Os investimentos habitacionais no Brasil cresceram 785,7% de 2002 até 2009, ao passar de R$ 7 bilhões para R$ 62 bilhões, segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada ontem. O déficit habitacional brasileiro é de 7,9 milhões de moradias, correspondente a 14,9% do total de domicílios.
O comunicado do órgão ligado à Presidência da República, intitulado "O planejamento da habitação de interesse social no Brasil: desafios e perspectivas", não traz dados novos, apenas avalia os gastos voltados às moradias de baixo custo entre 2002 até 2009.
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) aplicava R$ 1,7 bilhão em 2002, enquanto em 2009, atingiu cerca de R$ 33 bilhões. A faixa de renda entre zero e três salários mínimos, na qual se concentra o deficit habitacional, recebia 32% dos investimentos, em 2002, chegou a 77%, em 2007, e se estabilizou em 64% em 2008 e 2009.
Segundo a análise, o desenvolvimento habitacional ocorria de maneira errática e com poucos investimentos após o fim do Banco Nacional de Habitação (BNH) - instituição pública voltado ao financiamento e à produção imobiliária, extinta em 1986.
Desde 2003, a política habitacional tem sua diretriz dada pelo Ministério das Cidades e o Conselho Nacional das Cidades após a elaboração de uma Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, de maneira federativa e com participação e controle social. Destaque para o programa Minha Casa, Minha Vida, bandeira encampada por Lula no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e cuja sucessora, a presidente Dilma Rousseff dá prosseguimento no PAC 2.
As 11 principais regiões metropolitanas do País concentram 80% das favelas, 33% de déficit habitacional e cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os dados da análise do Ipea são do Ministério das Cidades de 2009, analisado em conjunto com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2005, e processados pela Fundação João Pinheiro.
As maiores concentrações, em números absolutos, estão no sudeste e no nordeste, com déficit total de 2,9 e 2,7 milhões de domicílios, respectivamente.
Em termos relativos, os maiores percentuais estão no norte (22,9%) e nordeste (20,6%). O déficit habitacional urbano é de 6,4 milhões de domicílios e o rural é próximo de 1,5 milhão, com destaque para o nordeste, cuja demanda se aproxima de 900 mil novas unidades habitacionais.
Na composição do déficit, chama atenção o ônus excessivo com aluguel, estando nesta situação 29% dos domicílios urbanos do Brasil. As taxas mais altas são observadas no sudeste (37,3%) e no centro-oeste (36,7%).
Para o Ipea, o déficit habitacional contrasta com o número significativo de imóveis vazios e configura realidade que impõe política específica de reforma. (DCI)
Corretor de imóveis devidamente credenciado no serviço público federal Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, CRECISP 82.114, desde 2007. Com passagens pelas maiores empresas do mercado. Tendo atuado ainda na área de crédito imobiliário pelo banco Santander. Se procura por imóvel eu serei o seu consultor. Contato - consulteocreci82114@gmail.com
domingo, 30 de outubro de 2011
Brasil tem déficit de 7,9 milhões de moradias
Faltam 7,9 milhões de moradias em todo o Brasil, o que corresponde a 14,9% do total de domicílios, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que compilou dados de 2002 a 2009 e foi divulgada ontem. Desse total, 6,4 milhões habitações deveriam ser criadas em áreas urbanas e 1,5 milhão nas rurais.
Segundo a pesquisa, as principais regiões com déficit são o Sudeste, com falta de 2,9 milhões de domicílios e o Nordeste, com falta de 2,7 milhões de moradias. Em termos relativos, as principais carências estão no Norte, com falta de 22,9%, e no Nordeste, com 20,6%.
Para o Ipea, o déficit alto no número de moradias contrasta com o alto número de imóveis vazios e degradados no País. O instituto também aponta que 80% das favelas brasileiras estão localizadas nas 11 principais regiões metropolitanas.
De 2002 a 2009, os investimentos em habitação no Brasil passaram de R$ 7 bilhões para R$ 62 bilhões. Em 2002, os habitantes classificados na faixa de renda entre zero e três salários recebiam 32% dos investimentos. Em 2008 e 2009, essa faixa passa a ser contemplada com 64% do total investido no setor.
