivados ao longo das últimas décadas, principalmente no que diz respeito a maior oferta de financiamento e a taxas de juros em patamares mais condizentes com a realidade financeira dos brasileiros.
Ainda há muito por fazer para que se chegue próximo de uma solução para o déficit habitacional do País. O Programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, está longe de resolver a questão e vem enfrentando problemas para equacionar os custos da produção de novas moradias e para evitar as diversas fraudes já denunciadas ao Ministério Público relativas à adequação dos empreendimentos ao Programa.
No cenário mundial, no entanto, os ventos favoráveis ainda sopram na direção do Brasil. Se tomarmos um segmento específico o de escritórios e lojas na Inglaterra, por exemplo, recente pesquisa encomendada pelo governo dá conta que um em cada sete imóveis comerciais está fechado. Os grandes shoppings e lojas de departamento inglesas estão engolindo o comércio de rua e a taxa de desocupação dos imóveis dobrou nos últimos dois anos. Com isso, há uma grande chance de degradação das áreas centrais de Londres, que concentravam esse tipo de comércio.
Em Portugal, a realidade também é semelhante. Dezenas de pequenas lojas fecham suas portas diariamente, não conseguindo competir com grandes shoppings, que oferecem preços mais baixos e segurança em um mesmo local.
Em contrapartida, o mercado de escritórios brasileiros tem dado sinais bastante favoráveis, colocando São Paulo e Rio de Janeiro como duas cidades do mundo com as mais baixas taxas de vacância: 2,6% e 1,6%, respectivamente. O que se pode concluir é que esse segmento tem crescido em função da rápida recuperação do País após a crise mundial de 2008, somada à expansão das empresas que buscaram espaços maiores para suas instalações.
Os preços também estão em alta para os imóveis comerciais do Brasil. Investidores estrangeiros e nacionais estão aplicando suas reservas em salas comerciais, com metragem que, em geral, varia de 50 a 200 metros, com a perspectiva de alugálas a profissionais liberais de diversas áreas. Em São Paulo, em 2010 foram lançados 7.500 escritórios desse padrão. E o preço do aluguel está entre os mais caros do mundo: cerca de US$ 79,73 o metro quadrado. Há que se cuidar, no entanto, para que esse segmento não passe pelo excesso de oferta, criando uma situação de saturação e falta de demanda.
Ainda não se vê no País o mesmo cenário encontrado nas principais cidades do mundo, onde segundo levantamentos realizados por empresas especializadas são estimados cerca de cinco escritórios para cada habitante. Em São Paulo, a conta está bem longe desse resultado: a proporção é de uma sala para cada paulistano. Com a proposta de renovação do Centro da cidade, há boas chances de que os imóveis vagos existentes sejam utilizados como moradias ou reformados para atrair novas empresas para a região. Muitas lojas também resistem na área central reduto tradicional das compras focadas no comércio de produtos mais populares e que, pelo menos por enquanto, conseguiram suportar bem a concorrência dos shoppings.
Somado a isso, calculase que o mercado paulistano receberá, até 2014, 850 mil metros quadrados em novos edifícios comerciais, o que pode estabilizar os preços dos alugueis.
Como se pode ver, há boas perspectivas de negócios nos diversos segmentos do ramo imobiliário. Resta aos corretores de imóveis estarem atentos às tendências que o mercado oferece, aprimorando seus conhecimentos e buscando, sempre, o equilíbrio entre a dedicação e a justa remuneração pela sua atividade.
Ainda há muito por fazer para que se chegue próximo de uma solução para o déficit habitacional do País. O Programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, está longe de resolver a questão e vem enfrentando problemas para equacionar os custos da produção de novas moradias e para evitar as diversas fraudes já denunciadas ao Ministério Público relativas à adequação dos empreendimentos ao Programa.
No cenário mundial, no entanto, os ventos favoráveis ainda sopram na direção do Brasil. Se tomarmos um segmento específico o de escritórios e lojas na Inglaterra, por exemplo, recente pesquisa encomendada pelo governo dá conta que um em cada sete imóveis comerciais está fechado. Os grandes shoppings e lojas de departamento inglesas estão engolindo o comércio de rua e a taxa de desocupação dos imóveis dobrou nos últimos dois anos. Com isso, há uma grande chance de degradação das áreas centrais de Londres, que concentravam esse tipo de comércio.
Em Portugal, a realidade também é semelhante. Dezenas de pequenas lojas fecham suas portas diariamente, não conseguindo competir com grandes shoppings, que oferecem preços mais baixos e segurança em um mesmo local.
Em contrapartida, o mercado de escritórios brasileiros tem dado sinais bastante favoráveis, colocando São Paulo e Rio de Janeiro como duas cidades do mundo com as mais baixas taxas de vacância: 2,6% e 1,6%, respectivamente. O que se pode concluir é que esse segmento tem crescido em função da rápida recuperação do País após a crise mundial de 2008, somada à expansão das empresas que buscaram espaços maiores para suas instalações.
Os preços também estão em alta para os imóveis comerciais do Brasil. Investidores estrangeiros e nacionais estão aplicando suas reservas em salas comerciais, com metragem que, em geral, varia de 50 a 200 metros, com a perspectiva de alugálas a profissionais liberais de diversas áreas. Em São Paulo, em 2010 foram lançados 7.500 escritórios desse padrão. E o preço do aluguel está entre os mais caros do mundo: cerca de US$ 79,73 o metro quadrado. Há que se cuidar, no entanto, para que esse segmento não passe pelo excesso de oferta, criando uma situação de saturação e falta de demanda.
Ainda não se vê no País o mesmo cenário encontrado nas principais cidades do mundo, onde segundo levantamentos realizados por empresas especializadas são estimados cerca de cinco escritórios para cada habitante. Em São Paulo, a conta está bem longe desse resultado: a proporção é de uma sala para cada paulistano. Com a proposta de renovação do Centro da cidade, há boas chances de que os imóveis vagos existentes sejam utilizados como moradias ou reformados para atrair novas empresas para a região. Muitas lojas também resistem na área central reduto tradicional das compras focadas no comércio de produtos mais populares e que, pelo menos por enquanto, conseguiram suportar bem a concorrência dos shoppings.
Somado a isso, calculase que o mercado paulistano receberá, até 2014, 850 mil metros quadrados em novos edifícios comerciais, o que pode estabilizar os preços dos alugueis.
Como se pode ver, há boas perspectivas de negócios nos diversos segmentos do ramo imobiliário. Resta aos corretores de imóveis estarem atentos às tendências que o mercado oferece, aprimorando seus conhecimentos e buscando, sempre, o equilíbrio entre a dedicação e a justa remuneração pela sua atividade.
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