O estudo aponta que 96,7% dos municípios brasileiros (5.377) aderiram ao Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), que destina recursos federais para projetos de habitação voltados para a população de baixa renda. O menor percentual de municípios que aderiram, por Estado, foi encontrado no Amazonas (87,1%). Sete estados têm mais de 50% incorporados, enquanto quatro têm menos de 25% de seus municípios contemplados.
Ceará
O Ceará é o terceiro Estado brasileiro em número de municípios regularizados junto ao SNHIS. No total, 88% dos municípios cearenses têm situação regular junto ao SNHIS. Perde apenas para Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com 93% e 90%, respectivamente. Atrás do Ceará ficaram Alagoas (85%), Rio Grande do Sul (79%) e Pernambuco (72%).
Dos estados do Nordeste, a última posição continua a ser ocupada pelo Piauí, com 42%, sendo também o penúltimo do ranking nacional, acima apenas do Amapá (31%).
De acordo com a pesquisa, o Ceará também se destaca pelo aumento do número de municípios entre 2010 e 2011, com uma variação de 15% no número de municípios regularizados. O estudo do Ipea, intitulado "Planejamento da Habitação de Interesse Social no Brasil: desafios e perspectivas", discute a nova política habitacional brasileira, implantada desde 2004, e seus desdobramentos para os próximos anos.
Segundo Roberto Gomes, presidente da Fundação Habitacional de Fortaleza (Habitafor), a capital cearense apresenta uma regularidade junto ao SNHIS. Segundo ele, a cidade é um dos 438 municípios brasileiros que já possui Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), além de ter criado um fundo e conselho para este fim.
Áreas de risco
Sobre a questão do déficit habitacional em Fortaleza, a Habitafor trabalha com os dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2002: demanda de 75 mil domicílios e 22 mil famílias vivendo em áreas de risco.
Questionado sobre o problema em se traçar políticas com dados de quase dez anos, Roberto Gomes pondera que os elementos de planejamento utilizados pela Habitafor são o Levantamento de Áreas de Risco (feito em 2005 pela Defesa Civil) e o Orçamento Participativo (OP), que define a priorização dos gastos pelas demandas da população.
"De 2005 a 2011, conseguimos eliminar 16 áreas de risco e não surgiu nenhuma nova desde então. Também é interessante perceber como as demandas feitas através do OP bate com as prioridades traçadas pela Defesa Civil para habitação, o que mostra que a população tem uma percepção da cidade que deve ser observada", afirma.
Atualmente, Fortaleza possui 89 áreas de risco. Segundo o presidente da Habitafor, a expectativa é de que outras 16 dessas áreas sejam eliminadas até dezembro de 2012.
Habitação no Ceará 20% do total de domicílios existentes no Nordeste é quanto equivale o déficit habitacional na região, a segunda do País com a maior carência de moradias, de acordo com o Ipea 88% dos municípios cearenses estão regularizados no Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), o que faz do Ceará o terceiro Estado com maior participação. (Diário do Nordeste)
Segundo a pesquisa, as principais regiões com déficit são o Sudeste, com falta de 2,9 milhões de domicílios e o Nordeste, com falta de 2,7 milhões de moradias. Em termos relativos, as principais carências estão no Norte, com falta de 22,9%, e no Nordeste, com 20,6%.
Para o Ipea, o déficit alto no número de moradias contrasta com o alto número de imóveis vazios e degradados no País. O instituto também aponta que 80% das favelas brasileiras estão localizadas nas 11 principais regiões metropolitanas.
De 2002 a 2009, os investimentos em habitação no Brasil passaram de R$ 7 bilhões para R$ 62 bilhões. Em 2002, os habitantes classificados na faixa de renda entre zero e três salários recebiam 32% dos investimentos. Em 2008 e 2009, essa faixa passa a ser contemplada com 64% do total investido no setor.
O estudo aponta que 96,7% dos municípios brasileiros (5.377) aderiram ao Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), que destina recursos federais para projetos de habitação voltados para a população de baixa renda. O menor percentual de municípios que aderiram, por Estado, foi encontrado no Amazonas (87,1%). Sete estados têm mais de 50% incorporados, enquanto quatro têm menos de 25% de seus municípios contemplados.
Ceará
O Ceará é o terceiro Estado brasileiro em número de municípios regularizados junto ao SNHIS. No total, 88% dos municípios cearenses têm situação regular junto ao SNHIS. Perde apenas para Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com 93% e 90%, respectivamente. Atrás do Ceará ficaram Alagoas (85%), Rio Grande do Sul (79%) e Pernambuco (72%).
Dos estados do Nordeste, a última posição continua a ser ocupada pelo Piauí, com 42%, sendo também o penúltimo do ranking nacional, acima apenas do Amapá (31%).
De acordo com a pesquisa, o Ceará também se destaca pelo aumento do número de municípios entre 2010 e 2011, com uma variação de 15% no número de municípios regularizados. O estudo do Ipea, intitulado "Planejamento da Habitação de Interesse Social no Brasil: desafios e perspectivas", discute a nova política habitacional brasileira, implantada desde 2004, e seus desdobramentos para os próximos anos.
Segundo Roberto Gomes, presidente da Fundação Habitacional de Fortaleza (Habitafor), a capital cearense apresenta uma regularidade junto ao SNHIS. Segundo ele, a cidade é um dos 438 municípios brasileiros que já possui Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS), além de ter criado um fundo e conselho para este fim.
Áreas de risco
Sobre a questão do déficit habitacional em Fortaleza, a Habitafor trabalha com os dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2002: demanda de 75 mil domicílios e 22 mil famílias vivendo em áreas de risco.
Questionado sobre o problema em se traçar políticas com dados de quase dez anos, Roberto Gomes pondera que os elementos de planejamento utilizados pela Habitafor são o Levantamento de Áreas de Risco (feito em 2005 pela Defesa Civil) e o Orçamento Participativo (OP), que define a priorização dos gastos pelas demandas da população.
"De 2005 a 2011, conseguimos eliminar 16 áreas de risco e não surgiu nenhuma nova desde então. Também é interessante perceber como as demandas feitas através do OP bate com as prioridades traçadas pela Defesa Civil para habitação, o que mostra que a população tem uma percepção da cidade que deve ser observada", afirma.
Atualmente, Fortaleza possui 89 áreas de risco. Segundo o presidente da Habitafor, a expectativa é de que outras 16 dessas áreas sejam eliminadas até dezembro de 2012.
Habitação no Ceará 20% do total de domicílios existentes no Nordeste é quanto equivale o déficit habitacional na região, a segunda do País com a maior carência de moradias, de acordo com o Ipea 88% dos municípios cearenses estão regularizados no Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), o que faz do Ceará o terceiro Estado com maior participação. (Diário do Nordeste)
Aumenta o preço de imóveis em quatro capitais brasileiras
O IBOPE Inteligência realizou um estudo sobre os preços dos imóveis residenciais novos e usados em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife e constatou que os preços continuam em alta. “Ainda não há sinais de acomodação dos preços de imóveis, uma vez que as altas são expressivas”, comenta Antonio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do IBOPE Inteligência.
Em São Paulo, o índice médio do preço do metro quadrado para apartamentos novos passou de 162, em abril deste ano, pra 185 em outubro. O índice dos apartamentos usados passou de 146 para 162 no mesmo período. Isso significa, em taxas atualizadas, que os imóveis estão subindo entre 22% e 28% ao ano, que são taxas observadas desde 2009, quando o IBOPE Inteligência passou a acompanhar o mercado imobiliário residencial. Em reais, a média do preço do metro quadrado para imóveis novos é de R$ 6.019,00. Já para os usados é de R$ 4.979,00.
A região que registrou maior elevação de preços foi a zona norte, com uma média de 28%. A seguir aparem as regiões central (21%), sudoeste e sul (ambas com 17%), leste (15%), sudeste (10%), oeste (9%) e noroeste (3%). De acordo com o estudo, São Paulo tem 3.928.331 unidades residenciais de uso particular, sendo que 7,4%, ou 290.317, estão desocupadas. Para este ano, estão previstas mais 65.300 unidades ocupadas.
Com relação aos imóveis usados, a região paulistana que apresentou maior valorização média foi a noroeste (21%). Depois aparecem as zonas norte (19%), sul (17%), centro (13%), leste (12%), sudeste e sudoeste (11%) e oeste (8%). (Redação - Agência IN)
Em São Paulo, o índice médio do preço do metro quadrado para apartamentos novos passou de 162, em abril deste ano, pra 185 em outubro. O índice dos apartamentos usados passou de 146 para 162 no mesmo período. Isso significa, em taxas atualizadas, que os imóveis estão subindo entre 22% e 28% ao ano, que são taxas observadas desde 2009, quando o IBOPE Inteligência passou a acompanhar o mercado imobiliário residencial. Em reais, a média do preço do metro quadrado para imóveis novos é de R$ 6.019,00. Já para os usados é de R$ 4.979,00.
A região que registrou maior elevação de preços foi a zona norte, com uma média de 28%. A seguir aparem as regiões central (21%), sudoeste e sul (ambas com 17%), leste (15%), sudeste (10%), oeste (9%) e noroeste (3%). De acordo com o estudo, São Paulo tem 3.928.331 unidades residenciais de uso particular, sendo que 7,4%, ou 290.317, estão desocupadas. Para este ano, estão previstas mais 65.300 unidades ocupadas.
Com relação aos imóveis usados, a região paulistana que apresentou maior valorização média foi a noroeste (21%). Depois aparecem as zonas norte (19%), sul (17%), centro (13%), leste (12%), sudeste e sudoeste (11%) e oeste (8%). (Redação - Agência IN)
IGP‐M registra variação de 0,53% em outubro
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP‐M) variou 0,53%, em outubro segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em setembro, o índice avançou 0,65%. Em 12 meses, o IGP‐M elevou‐se 6,95%. A taxa acumulada no ano é de 4,70%. O IGP‐M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,68%. No mês anterior, a taxa foi de 0,74%. O índice relativo aos Bens Finais variou ‐0,05%, em outubro. Em setembro, este grupo de produtos mostrou elevação de 0,31%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,82% para 0,35%. Excluindo‐se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,11%. Em setembro, a taxa foi de 0,29%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,92%. Em setembro, a taxa foi de 0,13%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,11% para 0,75%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,99%, ante 0,16%, em setembro.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias‐Primas Brutas variou 1,18%, em outubro. Em setembro, o índice registrou variação de 2,04%. Os principais responsáveis pela desaceleração do grupo foram os itens: soja (em grão) (5,92% para ‐1,83%), café (em grão) (10,58% para 1,64%) e aves (1,95% para ‐1,08%). Ao mesmo tempo, registraram‐se acelerações em itens como: minério de ferro (3,36% para 5,54%), suínos (‐7,77% para 5,54%) e mandioca (aipim) (8,23% para 13,82%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,26%, em outubro. Em setembro, a variação foi de 0,59%. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (0,95% para ‐0,09%). Os itens que mais influenciaram a taxa desta classe de despesa foram: frutas (6,42% para ‐0,85%), hortaliças e legumes (‐2,74% para ‐5,92%) e carnes bovinas (1,71% para 0,86%).
Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (1,36% para 0,74%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,60% para 0,38%) e Transportes (0,19% para 0,00%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos preços dos itens: roupas (1,56% para 0,93%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,37% para 0,03%) e álcool combustível (2,11% para ‐0,20%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,47% para 0,61%), Despesas Diversas (0,15% para 0,25%) e Educação, Leitura e Recreação (0,19% para 0,21%). Nestes grupos destacam‐se os itens: taxa de água e esgoto residencial (1,31% para 2,14%), alimento para animais domésticos (‐0,01% para 1,96%) e passagem aérea (3,90% para 7,20%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em outubro, variação de 0,20%, acima do resultado de setembro, de 0,14%. A taxa do grupo Serviços recuou de 0,42% para 0,34%, enquanto a do grupo Mão de Obra avançou de 0,01% para 0,16%. O índice relativo ao grupo Materiais e Equipamentos repetiu a taxa apurada no mês anterior, de 0,23%. (Redação - Agência IN)
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,68%. No mês anterior, a taxa foi de 0,74%. O índice relativo aos Bens Finais variou ‐0,05%, em outubro. Em setembro, este grupo de produtos mostrou elevação de 0,31%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,82% para 0,35%. Excluindo‐se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,11%. Em setembro, a taxa foi de 0,29%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,92%. Em setembro, a taxa foi de 0,13%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,11% para 0,75%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,99%, ante 0,16%, em setembro.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias‐Primas Brutas variou 1,18%, em outubro. Em setembro, o índice registrou variação de 2,04%. Os principais responsáveis pela desaceleração do grupo foram os itens: soja (em grão) (5,92% para ‐1,83%), café (em grão) (10,58% para 1,64%) e aves (1,95% para ‐1,08%). Ao mesmo tempo, registraram‐se acelerações em itens como: minério de ferro (3,36% para 5,54%), suínos (‐7,77% para 5,54%) e mandioca (aipim) (8,23% para 13,82%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,26%, em outubro. Em setembro, a variação foi de 0,59%. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (0,95% para ‐0,09%). Os itens que mais influenciaram a taxa desta classe de despesa foram: frutas (6,42% para ‐0,85%), hortaliças e legumes (‐2,74% para ‐5,92%) e carnes bovinas (1,71% para 0,86%).
Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (1,36% para 0,74%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,60% para 0,38%) e Transportes (0,19% para 0,00%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos preços dos itens: roupas (1,56% para 0,93%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,37% para 0,03%) e álcool combustível (2,11% para ‐0,20%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,47% para 0,61%), Despesas Diversas (0,15% para 0,25%) e Educação, Leitura e Recreação (0,19% para 0,21%). Nestes grupos destacam‐se os itens: taxa de água e esgoto residencial (1,31% para 2,14%), alimento para animais domésticos (‐0,01% para 1,96%) e passagem aérea (3,90% para 7,20%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em outubro, variação de 0,20%, acima do resultado de setembro, de 0,14%. A taxa do grupo Serviços recuou de 0,42% para 0,34%, enquanto a do grupo Mão de Obra avançou de 0,01% para 0,16%. O índice relativo ao grupo Materiais e Equipamentos repetiu a taxa apurada no mês anterior, de 0,23%. (Redação - Agência IN)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Volume de lançamentos e vendas sobe no 3º trimestre
Apesar do cenário de crescimento econômico menos acelerado, a maior parte das incorporadoras de capital aberto que divulgaram prévias dos resultados operacionais do terceiro trimestre lançou e vendeu mais que no mesmo período de 2010. Das oito empresas que divulgaram prévias até a última terça-feira (18), seis apresentaram crescimento do Valor Global de Vendas (VGV) de lançamentos - PDG Realty, Cyrela Brazil Realty, MRV Engenharia, EZTec, Rodobens Negócios Imobiliários e Direcional Engenharia. Apenas Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) e Even Construtora e Incorporadora apresentaram VGV menor.
Cinco empresas tiveram aumento das vendas contratadas. As exceções foram CCDI, Rodobens e Even. A PDG, maior incorporadora do país e a primeira a divulgar prévias, apresentou recordes em lançamentos e vendas. Ontem, foi a vez de MRV Engenharia divulgar recorde de lançamentos e vendas contratadas no terceiro trimestre. A companhia lançou VGV de R$ 1,449 bilhão no período, 40% a mais que no terceiro trimestre do ano passado. As vendas cresceram 22%, para R$ 1,083 bilhão. "A demanda continua muito forte no segmento popular", afirma o presidente da MRV, Rubens Menin. No acumulado dos nove meses, as vendas da MRV subiram 10,7%, para R$ 2,883 bilhões. A expectativa da MRV é de outro trimestre "bem forte" em lançamentos e vendas, conforme o executivo.
Já a Even, que também divulgou sua prévia operacional ontem, apresentou lançamentos de R$ 448 milhões, com queda de 22,35% ante o terceiro trimestre de 2010, e vendas de R$ 370 milhões, ou seja, 38,5% menores.
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Cinco empresas tiveram aumento das vendas contratadas. As exceções foram CCDI, Rodobens e Even. A PDG, maior incorporadora do país e a primeira a divulgar prévias, apresentou recordes em lançamentos e vendas. Ontem, foi a vez de MRV Engenharia divulgar recorde de lançamentos e vendas contratadas no terceiro trimestre. A companhia lançou VGV de R$ 1,449 bilhão no período, 40% a mais que no terceiro trimestre do ano passado. As vendas cresceram 22%, para R$ 1,083 bilhão. "A demanda continua muito forte no segmento popular", afirma o presidente da MRV, Rubens Menin. No acumulado dos nove meses, as vendas da MRV subiram 10,7%, para R$ 2,883 bilhões. A expectativa da MRV é de outro trimestre "bem forte" em lançamentos e vendas, conforme o executivo.
Já a Even, que também divulgou sua prévia operacional ontem, apresentou lançamentos de R$ 448 milhões, com queda de 22,35% ante o terceiro trimestre de 2010, e vendas de R$ 370 milhões, ou seja, 38,5% menores.
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Setor da construção civil deve crescer o dobro do PIB nos próximos anos
O setor da Construção Civil vive dias otimistas há cerca de três anos em todo o país. No Paraná não é diferente. De acordo com o presidente da Acomac – Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção – Ademir Kuerten, o setor deve permanecer emcrescimento acelerado nos próximos anos. Ele aposta em um crescimento da ordem de 7% ao ano, duas vezes maior que o PIB, pelo menos até 2014.
Os motivos para tanto otimismo são vários, desde a realização de competiçõesesportivas como as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol, que devem fomentar o turismo e, por isso, fazer crescer também o número de obras públicas e particulares; até as políticas de incentivo à aquisição de casa própria, como isenções de impostos e o programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.
Mesmo as ameaças de inflação e de efeitos da crise mundial não devem afetar o crescimento do setor, de acordo com as previsões do presidente da Acomac. Kurten afirma que o governo federal está atento para proteger o país das ameaças de inflação e também dos efeitos da crise que assola principalmente os países europeus. “As metas de inflação estão sob controle e o governo tem se mostrado competente em manter fortes os setores que garantem o desenvolvimento do país, como é o caso da construção civil”, afirmou.
Kurten lembrou que o setor é um dos maiores geradores de emprego do país, além de propiciar o sentimento de cidadania, como motor importante no processo de melhora das condições de moradia dos brasileiros, como o que se tem percebido nos últimos anos. A Acomac representa cerca de 270 lojistas da grande Curitiba. Em sua gestão à frente da instituição, Kurten tem investido para estreitar o relacionamento do setor com fornecedores e clientes, além de programas de capacitação dos trabalhadores da área.
No dia 20 de outubro, a Acomac reuniu centenas de lojistas, fornecedores e trabalhadores do setor no I Encontro Paranaense do Varejo da Construção. Na visão de Kurten, o evento foi um sucesso, com participação maciça de lojistas e representantes das indústrias, em uma forte sinergia para a soma de esforços visando o crescimento de todo o setor, além de palestras informativas com temas de interesse para os participantes. A intenção é de que o evento se torne uma tradição, reunindo periodicamente os mais importantes representantes da área. “O objetivo com um encontro como esse é conseguirmos fazer com que o setor da construção esteja cada vez mais coeso, com uma linguagem mais homogênea, unindo indústria e varejo e levando capacitação ao nosso pessoal”, comentou. (Paranashop)
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Os motivos para tanto otimismo são vários, desde a realização de competiçõesesportivas como as Olimpíadas e a Copa do Mundo de Futebol, que devem fomentar o turismo e, por isso, fazer crescer também o número de obras públicas e particulares; até as políticas de incentivo à aquisição de casa própria, como isenções de impostos e o programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.
Mesmo as ameaças de inflação e de efeitos da crise mundial não devem afetar o crescimento do setor, de acordo com as previsões do presidente da Acomac. Kurten afirma que o governo federal está atento para proteger o país das ameaças de inflação e também dos efeitos da crise que assola principalmente os países europeus. “As metas de inflação estão sob controle e o governo tem se mostrado competente em manter fortes os setores que garantem o desenvolvimento do país, como é o caso da construção civil”, afirmou.
Kurten lembrou que o setor é um dos maiores geradores de emprego do país, além de propiciar o sentimento de cidadania, como motor importante no processo de melhora das condições de moradia dos brasileiros, como o que se tem percebido nos últimos anos. A Acomac representa cerca de 270 lojistas da grande Curitiba. Em sua gestão à frente da instituição, Kurten tem investido para estreitar o relacionamento do setor com fornecedores e clientes, além de programas de capacitação dos trabalhadores da área.
No dia 20 de outubro, a Acomac reuniu centenas de lojistas, fornecedores e trabalhadores do setor no I Encontro Paranaense do Varejo da Construção. Na visão de Kurten, o evento foi um sucesso, com participação maciça de lojistas e representantes das indústrias, em uma forte sinergia para a soma de esforços visando o crescimento de todo o setor, além de palestras informativas com temas de interesse para os participantes. A intenção é de que o evento se torne uma tradição, reunindo periodicamente os mais importantes representantes da área. “O objetivo com um encontro como esse é conseguirmos fazer com que o setor da construção esteja cada vez mais coeso, com uma linguagem mais homogênea, unindo indústria e varejo e levando capacitação ao nosso pessoal”, comentou. (Paranashop)
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Imóveis: especialistas afastam risco de bolha, mas preços podem cair
SÃO PAULO – Quem comprou um imóvel há 36 meses por R$ 100 mil na cidade de São Paulo, hoje deve vendê-lo por algo em torno de R$ 190 mil. Isso é o que indica o índice de preço de imóveis Fipe Zap, que mostra uma valorização média de 90% dos imóveis nos últimos 3 anos na cidade. Só nos últimos 12 meses, a alta de preços beira os 30%, tanto na capital paulista quanto no Brasil.
Mas será que esta valorização tão expressiva pode indicar a formação de uma bolha no setor? De acordo com especialistas do mercado imobiliário, a chance de uma bolha no mercado brasileiro é pequena, mas os preços dos imóveis devem cair em algumas regiões.
Segundo o diretor-presidente da Vitacom Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel, a bolha imobiliária se forma quando há um aumento infundado nos preços praticados por metro quadrado, como aconteceu nos Estados Unidos em 2008.
No Brasil, segundo ele, a valorização dos imóveis está sendo favorecida pelo crescimento da demanda, aumento do crédito e crescimento do número de pessoas que investem neste tipo de bem. “O que está acontecendo é uma recuperação de um mercado que, por falta de financiamento habitacional, ficou parado por mais de duas décadas”, afirma.
De acordo com Frankel, o forte aumento de preço não se trata de um movimento especulativo. “A elevação de preços é definida pela oferta e demanda. Nos últimos anos, verificamos uma procura acentuada diante de uma escassez de ofertas, principalmente nos grandes centros urbanos”, afirma Frankel.
O vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) e autor do Livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, também não acredita na formação de uma bolha neste momento. “Eu acho que esse aumento de preços se trata de ajuste de ciclo de mercado”, afirma.
Especulação
Segundo Frankel, a especulação é um dos principais riscos para que uma bolha se forme, mas ele ressalta que, no mercado brasileiro, este tipo de negócio é insignificante em relação ao volume total de transações.
“Uma das possibilidades de bolha imobiliária é quando um especulador compra um imóvel na planta, com objetivo de vender em um prazo bem curto. Se acontecer qualquer problema e ele mudar de planos, pode desistir da compra com facilidade”, diz Frankel.
“Mas a maioria das construtoras fazem uma venda consistente, com análise de crédito. Poucos fazem venda desse tipo. Por isso, esse risco praticamente inexiste no mercado imobiliário brasileiro”, continua.
O executivo acrescenta que o crédito imobiliário no Brasil é bastante conservador, o que contribui para afastar as chances de uma formação de bolha. “Nosso país tem regras fortes para o financiamento de imóveis”, diz. “O comprometimento de renda do brasileiro com este tipo de crédito é bastante limitado e não existe alavancagem”, continua o executivo.
Preços
De acordo com Calado, o preço dos imóveis, de uma maneira geral, deve se estagnar a partir de agora e pode haver redução. “Eu enxergo um cenário de manutenção ou de queda de até 20% ao longo do tempo, não de um mês para o outro”, diz. “Acho que estamos no topo e tem uma chance muito grande de cair”, completa.
Para Frankel, em muitos locais, o preço dos imóveis deve se estagnar um pouco e apresentar alta próximas dos índices de inflação. Já em locais com maior escassez e necessidade de novos empreendimentos, os preços ainda podem subir mais”, acredita.
Segundo ele, em relação ao custo de vida da população, os imóveis ainda não atingiram um patamar de preço de preço tão elevado. “Se compararmos o custo de vida de outras cidades do mundo com o preço dos imóveis, verificamos que o Brasil ainda tem um dos menores preços”, diz.
Mas será que esta valorização tão expressiva pode indicar a formação de uma bolha no setor? De acordo com especialistas do mercado imobiliário, a chance de uma bolha no mercado brasileiro é pequena, mas os preços dos imóveis devem cair em algumas regiões.
Segundo o diretor-presidente da Vitacom Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel, a bolha imobiliária se forma quando há um aumento infundado nos preços praticados por metro quadrado, como aconteceu nos Estados Unidos em 2008.
No Brasil, segundo ele, a valorização dos imóveis está sendo favorecida pelo crescimento da demanda, aumento do crédito e crescimento do número de pessoas que investem neste tipo de bem. “O que está acontecendo é uma recuperação de um mercado que, por falta de financiamento habitacional, ficou parado por mais de duas décadas”, afirma.
De acordo com Frankel, o forte aumento de preço não se trata de um movimento especulativo. “A elevação de preços é definida pela oferta e demanda. Nos últimos anos, verificamos uma procura acentuada diante de uma escassez de ofertas, principalmente nos grandes centros urbanos”, afirma Frankel.
O vice-presidente do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças) e autor do Livro “Imóveis, Seu Guia Para Fazer da Compra e Venda um Grande Negócio”, Luiz Calado, também não acredita na formação de uma bolha neste momento. “Eu acho que esse aumento de preços se trata de ajuste de ciclo de mercado”, afirma.
Especulação
Segundo Frankel, a especulação é um dos principais riscos para que uma bolha se forme, mas ele ressalta que, no mercado brasileiro, este tipo de negócio é insignificante em relação ao volume total de transações.
“Uma das possibilidades de bolha imobiliária é quando um especulador compra um imóvel na planta, com objetivo de vender em um prazo bem curto. Se acontecer qualquer problema e ele mudar de planos, pode desistir da compra com facilidade”, diz Frankel.
“Mas a maioria das construtoras fazem uma venda consistente, com análise de crédito. Poucos fazem venda desse tipo. Por isso, esse risco praticamente inexiste no mercado imobiliário brasileiro”, continua.
O executivo acrescenta que o crédito imobiliário no Brasil é bastante conservador, o que contribui para afastar as chances de uma formação de bolha. “Nosso país tem regras fortes para o financiamento de imóveis”, diz. “O comprometimento de renda do brasileiro com este tipo de crédito é bastante limitado e não existe alavancagem”, continua o executivo.
Preços
De acordo com Calado, o preço dos imóveis, de uma maneira geral, deve se estagnar a partir de agora e pode haver redução. “Eu enxergo um cenário de manutenção ou de queda de até 20% ao longo do tempo, não de um mês para o outro”, diz. “Acho que estamos no topo e tem uma chance muito grande de cair”, completa.
Para Frankel, em muitos locais, o preço dos imóveis deve se estagnar um pouco e apresentar alta próximas dos índices de inflação. Já em locais com maior escassez e necessidade de novos empreendimentos, os preços ainda podem subir mais”, acredita.
Segundo ele, em relação ao custo de vida da população, os imóveis ainda não atingiram um patamar de preço de preço tão elevado. “Se compararmos o custo de vida de outras cidades do mundo com o preço dos imóveis, verificamos que o Brasil ainda tem um dos menores preços”, diz.
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